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[CÂNCER DE MAMA] Thais Aragão

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 29/04/2015 - Data de atualização: 29/04/2015


Thais Aragão, diagnosticada com câncer de mama, nos enviou este depoimento a fim de dividir sua experiência e, quem sabe, ajudar outras pessoas que estejam passando pela mesma experiência.

Leia abaixo a história de Thais Aragão.

Olá, me chamo Thais Aragão e passei a conhecer o Oncoguia através de uma amiga, Ana Aguiar, mãe de uma jovem de nome Maísa Aguiar que no ano passado foi diagnosticada com câncer de mama.
 
Em primeiro lugar quero agradecer o carinho e atenção de vocês, pois recebi um lindo lenço, sugerido a vocês por esta minha amiga de quem falei.  Simbolicamente, foi o primeiro lenço que usei depois que raspei a cabeça.  Ele foi usado num dos momentos mais delicados e ao mesmo tempo me ajudou a fortalecer mais essa fase.  Muito obrigada!
 
Bem, gostaria de repassar a vocês um resumo da minha história com o Câncer de Mama.
 
Há mais de 10 anos faço o acompanhamento de pequenos nódulos que surgiram nos dois seios. Atenta às informações que fazem parte do mundo dessa doença, sempre fiz anualmente os meus exames preventivos.
 
Em agosto do ano passado, em mais um exame de rotina, a médica ultrassonagrafista detectou o aumento de um deles, na mama direita. Em seu laudo, sugeriu a continuidade da investigação para o mastologista que até então me acompanhava.
 
Fiquei preocupada. Telefonei imediatamente para o seu consultório e solicitei um encaixe.  O médico me atendeu de forma bem rápida e disse que estava tudo bem.  Que o aumento não era significativo e que eu só retornasse no próximo ano, com os exames de rotina, como sempre.
 
Claro, uma tonelada saiu das minhas costas, afinal, eu estava bem!  Neste período estava cheia de trabalhos de um curso de formação em Arteterapia que havia iniciado em 2011 e que se encontrava chegando a sua fase final.  Vida que segue, assim foi! Deletei da minha cabeça essa questão!

Em março deste ano, apalpando minhas mamas detectei um caroço na mama direita que até então, não tinha "dado o ar da graça".  Estranhei e mais do que depressa marquei uma consulta com o mesmo médico mastologista que me acompanhava.
 
Como marcar consulta não acontece tão rápido assim, resolvi "adiantar o meu lado" e pedi a uma amiga que fizesse a requisição dos exames de ultrassom e mamografia, pois a ideia era chegar na consulta já com os exames na mão.  Com o ultrassom apontando para um crescimento importante em um dos nódulos (o mesmo que o médico disse que não era nada), ele me encaminhou para fazer a biópsia do mesmo.
 
Fiz a biópsia, exame dolorido, mas em nome da solução do problema, vale tudo, parece que suportamos mais.

Mais uma vez a espera é terrível, pois levei 21 dias para ter o resultado em mãos.  Chegou o dia: Abrir aquele envelope era estranho e me lembro que fechei um dos olhos, como se assim pudesse não ver o que poderia ser o pior. Quando olhei o resultado, uma palavra parecia estar em Neon, piscando para mim: Carcinoma Ductal Infiltrante.
 
Posso dizer que fiquei ali, no hall do elevador da clínica, com o resultado na mão. Algumas vezes os elevadores pararam e seguiram e eu ali. Os segundos pareciam eternidade! De volta para casa os pensamentos teimavam em me entristecer e pensar no pior. Pensar que ali estava decretado o meu fim de linha!  Não falei pra ninguém e cerca de uma hora depois liguei para o médico pedindo novamente um encaixe.
 
De posse do resultado, o médico calmamente me disse que era um pequeno tumor e que faria uma cirurgia simples no quadrante superior para sua retirada.  Completou dizendo que após 10 dias da cirurgia eu estaria liberada para voltar a minha rotina e faria uma radioterapia para garantir um bom prognóstico.
 
Voltei para casa e percebi que começaria ali uma fase difícil: contar para os familiares e amigos.  Contar para o meu marido significava buscar acalmá-lo com as informações que havia obtido com o médico, que tudo, apesar de aterrorizante, seria solucionado de forma muito simples. Esperei o final de semana acabar para falar com meus filhos, afinal de contas estava sendo comemorado aí o dia das Mães.  Longa espera, até que por fim, compartilhei com eles o meu diagnóstico, mas também com a preocupação de acalmá-los e dizer que eu estava bem e confiante.
 
Bem, gostaria aqui de sintetizar os dias que se seguiram a este diagnóstico:  Atendendo ao pedido da minha família, fui buscar uma segunda opinião e de posse dos exames e biópsia, para minha surpresa, ouvi que nada era simples.
 
O mastologista que até então me acompanhava, havia negligenciado outras imagens nos exames e só depois de uma Ressonância Magnética é que ficou comprovado que eu não tinha um tumor, mas quatro.  Não poderia ficar na radioterapia imediatamente, mas teria que passar pela quimioterapia, primeiro, pois além dos tumores, já havia metástase extracapsular, o que me fez também tirar 15 linfonodos axilares.
 
Graças a Deus eu atendi ao pedido da minha família e acabei mudando de médico.  Apesar desta fase pós-cirúrgica que inclui a quimio e, posteriormente, a radio, eu posso dizer para vocês que a caminhada não é fácil, as mudanças físicas impactam diretamente no emocional, nos fragilizamos, oscilamos de humor, mas apesar de tudo isso, há sim luz no fim do túnel.
 
Acredito que tudo que passamos na vida não é e não será em vão.  Acredito que nada é por acaso e esta "travessia" será mais um desafio a ser enfrentado por mim e por todas as pessoas que estão passando pela mesma situação.
 
O que posso sugerir:  Aproveite esse período de tratamento e se cuide de verdade, o que inclui o espírito.  Nossa fé é testada nessas ocasiões e, apesar de não ser católica praticante, escutei uma frase linda do papa, quando aqui esteve no RJ.  Ele disse:  "Sejam revolucionários!  Tenham coragem de ser felizes!”  E isso para mim mostrou que, neste momento, preciso transgredir!  Preciso ir na contra mão, fazer a revolução na minha vida! Enquanto a doença quer a nossa "falência" vamos seguir em frente e transgredir:  Vou viver, vou te enfrentar e vou vencer! Quer maior transgressão e revolução que essa? E isso pra mim é fé e determinação, independente de religião!
Sejamos autores e atores da nossa própria história e tenho certeza que cada um de nós quer que essa história tenha um final feliz!

Um beijo a todos, Thais.


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