[Câncer de Mama Avançado] Adriana Hayashi

Aprendendo com Você
Adriana Hayashi
  • Instituto Oncoguia - Comece fazendo uma breve apresentação sobre você? idade, profissão, se tem filhos, casadoa, onde você mora... Adriana - Tenho 44 anos, Gestora de RH Mãe solo de 2 meninos (18 anos e 7 anos), moro em São Paulo, capital. 
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Adriana -

    Recebi o diagnóstico de câncer de mama aos 32 anos, em 2013. Notei que minha mama esquerda estava visivelmente maior que a direita — uma diferença bastante acentuada. Fiz o autoexame e senti um nódulo na mama esquerda. Procurei um ginecologista, realizei os exames e, após a biópsia, veio a confirmação: era um câncer de mama localmente avançado.

    Iniciei o tratamento neoadjuvante, tudo correu bem, e depois segui com o uso de tamoxifeno. Entrei em remissão.

    Seis anos depois, em 2019, aos 38 anos, recebi um novo diagnóstico — dessa vez, na mama direita, já com metástases em ossos, pulmão, linfonodos e fígado. Iniciei novamente o tratamento, fiz quimioterapia e tive resposta completa. Em 2020, comecei o uso de Abemaciclibe e bloqueios hormonais, e os exames (PET-CT) não mostravam evidência de doença em atividade.

    Em 2022, tive uma oligoprogessão no sistema nervoso central (cérebro), que foi tratada com radiocirurgia. Mantive o inibidor de ciclina, já que o PET continuava sem evidência de doença no restante do corpo. O letrozol foi substituído pelo fulvestranto.

    Desde então, sigo em tratamento há 5 anos e 3 meses com Abemaciclibe.

  • Instituto Oncoguia - Você enfrentou dificuldades para fechar o seu diagnóstico? Se sim, quais? Adriana - Não, foi tudo rápido. 
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou diante do diagnóstico? Quer nos contar o que sentiu, o que pensou? Adriana - Fiquei com medo de vir a óbito, não tem como falar de diagnóstico de câncer sem sentir medo e insegurança, mas confiei e me enchi de força, fé e esperança.
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Adriana - Deixar meus filhos.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Adriana -

    Enfrentar os tratamentos é sempre um desafio. No primeiro diagnóstico, decidi não me afastar do meu emprego — e tudo correu bem, sem nenhuma intercorrência.

    Já no diagnóstico de metástases, a situação era diferente. Eu havia saído do mercado de trabalho dois anos antes e, como tive uma gestação nesse período, estava me programando para retornar quando recebi o novo diagnóstico.

    Foi intenso e desafiador receber a notícia de uma metástase, com um volume significativo de doença em atividade. Senti mais medo de morrer. Mas, por outro lado, a jornada já não era completamente desconhecida para mim. Então, encarei o tratamento com força e muita fé.

  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é/foi o tratamento mais difícil? Por quê? Adriana - Para mim, a menopausa química é, sem dúvida, a parte mais difícil do tratamento. Envolve muitos efeitos colaterais, com os quais venho aprendendo a conviver a cada dia.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral do tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Adriana - Graças a Deus, não tive grandes efeitos colaterais além da menopausa causada pela terapia endócrina. Lidei bem com a queda de cabelo e não tive intercorrências durante a quimioterapia ou a radioterapia.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Adriana - Nesses anos, passei por 3 oncologistas, sempre com ótima relação em todos os pontos.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Adriana -

    Sim. Tenho acompanhamento com psicóloga, neurologista, radioterapeuta, bucomaxilo, dentista clínico e endocrinologista.

    A terapia é fundamental nessa jornada. O neurologista me acompanha por conta de uma lesão cerebral, em conjunto com o radiologista. O bucomaxilo trata uma osteonecrose medicamentosa no maxilar. Já o endocrinologista é responsável por acompanhar o metabolismo e gerenciar a interrupção da medicação para os ossos.

  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Adriana - Faço terapia há alguns anos e acredito que não conseguiria mais viver sem ela. É um suporte fundamental para manter meu emocional e psicológico equilibrados.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Adriana - Tenho qualidade total de vida, sigo meu tratamento e minha vida.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Adriana - Parei, infelizmente a recolocação no mercado convivendo com metástases é praticamente zero.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Adriana - Busquei para documentos pessoais, auxílio do INSS, isenção de impostos e para medicações que o plano de saúde negou.
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Adriana - Alinhar o psicológico, o espiritual e o físico é fundamental para atravessar essa jornada com sanidade. Viver é possível — e vale muito a pena! Você vai se redescobrir com ainda mais confiança e determinação.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Adriana - Não, sou fã e admiro muito o trabalho da Oncoguia em todos os aspectos. 
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Adriana - Igualdade de acesso para todos que precisam. Todos nós temos esse direito.
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