[Câncer de Ovário] Gislaine.

Aprendendo com Você
  • Instituto Oncoguia - Comece fazendo uma breve apresentação sobre você? idade, profissão, se tem filhos, casadoa, onde você mora... Gislaine - Advogada, 56 anos, divorciada e 2 filhos adultos. Moro em São Paulo - SP.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Gislaine -

    Sem sinais ou sintomas. O diagnóstico só veio durante a cirurgia, quando foi identificado um tumor maligno na trompa e realizada a histerectomia total.

    Tudo começou com um achado em um exame de imagem, solicitado antes do início da reposição hormonal. Uma massa suspeita atrás do útero levou à investigação com ressonância magnética e tomografia, mas ambas foram inconclusivas. O marcador tumoral CA 125 estava dentro da normalidade.

  • Instituto Oncoguia - Você enfrentou dificuldades para fechar o seu diagnóstico? Se sim, quais? Gislaine - Sim, antes da cirurgia surgiu dúvidas se o tumor era maligno ou não e onde estava localizado, no útero ou em alça intestinal. Os ovários estavam normais. Só na cirurgia foi identificado um tumor maligno na trompa esquerda, com diagnóstico de câncer de ovário.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou diante do diagnóstico? Quer nos contar o que sentiu, o que pensou? Gislaine -

    A notícia foi dada pela cirurgiã poucas horas após eu sair do centro cirúrgico, ainda no leito do hospital, atordoada pela anestesia — e sem qualquer empatia. Ela simplesmente disse: “O tumor era maligno, estava na trompa e você vai ter que fazer quimioterapia, porque o câncer pode voltar a qualquer momento. E o seu cabelo vai cair.” Em seguida, saiu do quarto.

    Nunca imaginei receber um diagnóstico como esse — e menos ainda ser informada dessa forma. Aquilo me tirou completamente a paz. Desde então, o medo da recidiva me atormenta.

  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Gislaine - Voltar a minha vida normal, sem os efeitos colaterais do tratamento e não deixar que a preocupação com o futuro me tire a fé na remissão completa.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Gislaine - Estou em quimioterapia, sentindo severos efeitos colaterais, muita dor nos ossos, músculos e articulações e também fadiga extrema.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é/foi o tratamento mais difícil? Por quê? Gislaine - A quimioterapia é mais difícil do que a cirurgia. Ela debilita o organismo a cada sessão, trazendo muitos altos e baixos tanto físicos quanto emocionais. Além disso, a rotina de exames para acompanhar se o tratamento está sendo eficaz é extremamente angustiante.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral do tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Gislaine - Sinto muitas dores físicas e emocionais. As dores emocionais se potencializaram desde o início, da maneira como recebi o diagnóstico...  Zero empatia e cuidado da cirurgiã.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Gislaine - Uma médica insensível, desumana e intolerante.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Gislaine - Com o oncologista clínico para traçar o protocolo de tratamento.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Gislaine - Faço terapia com psicólogo. Necessário inclusive para me libertar das palavras ditas pela cirurgiã num momento de fragilidade e vulnerabilidades.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Gislaine - Estou em tratamento quimioterápico, bastante debilitada pelos efeitos colaterais.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Gislaine - Estou em licença saúde.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Gislaine - Dispensa do rodízio de veículos durante o tratamento.
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Gislaine - Não somos estatísticas, não devemos nos apegar a números, somos pessoas únicas e o diagnóstico não nos define.
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Gislaine - Campanhas de esclarecimento. 
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