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[Osteossarcoma] Karine P Ferreira

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Essa entrevista foi preenchida em 23/09/2020

  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Karine - Atualmente tenho 23 anos, trabalho e moro em Curitiba-PR.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Karine - Bom, na época tinha acabado de fazer 16 anos. Eu jogava futebol todos os finais de semana e alguns dias na semana e um dia antes de começar a jogar eu não fiz o aquecimento físico. Na hora que chutei a bola já senti uma dor no meu joelho direito e não conseguia pisar no chão, então fui levada às pressas para o UPA. Lá levei injeção e fui pra casa.  Passaram uns dias e eu ainda sentia minha perna estranha e algumas dores, mas nada muito significante. Contava para minha mãe e ela achava que não era nada demais. Até que um dia eu fiquei muito incomodada pois fui tentar jogar futebol novamente e eu senti muito incomodo, e fui a um ortopedista sozinha. Ele pediu um Raio X, uma RM e quando levei os resultados ele inicialmente disse que era um cisto por causa da lesão que fiz ao jogar bola. Saí com a recomendação de 10 sessões de fisioterapia, as fiz e voltei para nova consulta. Aparentemente nada tinha mudado e ele recomendou mais 10 sessões de fisioterapia. Fiquei irritada e não fiz, também não voltei mais ao médico durante 1 ano. Nesse 1 ano jogava bola ainda que com algumas limitações, mas um dia tive muita dor e resolvi voltar a consultar com um ortopedista. Ele pediu outro Raio X e outra RM, mas quando recebi o resultado esse médico tinha viajado e me enrolou 3 meses pra me consultar. Acabei desistindo deste e levei a outro médico. Na consulta ele disse que não era especialidade dele e me indicou para um amigo, esse amigo me indicou para outro até que ele disse que suspeitava ser uma coisa e pediu para que na próxima consulta fosse acompanhada da minha mãe. Na próxima consulta minha mãe foi e então ele disse que suspeitava ser uma coisa mais séria apesar de não ser da área dele. Então ele me encaminhou para um amigo, e lá fui eu. Desse médico que recebi o diagnostico depois de ter refeito todos os exames e uma cintilografia. Eu estava com um tumor no fêmur direito, ele era algo genético e não tinha haver com o acontecido do aquecimento. Segundo a experiência do médico era maligno e teria que operar o quanto antes. Depois de uns dias foi marcada a cirurgia da retirada do tumor e feita uma biopsia, era realmente maligno e não foi encontrado nada nos pulmões.
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Karine - Depois que tive lesão, sentia um incomodo pra correr e chutar a bola, não conseguia dobrar a perna totalmente.
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Karine - A mudança de vários médicos ortopedistas.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Karine - Eu fiquei abalada, pois isso resultaria de eu ter que parar de fazer o que eu mais gostava que era jogar futebol, fiquei reclusa e sofri quieta, não queria transparecer abalada na frente de amigos e da minha mãe.
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Karine - Fiquei preocupada se eu iria ficar sem uma perna ou manca, eu não conseguia lidar com essas possibilidades.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Karine - Eu já finalizei o tratamento, mas agora faço exames de 1 em 1 ano para ver se não voltou, já que o tumor era maligno. Não precisei fazer radioterapia e nem quimioterapia, no meu caso foi só a cirurgia. Fiquei alguns meses de cama e de muleta, mas depois não precisei nem fazer fisioterapia. Sigo minha vida normal.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Karine - Acho que é o psicológico, tem que ser muito forte para lidar com a noticia de um câncer.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Karine - Não tive nenhum efeito.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Karine - Foi ótima. Ele é paciente e de poucas palavras, mas explica direitinho os procedimentos e até hoje acompanha meus exames.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Karine - Não fiz, mas hoje vejo que preciso. Tentei lidar com tudo sozinha e hoje tenho efeitos negativos disso.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Karine - Minha vida segue normal, apenas refaço os exames anualmente.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Karine - Vida normal
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Karine - Não busquei.
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Karine - Preciso não ter projetos, deixo a vida me levar.
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Karine - CALMA, RESPIRA E NÃO PIRA, sei que é difícil receber essa noticia, mas você precisa ser forte, tudo vai ficar bem no final.
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Karine - Procura de depoimentos.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Karine - Acho que já estão fazendo um trabalho bacana.
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Karine - Com certeza seria mais investimento na saúde. Há pouco tempo, aqui em Curitiba, teve a inauguração do Hospital Erastinho, que é voltado para crianças em tratamento de câncer. Isso só foi possível devido as muitas doações e eventos de arrecadação, mas se tivessem investido dinheiro público já estaria pronto há muito tempo.


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