Câncer de mama não é tudo igual: mastologista explica as diferenças

O câncer de mama é um dos que mais acomete mulheres no mundo. Segundo o INCA, só no Brasil a estimativa para 2025 é de quase 74 mil novos casos. Apesar das inúmeras campanhas de conscientização, ainda há uma parcela significativa da população que desconhece a complexidade dos diagnósticos.

Isso porque não existe apenas um tipo de câncer de mama. Além das variações, há diferentes subtipos, cada um exigindo um olhar específico. Esse será o foco da palestra da mastologista Fabiana Makdissi na Casa Clã MAMA, ao lado da oncologista Marcia Abadi e da geneticista Michele Araújo Pereira. “Existem diferentes tipos e subtipos de tumor, e cada um exige uma abordagem específica”, destaca Fabiana.

Em conversa com CLAUDIA, Fabiana trouxe um panorama prévio sobre o tema, explicando a importância de compreender as particularidades de cada caso.

Classificações

De forma geral, os tumores podem ser divididos de duas formas:

In Situ: é a forma inicial da doença, quando ainda está restrito ao ducto mamário. Neste caso, ele pode responder ou não aos hormônios, o que influencia diretamente no tratamento, como o uso de bloqueio hormonal.

Invasivos: ocorre quando as células rompem a barreira do ducto. “Uma vez saindo daquele ducto, tem a possibilidade de cair na corrente sanguínea ou linfática. É aquele que tem possibilidade de uma futura metástase”, detalha Fabiana.

Subtipos e suas diferenças

Além da classificação inicial, ela explica que os tumores se dividem em subtipos, definidos por suas características hormonais e genéticas:

  • Luminais: são os que respondem aos hormônios.
  • Luminal/HER2: além da resposta hormonal, também apresentam na membrana um marcador responsável pela divisão celular, como se fosse uma um terceiro interruptor.
  • HER2 puro: neste caso não há resposta aos estrógenos e a progesterona, mas tem a proteína HER2 positiva.
  • Triplo negativo: por fim, este subtipo não responde ao estrogênio, à progesterona nem ao HER2.

“É como se tivéssemos três interruptores possíveis. Alguns tumores ligam todos, outros apenas um ou nenhum. Essa informação é determinante para definir a linha de tratamento”, resume Fabiana.

A importância da biópsia

Para chegar a um diagnóstico preciso, não há outro caminho senão a biópsia acompanhada da imuno-histoquímica. “É como se déssemos nome, sobrenome e CPF ao tumor. São essas as informações necessárias para definir a linha de tratamento”, afirma a mastologista.

Tratamentos personalizados

As opções variam de acordo com cada caso. “Um tumor in situ, por exemplo, nunca vai precisar de quimioterapia. Já nos invasivos, independente do subtipo, há maior chance de indicar quimio, mas isso depende também da idade da paciente, do tamanho do tumor e se já há comprometimento em outras áreas”, explica.

Além da quimioterapia, entram em cena outros recursos como:

  • Radioterapia: indicada de acordo com o subtipo histológico, tamanho do tumor e extensão da doença.
  • Terapia alvo: voltada para casos com HER2 positivo, quer seja luminal ou não.
  • Imunoterapia: uma opção mais recente, recomendada para quadros avançados de câncer triplo negativo.

Para concluir, a especialista reforça: “Câncer de mama não é tudo igual. Cada um tem uma característica, que precisa ser identificada e reconhecida, antes de iniciar o tratamento. E para definição do tratamento, é essa a base para construção de todas as possibilidades existentes”.

Fonte: Claudia

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