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[Câncer de Tireoide] Aline de Araujo Ramos da Rocha

Aprendendo Com Você



Essa entrevista foi preenchida em 30/07/2020

  • Instituto Oncoguia - Quem é você? (idade, profissão, tem filhos, casada, cidade e estado?) Aline - Eu tenho hoje 39 anos, sou nutricionista, casada e sem filhos humanos, porém com 4 filhos de patinhas adotados das ruas que são a vida pra mim! 
  • Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer? Aline - Na verdade descobriram pra mim. Eu não tinha muito tempo de me cuidar, trabalhava demais e um dia minha sogra viu um carocinho pequeno no meu pescoço. Fui ao médico e fiz os exames. Por acaso, não deu nada. Dois anos depois, esse carocinho abençoado já estava um caroção com vida própria. Foi quando minhas cunhadas, meu marido, meu pai, meu avô e meus irmãos me obrigaram a procurar um médico. Aí eu fui meio que de "saco cheio", afinal os exames de dois anos antes não tinham dado nada. Mas, dentro de mim, algo dizia o contrário e no fundo eu tinha era medo. Afinal, a maior parte da minha família morreu em decorrência de um tumor. E o único tipo que faltava na família era o de tireoide. Imaginei "não é possível que eu serei a sorteada", mas foi possível e eu ganhei esse presente.
  • Instituto Oncoguia - Você apresentou sinais e sintomas do câncer? Quais? Aline - Apareceu o carocinho e eu aumentei muito de peso, mas como trabalhava demais e de fato me alimentava muito mal, achei q fosse só isso.
  • Instituto Oncoguia - Quais dificuldades você enfrentou para fechar o seu diagnóstico? Aline - Até sair o resultado da anatomopatologia do nódulo, TODOS acreditavam ser benigno e nenhum exame mostrou claramente o que era. O exame de PAAF deu inconclusivo e a ultra mostrava que tinha, mas não mostrava mais que isso. Mostrava que estava muito grande e por isso o médico logo encaminhou pra cirurgia. E foi surpresa pra todos o resultado do exame do nódulo depois da cirurgia.
  • Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? O que sentiu? No que pensou? Aline - Não foi surpresa para mim. No primeiro momento eu senti medo. Bem pouco depois veio a aceitação e a reação... Pensei... "Ah não! Isso não vai me vencer! Não agora! Eu não quero e não vou deixar!"
  • Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento? Aline - Meus filhos de patinhas e meus sobrinhos... Eu só pensava neles e foi muito por eles que eu me mantive firme.
  • Instituto Oncoguia - Você já começou o tratamento? Em que parte do tratamento você se encontra nesse momento? Se já finalizou, conte-nos um pouco sobre como foi enfrentar todos os tratamentos? Aline - Eu fiz o tratamento faz mais de um ano. Eu digo que tudo é "tranquilo" dependendo da forma como a gente encara os fatos. É um dia de cada vez. E hoje, tenho uma vida super normal até muito melhor do que era antes.
  • Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? Por quê? Aline - Eu só fiz a radioiodoterapia. Pra mim foi super normal. Levei o isolamento na paz. Eu tentava não ver as coisas como "dificuldade" porque eu sabia que fazia parte do processo. Eu já tinha visto a família quase toda passar por coisas muito piores e o fato de ser da área da saúde me ajudou bastante também.
  • Instituto Oncoguia - Você sentiu algum efeito colateral diante ao tratamento? Como lidou com isso? O que te ajudou? Aline - Efeitos vários. Fiquei inchada, o cabelo caiu um pouco, as unhas deram uma enfraquecida, eu mesma fiquei bem descompensada. Mas eu sabia que fazia parte do processo e levei na boa, até dando muita risada da condição que eu me encontrava, afinal eu sempre fui hiper vaidosa e tudo que eu vivia sobre a questão estética no geral tinha ido pelo ralo... Eu me divertia vendo que a gente não manda em nada... E que do nada, tudo pode mudar, o que importa é termos saúde e estarmos felizes.
  • Instituto Oncoguia - Como foi/é a sua relação com seu médico oncologista? Aline - Eu não faço acompanhamento tão próximo com oncologista. Ele é amigo da família e às vezes a gente se fala, mas no geral, somos eu e o endócrino.
  • Instituto Oncoguia - Você se relacionou com outros profissionais? Se sim, quais e por quê? Aline - Meu primeiro contato foi com o médico cirurgião de cabeça e pescoço que logo me mandou pra cirurgia. Depois, o endocrinologista que é quem me acompanha e só.
  • Instituto Oncoguia - Você fez ou faz acompanhamento psicológico? Se sim, conte-nos um pouco sobre a importância desse profissional nessa fase da sua vida. Aline - Não fiz acompanhamento e nem faço. Nunca senti necessidade. Graças a Deus sempre tive uma cabeça muito boa e sempre trabalhei na positividade. Nunca me deixei abater. Pelo contrário, sempre mantive o bom humor em todos os estágios desafiadores pelos quais passei.
  • Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? Aline - Nunca esteve tão boa. Hoje eu me cuido, faço minha atividade física regularmente, cuido da minha alimentação, tenho tempo pra minha casa, pro meu marido, minha família, meus cachorros, minha empresa... tudo de forma saudável, sem exageros. E agradeço ao meu amigo câncer, ter me mostrado que eu estava me auto destruindo. Por causa dele, eu saí da escravidão do dia a dia e renasci pra vida.
  • Instituto Oncoguia - Você continua trabalhando ou parou por causa do câncer? Aline - Continuo trabalhando, porém modifiquei completamente minha vida e minha rotina. Antes eu vivia para o trabalho. Hoje eu trabalho pra viver. Minha vida é minha prioridade.
  • Instituto Oncoguia - Você buscou seus direitos? Se sim, quais? Aline - Não busquei direitos. Na verdade, nem pensei nisso. Eu queria era me livrar logo de tudo e que passasse bem rapidinho.
  • Instituto Oncoguia - Quais são seus projetos para o futuro? Aline - Viver a vida e amar incondicionalmente, porque não sabemos nunca quando será a última vez. O último encontro. O último beijo. O último abraço... Não sabemos quando será o último dia e o último minuto. O ontem já passou! O hoje é que vivemos. O amanhã não existe, porque quando o amanhã chegar não será amanhã, ele se tornará hoje de novo...
  • Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje? Aline - Todos sabemos que é difícil. O medo, a insegurança, as dúvidas... Mas, tudo está dentro de nós. O nosso futuro nós desenhamos. Tudo do amanhã vai depender do que fizermos hoje. Os nossos resultados dependem muito de como reagimos aos desafios que a vida nos impõe todos os dias. É um momento de reflexão e de reconhecimento. É uma oportunidade que a vida nos dá de enxergamos o que podemos estar fazendo de errado e de nos tornarmos pessoas melhores. Eu vejo como um presente, e consigo abençoar e agradecer ao meu amigo câncer maligno avançado de tiroide que me fez mudar de vida completamente e hoje estar melhor e mais feliz que nunca, mesmo tendo passado por tantas provações. Se eu consegui, todos conseguem.
  • Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? Aline - Conheci no google procurando informações sobre a possibilidade de ainda ser doadora de sangue, de plaqueta, de medula...
  • Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar? Aline - Tenho a parabenizar pela iniciativa de ajudar a tantas pessoas que necessitam desse apoio.
  • Instituto Oncoguia - O que você acha que deveria ser feito para melhorar a situação do câncer no Brasil? Deixe um recado para os políticos brasileiros! Aline - Acredito que deveria ser mais facilitado e mais ágil o acesso da população aos serviços de saúde pública no geral


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