Como a oncologia avançou em 2025 e o que podemos esperar para 2026

O ano de 2025 foi marcado pela consolidação da inovação em saúde, especialmente na oncologia.
Novas tecnologias, medicamentos e modelos assistenciais deixaram o campo experimental e se traduziram em benefícios concretos para pacientes, profissionais e sistemas de saúde. Mais do que descobertas isoladas, o ano reforçou a convergência entre ciência, inteligência artificial e organização do cuidado.

A oncologia se tornou mais precisa, orientada por biomarcadores, imagens avançadas e decisões multidisciplinares, que conferem abordagens individualizadas, maior eficácia clínica e melhor qualidade de vida. O avanço da saúde digital também ampliou a incorporação de práticas e tecnologias, reduzindo o intervalo entre evidência científica e acesso real do paciente.

No campo terapêutico, a imunoterapia ampliou indicações e refinou seu uso. Paralelamente, as terapias alvo-dirigidas (ADC), as terapias celulares com foco em tumores sólidos e os cuidados associados com dor e suporte ao paciente, bem como modelos de efeitos colaterais, ganharam destaque nas discussões científicas, consolidando-se como uma revolução no combate ao câncer. Novas classes de medicamentos, conjugados e vacinas terapêuticas também se tornaram opções concretas em abordagens de controle da doença. Novos agentes hormonais, estratégias terapêuticas de mesma classe promoveram mudanças significativas após anos de estabilidade terapêutica.

Os avanços não se limitaram aos medicamentos. A cirurgia robótica para câncer de próstata foi incorporada como procedimento obrigatório, com benefícios em resultados funcionais, menor morbidade e recuperação mais rápida. Em 2025, ocorreu o primeiro procedimento no experimental de radiação de Arco Linac, no Hospital Nove de Julho, da Rede Américas, ampliando acesso à cirurgia de alta precisão. Exames genômicos e testes moleculares, que por anos foram considerados exclusivos ou restritos, hoje são rotina em até 71 mil novos casos por ano no Brasil 2023–2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Ao mesmo tempo, 2025 trouxe a retomada das discussões sobre incorporação tecnológica e priorização de investimentos no organograma do cuidado, como uso de ferramentas digitais, navegação de pacientes e rastreamento de cânceres prevalentes. A inovação passou a incluir processos, fluxos assistenciais e acesso oportuno ao tratamento, reforçando a integração entre clínica, gestão e políticas públicas.

Olhando adiante…

As perspectivas para 2026 apontam para uma nova onda de transformação. Novos mecanismos de imunoterapia, para além dos atuais inibidores, começam a ganhar espaço, assim como a expansão das terapias celulares, incluindo diferentes plataformas de CAR-T, com indicações mais amplas e maior segurança.

A genética aplicada à oncologia tende a se tornar ainda mais central, não apenas na seleção de tratamentos, mas também na estratificação de risco e no acompanhamento longitudinal dos pacientes.

Soluções de inteligência clínica devem avançar, na integração artificial e sensorial como elemento transversal, capaz de integrar grandes volumes de dados clínicos, genômicos e de imagem, aprimorando a tomada de decisão médica e encurtar o caminho entre descobertas científicas e benefício real para o paciente.

Do lado das políticas, atenção em expansão no Brasil. Até 2025, espera-se um aumento expressivo no número de estudos clínicos em oncologia, especialmente por meio de parcerias entre a iniciativa privada e instituições públicas e internacionais.

No âmbito institucional, o INCA mantém uma estrutura robusta de pesquisas que abrangem desde investigação básica e experimental até pesquisa translacional e clínica, além de iniciativas como bancos de tumores e programas de formação, o que cria uma base sustentável para o desenvolvimento científico contínuo em oncologia no Brasil e que beneficia toda a cadeia da saúde.

Essas tendências indicam que, em 2026, o Brasil deve consolidar um ambiente mais propício à pesquisa oncológica, com maior maturidade regulatória, maior colaboração entre centros e incentivo à inovação nacional. O desafio continuará sendo garantir que esses avanços cheguem de forma equitativa e sustentável aos pacientes.

Quando olho para trás, lembro que 2025 foi um ano em que a saúde avançou não apenas em inovação, mas em maturidade. Ciência, tecnologia e organização do cuidado começaram a caminhar de forma mais alinhada, desenhando um futuro no qual a oncologia será cada vez mais precisa, humana e acessível, e que esperamos ainda mais com novos avanços previstos a partir de 2026.

Fonte: Futuro da Saúde

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