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[CÂNCER DE MAMA] Camila Fernandez

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 29/04/2015 - Data de atualização: 29/04/2015


Camila FernandezInstituto Oncoguia - Você poderia se apresentar?

Camila Fernandez - Sou a Camila de Paula Araujo Fernandez, tenho 30 anos, sou engenheira eletricista, moro em Guarulhos/SP, e adoro conversar com pessoas, sair com amigos, dançar, fazer scrapbooking, e cozinhar. Tenho duas calopsitas e sou casada há 3 anos e meio.

Instituto Oncoguia - Qual o seu tipo de câncer?

Camila Fernandez - CA mama esquerda, Carcinoma ductal invasivo, receptor de hormônio positivo. Agora estou com uma metástase para o pulmão, fígado e ossos.
 
Instituto Oncoguia - Como foi que você descobriu que estava com câncer?

Camila Fernandez - Bem, são duas histórias, porque tive a de CA de mama em 2010 e a da metástase em 2013, então vou contar as duas.

2010: Descobri um carocinho acima do peito durante uma reunião de negócios. rs 

2013: Comecei a tossir e a perder o fôlego.

Instituto Oncoguia - Como você ficou quando recebeu o diagnóstico? 

Camila Fernandez - 2010: Fiquei desesperada, estava sozinha e achei que ia morrer. Chorei muito porque tinha acabado de voltar da lua de mel, e pensava que meu marido ia me largar.
 
2013: Achei que ia tratar e tudo ia ficar bem depois, que eu faria quimioterapias e voltaria a ficar normal  depois de um tempo.

Instituto Oncoguia - Qual foi a sua maior preocupação neste momento?

Camila Fernandez - 2010: Meu marido me largar, morrer e de meu cabelo cair. 

2013: O porquê tinha voltado. Eu tinha mudado tanta coisa na minha vida, praticado exercícios, relaxado mais, melhorei a alimentação, me tratei e mesmo assim voltou. Depois de alguns meses o medo era de morrer.

Instituto Oncoguia - O que aconteceu depois disso?

Camila Fernandez - 2010: Queria fazer tudo que pudesse para ficar viva, então fiz a mastectomia, reconstrução do seio com silicone, quimioterapia vermelha, e tratamento com hormônios para congelar embriões.

2013: Fiz quimioterapia branca, 12 sessões, tive uma sinusite que estava encoberta por causa do corticoide que me deixou por quase um mês sem conseguir assistir TV, com a cabeça latejando e não queria nem dirigir e conversar. Quando descobri que era sinusite,  já estava com depressão. Mas depois de curar a depressão e a sinusite com remédios ficou tudo bem.
  
Instituto Oncoguia - Em sua opinião, qual é o tratamento mais difícil? 

Camila Fernandez - Para mim a quimioterapia é difícil, mas suportável. O pior de todos esses anos foi ter ficado durante um mês com sinusite e depressão, as vezes não percebemos que estamos numa situação ruim, e deixamos levar. Sempre fui muuuito alto astral e somente por causa dessa sinusite entrei em depressão, e fiquei chateada por isso. 

Instituto Oncoguia - Você teve efeitos colaterais? 

Camila Fernandez - Depressão, para mim foi causada pela quimio.
 
Instituto Oncoguia - Como foi a relação com o seu médico?

Camila Fernandez - Meu médico do IBCC foi horrível, era uma médica, e não diagnosticou minha sinusite em mais de um mês, mesmo eu reclamando muito. Tudo que eu sentia ela falava que era por causa da quimio. Que era normal. Demorou também estourarem todas as minhas veias para propor que colocássemos um acesso. 

Troquei de hospital e fui para o AC Camargo e o meu onco de lá é maravilhoso, muito atencioso e me deixa bem informada. Eu adooooro ele.

Instituto Oncoguia - Com que outro profissional você se relacionou? 

Camila Fernandez - Fisioterapeutas, Psiquiatra, Mastologista, Cirurgião Ginecologista.
 
Instituto Oncoguia - Você fez acompanhamento psicológico?

Camila Fernandez - 2010: Sim, mas não gostei, fiz umas 10 sessões.

2013: Não, somente com o psiquiatra, mas vou começar com o psicólogo semana que vem.

Instituto Oncoguia - E com nutricionista?

Camila Fernandez - Não. 

Instituto Oncoguia - Você está em tratamento ou já finalizou?

Camila Fernandez - Estou cuidando da metástase agora, tomando Anastrozol em casa. Retirei os ovários pois sou hormônio positivo. E fazendo diversos exames de rotina. 

Instituto Oncoguia - Como está a sua vida hoje? 

Camila Fernandez - Estou afastada da empresa, era realmente muito estressante lá, e o ponto principal que acredito que tenha sido fundamental para minha doença foi o stress.

Eu sou muito feliz e agradeço a Deus por poder viver, porém, por causa da depressão causada, as vezes tenho alguns momentos que fico triste e pensando umas besteiras, mas isso para mim parece que é incontrolável, porque eu não sou assim, sou super motivada e quero curtir minha vida de todos os jeitos. Tenho certeza que Deus vai me ajudar, e estarei por aqui ainda por muito tempo. 

Instituto Oncoguia - Conte-nos sobre seu trabalho e planos para o futuro.

Camila Fernandez - Eu sou engenheira, trabalho na área comercial de uma empresa internacional da área automotiva. Tenho um cargo alto lá, e muita responsabilidade. Junto com tudo isso vem muuuuuuuuuuito stress, e meus planos para o futuro são de fazer algo que eu realmente goste e que não me cause tanto stress, que eu acorde de manhã motivada para ir trabalhar e não durma preocupada se a empresa vai atrasar uma entrega ou não.

Comecei dando depoimentos de meu caso no hospital e estou recebendo alguns convites para dar palestras em outros lugares, e estou muito feliz com isso. Percebi que posso ajudar muita gente com minha história e realmente tenho dom para falar em público. Já estava acostumada a fazer grandes apresentações para cliente importantes (tanto em português quanto em inglês) e agora as apresentações são de assuntos bem mais legais. 

Instituto Oncoguia - Que orientações você daria para alguém que está recebendo o diagnóstico de câncer hoje?

Camila Fernandez - Calma que tudo pode ter cura. Existem milhares de tratamentos hoje em dia, e é só se tratar que a gente vai conseguir superar tudo isso.

O câncer é uma fase ruim, mas vai passar. Temos que realmente aproveitar nossos dias, rir, chorar, cantar, dançar, porque ninguém nesse mundo sabe a hora que vai morrer, e Deus está nos dando uma oportunidade de a gente aproveitar melhor nossa vida. 

Instituto Oncoguia - Qual a importância da informação durante o tratamento de um câncer?

Camila Fernandez - Muuuuita, porque a ignorância ainda reina nesse assunto. Ainda estamos com a cabeça que quem tem câncer morre em um ano, então até eu descobrir que não era assim, eu fiquei desesperada.

A mídia não ajuda em nada também, porque em todos os filmes, novelas e livros que leio, todo mundo tem câncer e morre em um ano!!!!!! É um absurdo, fico revoltada com isso. Queria ainda escrever um livro de alguém que teve câncer e foi feliz para sempre.

Instituto Oncoguia - Você buscou se informar? De que maneira?

Camila Fernandez - Na internet, mas principalmente com os médicos e outras pessoas que passaram pela mesma coisa.
 
Instituto Oncoguia - Como você conheceu o Oncoguia? 
 
Camila Fernandez - Pelo Google, desde a primeira vez, e me pareceu o site mais sério sobre o assunto.

Instituto Oncoguia - Você tem alguma sugestão a nos dar?

Camila Fernandez - Se conseguíssemos alcançar mais pessoas para falar sobre como viver sua vida bem, como você dar valor a pequenos gestos, isso fariam pessoas mais felizes.

O telefone que vocês disponibilizam acredito eu que faz muito bem para as pessoas, porque precisamos muito de alguém para conversar.
 
Instituto Oncoguia - Você sabia que possuímos um trabalho focado na melhoria da situação do Câncer no Brasil? Estamos sempre em contato com políticos e gestores que podem ajudar a melhorar as políticas públicas brasileiras relacionadas ao câncer. Se você fosse mandar um recado para um político, o que você gostaria que mudasse ou melhorasse considerando tudo o que você passou?  

Camila Fernandez - Não sabia disso. Mas mandaria um recado que a mamografia não deveria ser feita somente após os 50 anos, pois eu tive um CA de mama aos 27 anos, e ninguém queria me recomendar a mamografia. Minha irmã (parente de primeiro grau) tem dificuldades para fazer uma mamografia porque tem "somente” 33 anos.

Outra mensagem seria para as televisões, que fizessem novelas que mostrasse um outro lado da doença, porque acredito que esse é um dos meios que mais as pessoas se informam, e mostrar que a menina descobriu um câncer e morreu no altar não ajuda em nada.


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