top

Categorias


Cadastro rápido

Receba nosso conteúdo por
e-mail

Tudo sobre o câncer

 
Mais Tipos de câncer

Curta nossa página

Financiadores

Roche Novartis Varian Bristol MerckSerono Lilly Amgen Pfizer AstraZeneca Boehringer Eisai Bayer Janssen MSD ACS Mundipharma Takeda Susan Komen Astellas UICC Libbs Healthy Americas


  • tamanho da letra
  • A-
  • A+

[SUCESSO] Paciente fica na fila à espera de cirurgia

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 23/05/2016 - Data de atualização: 23/05/2016


Especialista em TI recorre ao site do Instituto Oncoguia para conhecer a Lei dos 60 Dias e pressionar hospital por tratamento para câncer de pulmão da mãe.

O especialista em TI Luís Antônio Carvalho Gonçalves, 39 anos, já sabia o que era câncer quando a mãe foi diagnosticada, neste ano, com adenocarcinoma no pulmão – o pai havia tido na próstata em 2009. O próprio Luís Antônio teve câncer de testículo há cinco anos. Por isso a demora no agendamento da cirurgia da mãe o preocupou: "A gente sabia que era importante conseguir tratamento rapidamente”. Conseguiu informações sobre a Lei dos 60 Dias no site do Instituto Oncoguia, ligou para o PAP (Programa de Apoio ao Paciente com Câncer) e pressionou o hospital. Ela foi operada e liberada no Dia das Mães.

Conheça, a seguir, a história de Luís Antônio.

*

"Minha mãe foi internada por causa de cistos no fígado. Ficou com icterícia [coloração amarelada da pele, que pode ser causada por fatores como doenças hepáticas, infecções e intoxicações]. No hospital, que é público, fizeram uma bateria de exames.

Um dos raios-X atestou um nódulo no pulmão. Ela passou por exames mais complexos e foi feita uma biópsia, que levou 15 dias para ficar pronta.

No dia 3 de março deste ano, ela foi diagnosticada com adenocarcinoma no pulmão. Quiseram fazer outra bateria de exames. E ela teve de esperar, porque tinha fila para fazer PET [tomografia computadorizada].

Depois de todos os testes estarem prontos, fomos para a última etapa. Era um tumor que podia ser operado. Mas não havia leito de UTI disponível – e isso era preciso para que ela tivesse suporte respiratório depois da cirurgia.

Ficamos preocupados porque a doença estava evoluindo. A demora gera muita insegurança porque tivemos isso em casa. Meu pai teve câncer próstata, eu, de testículo. Fomos tratados no mesmo hospital. Então, a gente sabia que era importante conseguir tratamento rapidamente.

Minha mãe estava extremamente angustiada. Ela tem 79 anos, não fuma e nunca teve problema de saúde. Como ela mesma diz: "Só entrei no hospital para ganhar os filhos”.

Eu quis buscar os direitos dela. Fui procurar na internet mais sobre a Lei dos 60 Dias [que determina que o tratamento deve ser iniciado em até 60 dias]. Conhecia a lei, mas não sabia o que ela dizia. Achei que fosse precisar de orientação jurídica e entrei em contato com o PAP [Programa de Apoio ao Paciente com Câncer].

Pela internet, cheguei ao Instituto Oncoguia. No site, encontrei todas as informações: o que fazer, como fazer. Tinha tudo o que a gente precisava saber, inclusive sobre a doença dela, os sintomas e o que perguntar para o médico.

Começamos pela ouvidoria no hospital. Pressionamos para que fosse feito o atendimento. Citamos a lei.

Ela só realizou a cirurgia no dia 4 de maio. Tanta espera pelo leito da UTI, e ela ficou só um dia e meio. Está se recuperando bem e não teve falta de ar. No Dia das Mães, teve alta.

Dentro do hospital, o que eu mais via eram pessoas que não conhecem seus direitos e não têm a dimensão da doença. Para quem está passando por isso, a primeira coisa é saber o que a gente tem e o que a gente pode buscar.

É preciso acessar órgãos disponíveis, secretaria pública. Com a internet, alguém sempre conhece alguém que pode ajudar.”

O que diz a lei

O paciente deve receber o primeiro tratamento no prazo máximo de 60 dias, a contar da data da assinatura do laudo patológico. Pela lei nº 12.732, de 2012, é considerado o início a realização de terapia cirúrgica, a radioterapia ou a quimioterapia, conforme a necessidade terapêutica do caso.

Esse prazo não se aplica ao câncer não melanócito de pele dos tipos basocelular e espinocelular, ao de tireoide sem fatores clínicos pré-operatórios prognósticos de alto risco e aos casos sem indicação de tratamento cirúrgico, quimioterápico ou radioterápico.

Se o tratamento não tiver início nesse período, o paciente deverá procurar a Secretaria de Saúde do município. Caso não tenha resultado, é possível recorrer à Justiça. Para isso, pode-se procurar a Defensoria Pública, o Ministério Público, a OAB (assistência judiciária gratuita) e as Faculdades de Direito conveniadas com a OAB e/ou com órgãos do Poder Judiciário (Justiça Estadual/Federal), ou o Sistema dos Juizados Especiais, além de um advogado particular.

Onde procurar ajuda

Saiba onde procurar auxílio jurídico e os documentos necessários clicando aqui.

Se tiver outras dúvidas, entre em contato com o nosso Programa de Apoio ao Paciente com Câncer (PAP) - 0800 773 1666.

Por QSocial
Crédito: Luke Walker/FreeImages.com



Este conteúdo ajudou você?

Sim Não


A informação contida neste portal está disponível com objetivo estritamente educacional. Em hipótese alguma pretende substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. O acesso a Informação é um direito seu: Fique informado.

O conteúdo editorial do Portal Oncoguia não apresenta nenhuma relação comercial com os patrocinadores do Portal, assim como com a publicidade veiculada no site.

© 2003 - 2017 Instituto Oncoguia . Todos direitos reservados
Desenvolvido por Lookmysite Interactive