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[CÂNCER DE MAMA] Juliana

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 29/04/2015 - Data de atualização: 29/04/2015


Instituto Oncoguia - Você poderia se apresentar?

Juliana - Meu nome é Juliana, tenho 30 anos, moro em SBC/SP, gosto de passar o tempo com minhas cachorras, uma labrador e uma vira-lata, gosto de sair com meu marido e com minhas amigas, gosto de estar junto da minha família, curtir o que a vida tem de bom para oferecer.

Instituto Oncoguia - Qual o seu tipo de câncer?


Juliana - Eu tive um câncer na mama esquerda e tive que fazer esvaziamento também.

Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer?


Juliana - Eu descobri fazendo o autoexame e passei por dois médicos que não me pediram mamografia, apenas USG, que não acusou nada. Cinco meses depois procurei um novo médico que me pediu o exame e detectou o câncer.

Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico?

Juliana - Esse médico me deixou muito mal, porque ele foi muito insensível ao me dar a notícia, porém, uma prima minha trabalhava no AC Camargo e me ajudou a agendar com o mastologista de lá, aí sim, tive a notícia da maneira que tinha que ser, eu sempre digo que ele me deu a notícia e me "pegou no colo", porque ele me acalmou e me mostrou um caminho a seguir.

Me lembro até hoje que um residente que estava junto na consulta me disse a seguinte frase: "Não pense que sua vida acabou aqui, na verdade sua luta começa agora!" Isso eu levei à diante e me ajudou muito me lembrar disso, porque eu tinha que vencer e para isso eu teria que lutar. Nas consultas eu sempre estava com meu marido e minha mãe, nessa hora, senti que estava muito bem amparada, sei que muitas mulheres perdem os maridos nessa fase, mas o meu se mostrou muito empenhado a vencer comigo.

Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento?

Juliana - De início tive medo que o tumor tivesse se espalhado pelo corpo, afinal, fiquei com o tumor durante meses, mas graças a Deus ele estava apenas na mama esquerda, porém, tive que fazer esvaziamento. Tive medo do tratamento.

Instituto Oncoguia - O que aconteceu depois disso?

Juliana - Após a fase de descoberta, o médico agendou a cirurgia, foi em maio/2011, fizeram uma biópsia aberta e foi detectado que parte do tumor era invasivo, o médico oncologista não queria iniciar a quimioterapia sem ter a certeza de quanto invasivo estava, aí em junho/2011 voltei para a cirurgia, foi feita a mastectomia radical com o esvaziamento de 13 linfonodos, um estava comprometido. Depois de 40 dias da cirurgia, iniciei a quimioterapia. Foram 4 quimios vermelhas e as brancas (Taxol) fiz semanal, para que não sofresse os efeitos colaterais rápido, e também tomei Herceptin.

Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil?

Juliana - Na minha opinião a quimioterapia foi mais difícil, porque eu me sentia um zumbi, o corpo ficava uns 3 ou 4 dias pesado, mole, não queria fazer muita coisa, o gosto de remédio era forte, mas depois desses 4 dias eu voltava à vida normal, eu trabalhava e estudava.

Instituto Oncoguia - Você teve efeitos colaterais?

Juliana - Bom, a quimio vermelha me deixou com mais efeitos, porque os cabelos caíram, o corpo ficava estranho por 4 dias, a radioterapia apenas me dava sono depois da sessão, não sentia arder porque perdi a sensibilidade de temperatura (ainda bem rsrs), porque ficou muito vermelho!

Instituto Oncoguia - Como foi a relação com o seu médico?


Juliana - A relação com meus médicos sempre foram ótimas, tenho os celulares deles, sempre se colocaram à disposição para qualquer problema, nunca tive problema, graças a Deus, só encontrei anjos na forma de médicos.

Instituto Oncoguia - Com que outro profissional você se relacionou?


Juliana - Além do mastologista e oncologista, eu passei com o oncogeneticista, porque eu tinha 28 anos e ninguém na minha família teve câncer de mama ou ovário, o exame deu negativo.

Instituto Oncoguia - Você fez acompanhamento psicológico?


Juliana - Eu procurei uma psicóloga, porque estava achando estranho eu estar tão bem, eu imaginava que um dia, sei lá, eu iria ficar ruim, não sei. Bom, ela me deu alta, porque eu consegui lidar muito bem com tudo. O segredo é aceitar a doença como coisa passageira e o tratamento como aliado, aí as coisas fluem melhor.

Instituto Oncoguia - E com nutricionista?

Juliana -
Eu procurei, mas continuei minha dieta normal, apenas acrescentei mais frutas.

Instituto Oncoguia - Você está em tratamento ou já finalizou?


Juliana -
Eu terminei a quimio em janeiro/2012 e o Herceptin em outubro/2012.

Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje?

Juliana - Eu mudei minha vida para melhor, evito certos aborrecimentos, prefiro dar importância ao que realmente importa, fora isso, minha vida hoje segue normal, vou a cada 6 meses para fazer exames de controle, há 2 fiz a cirurgia plástica para simetria das mamas (coloquei prótese na mama direita).

Instituto Oncoguia - Conte-nos sobre seu trabalho e planos para o futuro.

Juliana - Bom, no momento não estou trabalhando, estou à procura. Meus planos para o futuro são muitos, entre eles engravidar no início de 2015.

Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje?

Juliana - De início é preciso ter fé e aceitar a condição que está vivendo, é muito importante saber sobre a doença e não ter medo de dizer que está com câncer, é apenas uma fase. Segundo, tem que ver os tratamentos como aliados, são eles que vão exterminar qualquer célula ruim no corpo. E entrar na "guerra" para ganhar, de cabeça erguida e fé em Deus.

Instituto Oncoguia - Qual a importância da informação durante o tratamento de um câncer?


Juliana - É bom a gente saber sobre o que acontece em nosso corpo, eu tirava as dúvidas com o médico, às vezes pesquisava algo na internet, me ajudava a entender certos sintomas.

Instituto Oncoguia - Você buscou se informar?

Juliana - Sim, pesquisava na internet e conversava com o oncologista.

Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia?  

Juliana - Através de uma pessoa que acabou virando uma amiga, quando eu iniciei o tratamento, ela tinha terminado, então trocamos muitas informações, ela me ajudou muito, me recomendou o Oncoguia.

Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar?


Juliana - A sugestão é: continuem ajudando pessoas que precisam de informações sobre o câncer e seus tratamentos, além dos direitos, que muitos não sabem.

Instituto Oncoguia - Você sabia que possuímos um trabalho focado na melhoria da situação do Câncer no Brasil? Estamos sempre em contato com políticos e gestores que podem ajudar a melhorar as políticas públicas brasileiras relacionadas ao câncer. Se você fosse mandar um recado para um político, o que você gostaria que mudasse ou melhorasse considerando tudo o que você passou?  

Juliana - Eu pediria que liberassem o medicamento EMEND gratuito para quem faz quimioterapia, eu tomei e não tive enjoos, o governo alega que existem outros remédios que fazem o mesmo efeito, mas não é bem assim.


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