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[Câncer de Glândula Suprarrenal] Fernanda Augusto Moura

Aprendendo Com Você



Essa entrevista foi preenchida em 25/05/2017

  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Fernanda - Sou Fernanda, tenho 21 anos, ainda não tenho de fato uma profissão, mas pretendo cursar psicologia. Namoro, moro no RJ - Nova Iguaçu.
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Fernanda - Sentia dor na barriga e acreditava ser gases, até que um dia fui fazer uma ultra e vi que tinha uma massa enorme na barriga que não podia estar ali.
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Fernanda - Sentia uma dor/incomodo na barriga, mas nada de muito sério. Sempre passava com remédio e esse que foi um dos problemas.. acreditava ser gases.
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Fernanda - Não tive, pois descobri quando já estava grande, então já sabiam claramente o que era.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Fernanda - Eu fui descobrindo aos poucos sozinha, porque minha família temia/não sabia como me dizer e iam aos poucos falando. Até que eu comecei a pesquisar no Google o que os médicos diziam e descobri o que de fato eu tinha. Eu fiquei arrasada, não é fácil viver esse momento, mas com o tempo você vai entendendo que é um processo e que se vive um dia de cada vez..
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Fernanda - Não saber o futuro, não saber se eu ia morrer ou continuar viva. Perder parte da minha adolescência.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Fernanda - Já finalizei. Fiz 3 cirurgias e na ultima foi resolvido, mas foi uma cirurgia muito difícil, com muitas complicações. Tentei químio mas meu tumor não reagia à quimio e ainda tive uma reação alérgica. Então tive que partir pra cirurgia e aí foi onde as coisas complicaram. Fiz muitos procedimentos e etc, pois eles queriam ressecar o rumor, mas nada funcionava. Eu fui vivendo um dia de cada vez, processo a processo.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Fernanda - A quimioterapia. Eu não fiz muitas sessões, fiz uns 2 meses. As pessoas acham que é uma bobeira diante de tudo que você está vivendo e acabam achando uma bobeira, mas lidar com seu cabelo caindo todos os dias aos poucos é algo cruel, você acorda e vê cabelos por todas as partes, a gente ali consegue enxergar que realmente estamos passando por aquela doença, porque cair cabelo é uma forte característica disso. O processo do CTI também é muito difícil, aceitar que se está doente é algo muito complicado...
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Fernanda - Na químio sentia enjoos e em um procedimento que dia senti muita dor, acredito que a mais forte da minha vida inteira. Me recordo que a dor começou na hora da novela, umas 21 e só foi passar as 6h da manhã. Sem intervalos. Eu já tava querendo desistir...
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Fernanda - Incrível. Eu tenho muito contato com minha cirurgiã até hoje, conversamos pelo WhatsApp e etc.. Vou visitá-la sempre. É incrível a relação que você constrói.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Fernanda - Sim, enfermeiros, outros médicos e etc... Me apeguei muito a minha enfermeira pois ela colocava todos os meus desenhos favoritos durante o dia e fazia de tudo pra eu ficar bem em uma fase cruel. Eu valorizei cada feito por ela.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Fernanda - Sempre fiz desde os 11, só dei continuidade. Acho importante você conversar com quem você confia, com quem você se sente à vontade. Um psicólogo sempre é importante, mas acho que é uma fase delicada. Se você se sentir à vontade com um psicólogo, ótimo. Mas também não retire o valor de um bom colo de um amigo, de um familiar que entenda o que você sente naquele momento.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Fernanda - Está bem. A gente aprende muita coisa... Sou outra Fernanda! Rs
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Fernanda - Como eu era muito nova, só estudava. Hoje em dia trabalho.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Fernanda - Não.
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Fernanda - Me formar, construir uma família, valorizar as coisas boas da vida, trabalhar e etc...
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Fernanda - Parece impossível, mas viva um dia de cada vez e entenda o processo. Não tenha medo, é uma fase que você vai passar por ela! E se tiver medo, fale. Não tenha medo em conversar com as pessoas o que você sente, lembre-se que é importante dizer o que você sente. Sei que o medo de deixar nossos familiares tristes é existente, mas vença isso, nesse momento quem precisa de ajuda é você. Desenhe, pinte, escreva, cante, chore se necessário, busque uma forma de passar o tempo, um lazer. E o principal: Deus está no controle de tudo!! As vezes parece que só acontece coisas ruins, só temos notícias ruins, mas acredite, Deus tem algo pra você. Você não está passando por isso atoa! Você não está sozinho, eu entendo você.
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Fernanda - No facebook.


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