[MATÉRIA] Riscos que o tratamento oncológico traz à função reprodutiva devem ser discutidos pelo médico

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/09/2015 - Data de atualização: 15/09/2015

Medo da recidiva do câncer e diminuição da capacidade reprodutiva decorrente do tratamento podem interferir no plano de ter filhos 
 
O desejo de ter um filho pode ser afetado por um diagnóstico de câncer numa altura da vida em que o homem ou a mulher se encontram em idade fértil. Isso acontece, geralmente, tanto por receio do indíviduo de ter uma recidiva da doença, quanto por conta dos efeitos colaterais que procedimentos como quimioterapia e radioterapia, usados comumente para tratar a doença, podem ter sobre a fertilidade do paciente.
 
"Como os óvulos na mulher e os espermatozóides no homem são células em constante multiplicação, a quimioterapia e a radioterapia podem também agir na multiplicação destas células, interferindo no seu desenvolvimento e causando alterações na fertilidade”, explica o oncologista Marcelo Rocha Cruz, do hospital A.C. Camargo.

No caso de mulheres, no geral, as chances de o tratamento oncológico causar a esterilidade aumenta quanto maior sua idade, pois quanto mais velha, menos óvulos viáveis ela possui. 
 
A combinação de agentes quimioterápicos que o paciente irá receber poderá trazer maior ou menor risco de infertilidade tanto para homens quanto para mulheres. "O mais aconselhado diante de um diagnóstico de câncer é, primeiramente, discutir com o médico responsável sobre a possibilidade de preservar a fertilidade, idealmente sem impactar as chances de cura”, afirma o oncologista Rafael Kaliks, diretor médico do Instituto Oncoguia. 
 
Hoje, existem alguns métodos aos quais o indivíduo pode recorrer para garantir suas chances de poder ser pai ou mãe após o tratamento oncológico. O congelamento de sêmen, embriões, tecido ovariano ou óvulos são métodos comumente indicados. 
 
Fernanda Lopes, 26 anos, que tratou um linfoma Hodking recentemente, considerou a possibilidade de congelar os óvulos e discutiu a questão com seu oncologista antes de iniciar as sessões de quimioterapia, mas acabou optando por não fazê-lo. "No momento, minha prioridade era iniciar as sessões para ficar boa logo”, afirma. 
 
"Essa questão, de preservar a fertilidade, geralmente só é lembrada pelos pacientes após o término do tratamento, e isso acontece porque a primeira preocupação do paciente é vencer o câncer e poder viver livre da doença”, afirma doutor Marcelo.
 
Lizete Morikawa, 34 anos, mudou de ideia quanto a querer preservar a fertilidade após o início do tratamento e, com aval de seu médico, resolveu interromper por um curto período as sessões de quimioterapia para congelar seus óvulos. Infelizmente, acabou não tendo sucesso. "Por conta da quimioterapia, meu ciclo menstrual já estava bastante desregulado e não foi possível fazer a coleta de óvulos e o congelamento”, conta ela, que retomou o tratamento depois de quatro semanas. "Naquele momento, a prioridade era minha saúde”.
 
Para doutor Marcelo, os oncologistas têm a responsabilidade de discutir sobre o tema da fertilidade com seus pacientes, informando-os sobre todos os riscos envolvidos. "Como, na maioria dos casos, o risco de infertilidade tem relação com a quimioterapia, cabe ao oncologista clínico abordar este tema e orientar o paciente quanto às possibilidades de preservação da função reprodutiva”.






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