[REPORTAGEM] As Pintas e o Risco de Câncer de Pele Melanoma

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/09/2015 - Data de atualização: 15/09/2015

Pintinhas pequenas ou grandes; acastanhadas, vermelhas ou pretas; esparsas ou em quantidade. Quem é que não tem pintas espalhadas pelo corpo e rosto?

Difícil de encontrar! A grande maioria dos indivíduos carrega consigo ao menos algumas delas. Só para se ter uma ideia, o número médio de pintinhas no corpo e rosto de uma pessoa de pele branca é 30, mas muitas podem ter até 400 exemplares das marquinhas.

Mas o que são as tais das pintinhas? São sinônimos de charme e aparência exclusiva ou imperfeição que representa risco a saúde?

As pintas são pequenas saliências, ou áreas com coloração diferente da comum em decorrência da produção excessiva do pigmento melanina em aglomerados de células da pele. A razão da superprodução do pigmento é desconhecida, assim como a função das pintinhas no corpo.

Pintas e o Risco de Câncer de Pele - O médico especialista em cirurgia plástica do ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), Dr. Marcelo Olivan, explica que a grande maioria das pintinhas é inofensiva à saúde, e o que determina as chances de se ter uma doença em decorrência delas são os fatores de risco da pessoa.

"As pintas podem ser um fator de risco para o desenvolvimento do melanoma, forma menos comum e mais grave do câncer de pele, quando se tem várias grandes ou várias pintas pequenas", diz. Também, explica o médico, um histórico familiar de nevus atípico, ou nevo displásico, é outro fator de risco para o melanoma.

"Nevus atípico ou nevus displásico um tipo de pinta que parece diferente de uma comum. Uma pinta atípica é muitas vezes maior do que as outras, e tem bordas que não são fáceis de ver. Sua cor é geralmente irregular e pode variar do rosa ao marrom escuro. Partes do nevus atípico podem ser elevadas acima da superfície da pele".

Cabelos claros, pele clara e sensível ao sol, que apresenta manchas e sardas, e excesso de radiação solar na infância são outros fatores de risco do câncer de pele melanoma. O último deles é o mais importante. Segundo estudos, enquanto apenas cerca de um em um milhão de pintas sofre alterações tornando-se um melanoma maligno, a principal causa da doença pode estar relacionada a queimaduras solares na infância.

Saiba mais: Você faz parte de um grupo de risco?

Aprendendo a conhecer – A regra do ABCDE

Além de conhecer os seus riscos para o câncer de pele melanoma, é muito importante que cada um aprenda a olhar para as suas pintas, a reconhecer quando alguma delas apresenta alterações e a buscar imediatamente um médico dermatologista se necessário.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) orienta sobre a regra do ABCD, para se identificar alterações nas pintas.

O A significa assimetria, uma mudança na forma em que uma metade da pinta não coincide com a outra; o B relaciona-se às bordas irregulares, uma mudança na margem, onde o contorno da pinta se torna irregular; o C são cores não uniformes, ou seja, uma alteração na tonalidade da cor ou cores diferentes na mesma pinta; o D indica o diâmetro, uma mudança no tamanho que leva a pinta a ter, normalmente, mais de 6 mm e, por sua vez, o E quer dizer evolução, mudanças na aparência da superfície da pinta que, por exemplo, ora muda de cor, ora muda de tamanho, ora forma uma crosta, que pode começar a sangrar.

Dr. Marcelo acrescenta que outros sinais, como feridas que não cicatrizam, disseminação de cor a partir de um ponto da pele para a área ao seu redor, coceira, sensibilidade ou dor e mudança na superfície da pinta, com inchaço ou sangramento, são alertas para o câncer de pele melanoma.

"Quando uma ou mais pintas apresentarem características da regra do ABCD, aconselha-se procurar um especialista. Além disso, se as pintas coçam, doem, sangram, incham, elas também precisam de avaliação médica”.

Negligenciar, Não!

Márcia Maria Pereira de OliveiraMárcia Maria Pereira de Oliveira, 35, residente em São José dos Campos (SP), está em tratamento do câncer de pele melanoma desde 2008. Ela afirma hoje ter "quase mania” de proteger a sua pele do sol, assim como a de sua filhinha e de seu esposo, conta que durante a infância expunha-se ao sol sem proteção e que tardou a procurar por ajuda médica, quando uma pintinha no braço apresentou alterações.

"Ela era marrom clara, bem pequenininha, como se fosse uma marca feita com a ponta da caneta, mas com o passar do tempo a pinta escureceu, cresceu e tornou-se saliente”, lembra. À ocasião, Márcia havia conseguido um novo emprego e, focada na atividade profissional, não procurou assistência medica.

"Muitas vezes meus colegas de trabalho falavam sobre a pinta do meu braço, mas eu dizia (...) deixa para lá! Não vou faltar do trabalho para ir ao médico”.

Após os alertas dos colegas e da mãe e de um episódio de sangramento na pinta, Márcia procurou por um dermatologista. Exames feitos diagnosticou-se o melanoma.

Todo o impacto do diagnóstico e a jornada de tratamento contra a doença levaram Márcia a mudar a sua forma de cuidar da saúde. Enquanto há 5 anos nem mesmo sabia o significado do termo melanoma, hoje, além de estar sempre atenta ao seu corpo, tornou-se uma mensageira de alertas de prevenção!

"Ah, eu falo mesmo”! Até na fila do banco já alertei uma mulher sobre uma mancha que tinha nas costas. A minha orientação às pessoas é que se observem (...) e tirem 2 minutinhos no banho para olhar o próprio corpo. O que são 2 minutos?!”.






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