5 coisas que seu médico gostaria que você soubesse sobre câncer de próstata

A próstata é um órgão exclusivo dos homens e está localizado próximo à bexiga, o intestino, a uretra e ainda tem a função de produzir parte do sêmen. Apesar de sua importância, ele não parece ser objeto de preocupação entre os homens: menos da metade deles só vai ao urologista quando algum sintoma aparece.

O problema é que, no caso do câncer de próstata, o tumor com diagnóstico mais frequente em metade dos países do globo —e o mais comum no grupo masculino no Brasil (perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma), essa demora pode comprometer as possibilidades de cura.

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Embora possa ser desafiador superar o receio do exame físico ou de saber-se doente, os urologistas afirmam que conhecer as características da doença pode ajudar a superar essas barreiras para agir a seu favor.
Veja, a seguir, o que os especialistas gostariam que você soubesse sobre o câncer de próstata:

1) Sempre é hora de rever preconceitos

Um dos aspectos que podem dificultar o primeiro passo para se submeter a avaliações médicas periódicas é o preconceito em relação a um exame simples, o toque retal.

A prática ainda é importante para o diagnóstico, mas como o conhecimento sobre o câncer de próstata evoluiu, grupos científicos e sociedades médicas de todo o mundo já discutem alternativas a ele.

Daniel Vargas Pivato de Almeida, oncologista no Hospital Sírio-Libanês de Brasília, fala que nos últimos 10 anos tem se observado o crescimento do papel da ressonância paramétrica de próstata para detectar tumores, com grau de precisão superior ao do toque retal.

"Quando esta é razão que retarda o rastreamento do câncer, é bom saber que já existem estratégias mais especializadas e que podem se adequar às preferências do paciente", esclarece o oncologista.

O exame de toque continua sendo importante, mas é menos feito quando se compara ao passado. Entre pacientes com baixo risco para a doença, e a depender de como eles evoluem ao longo dos anos, o toque pode ser menos frequente.

2) No início, a doença é silenciosa

Como esse tumor, em sua fase inicial, não apresenta sintomas, ele só pode ser diagnosticado por meio de exames. São eles: o de sangue, para dosagem do PSA, o exame de toque e a biopsia —quando necessária.

De acordo com os especialistas consultados, não dá para esperar ter algum sintoma para procurar por um médico. Afinal, é justamente a fase assintomática da doença que oferece a oportunidade de cura da maioria dos pacientes (chega a ser mais de 90%).

"Basear-se na falta de sintomas como indicação de boa saúde urológica não vale para o câncer de próstata", adverte Maurício Cordeiro, diretor do Departamento de Uro-Oncologia da SBU. "Submeter-se a um exame preventivo é a melhor forma de identificar doenças iniciais, cujas terapias são menos invasivas e agressivas, e ainda oferecem melhores resultados", completa.

Quando podem ser observadas manifestações como dificuldade para urinar, retenção urinária, dores ósseas (decorrentes de metástase óssea na bacia ou na coluna) ou sangramento na urina, a doença já não é mais curável.

Nessas circunstâncias, as estratégias terapêuticas visam apenas reduzir complicações. O que se pode oferecer ao paciente é um tratamento paliativo com bloqueadores hormonais, cirurgia, etc.

3) Pode haver vida sexual após o câncer

A região do corpo onde está localizada a próstata faz que um tumor possa comprometer a ereção e o controle urinário. Assim, entre as preocupações dos pacientes com indicação de cirurgia destacam-se a perda da ereção e a incontinência urinária.

A depender das características do tumor, as técnicas cirúrgicas (robótica e laparoscopia) hoje disponíveis permitem preservar todas as estruturas vizinhas, e isso significa maior probabilidade de rápida recuperação funcional, seja quanto ao ato de urinar, seja em relação à ereção.

Nas fases mais avançadas da doença pode ser necessária a retirada de nervos e vasos associados à ereção e ao esfíncter (feixe vasculonervoso), o que compromete as funções sexuais e urinárias.

"Ainda há outro fator que pode influenciar o sucesso do tratamento nesse quesito", observa Rodolfo Borges dos Reis, professor titular de urologia da FMRP-USP: "A faixa etária na qual a doença mais aparece coincide com a do maior pico de incidência de disfunções sexuais, que acometem de 50% a 60% dos homens".

4) PSA alto tem hora certa para se preocupar

O PSA é uma proteína específica produzida pela próstata, e é considerada um marcador de agressão da próstata. Ter um PSA elevado não é indicação absoluta de câncer, e pode sinalizar outros tipos de agressão a ela, como inflamações, infecções e até um trauma. A explicação é de Lucas Batista, chefe do Serviço de Urologia do Hupes-UFBA/Ebserh.

O exame anual é essencial porque ele permite acompanhar alterações ao longo do tempo (aumento, diminuição, subvalores, densidade).

Por exemplo, um homem que tenha um PSA considerado alto, mas que se mantém com o passar dos anos, ou apresente mínima variação, não é preocupante. Já um PSA que aumenta exponencialmente de um ano para outro, merece maior atenção.

5) A doença não aparece só na idade avançada

Embora a probabilidade de ter esse tipo de tumor aumente conforme os anos passam, a idade é apenas um dos fatores de risco a serem considerados. O diagnóstico acontece geralmente na 6ª década de vida. Apesar disso, outras situações podem influenciar o seu aparecimento.

Histórico familiar, obesidade, hipertensão, sedentarismo, persistência de níveis elevados de testosterona, exposição a determinados agentes químicos também contam.

A etnia ainda parece estar associada à doença, e é mais frequente entre os afrodescendentes.

A recomendação para a população masculina em geral é que os exames de rastreamento (feitos em homens que ainda não apresentam sintomas) devem ser feitos a partir dos 50 anos, anualmente.

Pessoas com histórico familiar e da raça negra devem começar antes, ou seja, aos 45 anos.

Fonte: Viva Bem UOL

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