[Câncer de Mama] Adely Martins

Aprendendo com Você
Adely Martins
  • Instituto Oncoguia - Comece fazendo uma breve apresentação sobre você? idade, profissão, se tem filhos, casadoa, onde você mora... Adely - 48 anos, servidora pública, mãe de duas meninas, Aniely, de 20 anos, e Venice, de 10. Divorciada, moro no sertão do Rio Grande do Norte.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Adely - Fazendo o alto exame no banho, percebi que a mama estava diferente, além de observar a retração do mamilo e perda de peso.
  • Instituto Oncoguia - Você enfrentou dificuldades para fechar o seu diagnóstico? Se sim, quais? Adely -

    Meu diagnóstico foi fechado rapidamente, mas confesso que isso só aconteceu porque eu insisti que havia algo errado. A mamografia deu resultado negativo e, mesmo assim, solicitei a realização de uma ressonância magnética.

    Minha mãe faleceu de câncer de mama aos 65 anos e, desde os 30, eu realizava acompanhamento regular. Reconheci os sinais de que algo não estava bem, mesmo com a mamografia sem alterações. Tratava-se de um câncer lobular, tipo no qual há muitos casos de falso negativo nos exames de mamografia.

  • Instituto Oncoguia - Como você ficou diante do diagnóstico? Quer nos contar o que sentiu, o que pensou? Adely -

    Inicialmente, passou um filme de tudo o que minha mãe havia vivido, e pensei que agora seria a minha vez. Porém, com a ajuda de um primo médico, que rapidamente, em questão de horas, conseguiu contato com um mastologista, fui informada de que o caso estava no início e havia grandes chances de vitória.

    Apeguei-me a essa informação, segurei-me na Mãe de Deus e enfrentei o tratamento no pico da pandemia. Sobrevivi à COVID-19 e concluí todo o tratamento sem nenhuma intercorrência.

  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Adely - Morrer do COVID, meu tratamento começou em outubro de 2020, eu ia para o hospital tomar quimioterapia para tratar o câncer e temia pela minha vida, medo do COVID.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Adely - Conclui as 16 QT e 25 rádios em junho de 2021. Hoje continuo com bloqueio hormonal, conclui 5 anos de tamoxifeno, zoladex e zometa. Farei por mais 5 anos, e também retirei a outra mama, mastectomia preventiva.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é/foi o tratamento mais difícil? Por quê? Adely -

    A mastectomia preventiva foi realizada após eu ter rejeição da prótese. Hoje estou sem a mama sadia e ainda passarei por uma segunda tentativa de reconstrução. Como houve rejeição da prótese, a equipe optou pela lipoenxertia como estratégia para a reconstrução da mama sadia.

  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral do tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Adely -

    Eu senti enjoo na primeira quimioterapia. Depois, passei a seguir rigorosamente as orientações da nutricionista, principalmente no que se refere ao aumento significativo do consumo de água. Isso ajudou muito na eliminação de toxinas.

    Consegui trabalhar normalmente durante o tratamento e ia dirigindo sozinha para as sessões. Foi um processo bastante tranquilo. Em alguns momentos, senti até vergonha de dizer que estava tão bem, pois algumas colegas passavam muito mal durante a quimioterapia.

  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Adely - Inicialmente foi ótima, conduziu muito bem e rápido, porém após 4 anos na cirurgia de mastectomia preventiva eu sofri muito com a rejeição da prótese e o médico negligenciou, até que troquei de mastologista.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Adely - Criei uma rede de profissionais, enfermeiros, médicos da família, psicóloga, nutricionista, procurei todas as ajudas disponíveis.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Adely - Fiz na época e foi super importante, a mente estava muito doente, a terapia foi uma grande diferença.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Adely - Vivendo normalmente, feliz, cuidando de mim, enfrentando apenas alguns efeitos do bloqueio hormonal, mas nada além do esperado. Continuo estudando, buscando crescer profissionalmente e ainda acredito no amor. Acredito que, um dia, encontrarei um companheiro para o resto da vida. Tenho muito amor para viver.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Adely - Continue normalmente, só parei quando fiz a cirurgia, foram 16 QT, 4 vermelhas e 14 brancas e 25 rádios, trabalhei normalmente e isso foi uma forma de terapia pra mim.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Adely - Ainda não precisei acionar, mas tenho conhecimento de todos
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Adely - O diagnóstico de câncer não é mais sentença de morte, o tratamento é complicado, mas é possível.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Adely - Continue divulgando relatos, acredito que estamos desmistificando o diagnóstico de câncer. Aos poucos as pessoas percebem que diagnóstico precoce, salva vidas!
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Adely - Que as leis aprovadas sejam traformafas e políticas públicas. Leis sem promover acesso é o mesmo que fé sem ação
Multimídia

Acesse a galeria do TV Oncoguia e Biblioteca

Folhetos

Diferentes materiais educativos para download

Doações

Faça você também parte desta batalha

Cadastro

Mantenha-se conectado ao nosso trabalho

Precisa de ajuda? Fale com o Oncoguia aqui!