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[Osteossarcoma] Juliana Rodrigues de Oliveira

Aprendendo Com Você



Essa entrevista foi preenchida em 18/12/2019

  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Juliana - Meu nome é Juliana, sou funcionária pública na secretaria da saúde da minha cidade, tenho um filho e moro junto com meu namorado.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Juliana - Apareceu um caroço na raiz do meu dente, a princípio pensei que era inflamação do próprio dente, ai fui em dois dentistas para solucionar. Não doía, era um caroço e sentia apenas um incomodo.
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Juliana - Eu emagreci muito! Mas como estava com problemas no meu relacionamento acreditava que era por isso.
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Juliana - Na verdade eu não tive dificuldades, os dois dentistas que fui já sugeriram a biopsia, pois suspeitaram de CA de boca.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Juliana - Eu já esperava que seria algo grave, pois os dois dentistas que procurei sugeriram biopsia, e na minha família meu pai teve câncer de próstata em 2011 (faleceu) e tive um filho que teve câncer em 2013 - Rabdomiossarcoma (faleceu), então meu coração já esperava, mas isso não tirou meu desespero com o diagnóstico. Chorei e já pensei que seria meu fim, mas foi tudo o psicológico mesmo.
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Juliana - Os dias que ficarei longe do meu filho, pois o tratamento que faço é em outra cidade.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Juliana - Comecei o tratamento assim que recebi a biopsia. Já fui internada para avaliações pré -operatórias, já fiz a retirada total do tumor, fiz 30 sessões de radioterapia e agora aguardo a quimioterapia. Enfrentar tudo longe da família foi difícil. Tive que fazer traqueostomia e sonda alimentar no nariz por 15 dias, pois o meu tumor (osteosarcoma) foi na mandíbula. As sessões de radio também, pois após a 15° sessão minha pele queimou feio, tive que interromper até melhorar e poder terminar.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Juliana - Pra mim, até o momento, foi a cirurgia, pois foi bem invasiva. Retirei a mandíbula total esquerda, tive que ficar me alimentando por sonda e a traqueostomia, sério, foi horrível!
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Juliana - Por enquanto só fiz a radio, a pele queimou feio, tive que hidratar bastante a pele, e nasceu muitas feridas na minha boca. Tomava remédio e fazia gargarejo com um remédio que a médica passou.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Juliana - Muito boa, gostei muito dela!
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Juliana - Sim, com um onco ginecologista, com dois cirurgiões de cabeça e pescoço, médica da radioterapia e muitos enfermeiros. Porque os pacientes oncológicos acabam sendo acompanhados por muitos outros especialistas, não apenas o oncologista.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Juliana - No momento não faço, mas não descarto precisar um dia.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Juliana - Hoje estou no aguardo das quimios e já recebi alta das radios. Voltei a trabalhar e estou vivendo como antes do CA, saio com a família e amigos, apenas mudei a alimentação, não como tantas bobeiras, não bebo e não deixo meu psicológico ser abalado pela doença.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Juliana - Durante as radios parei, pois era em outra cidade e levava 4hrs de viagem todos dias. Agora que recebi alta das radios estou trabalhando, mas quando começar as quimios vou me afastar de novo.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Juliana - No momento não precisei recorrer, pois estou recebendo todo auxilio.
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Juliana - Assim que receber alta de vez, quero seguir curtindo minha família, aproveitar todos os dias, fazer faculdade, quem sabe mais um filho, me casar e seguir vivendo bem.
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Juliana - Tudo é fase! De princípio vem o medo, vontade de chorar, mas não se desespere! A medicina hoje está avançada e temos muitas chances de vida após o câncer. Tire uma lição de tudo que você vai aprender nessa etapa.
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Juliana - Pesquisando sobre o meu tipo de CA na internet.
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Juliana - Continue dando relatos sobre outros pacientes, sério, isso ajuda muito a não nos sentirmos sozinhos. Sempre atualizem os depoimentos porque o que assusta é o desconhecido. Até, quem sabe, uma parceria com uma página do instagram "Amigos da Quimio" para ter um espaço maior em depoimentos, porque isso é muito raro no meio dos pacientes. Para muitos, ter CA já logo remete a morte e não é bem assim, tem vida com e após o câncer, dá para vencer e viver maravilhosamente bem!
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Juliana - Fazer funcionar os direitos de cada paciente, rapidez e prioridade nos casos. O tempo ajuda muito na sobrevida dos casos!


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