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[ENTREVISTA] O papel do cirurgião plástico

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/09/2015 - Data de atualização: 15/09/2015


Conte-nos sobre o trabalho do médico cirurgião plástico.

O Cirurgião Plástico atua na forma e função dos órgãos, tecidos e músculos. Assim, o cirurgião plástico:

  • Promove mudança na disposição dos tecidos do corpo inteiro com finalidades reparadoras e estéticas.
  • Reconstrói estruturas danificadas do corpo devido a traumas, queimaduras, sequelas cirúrgicas, lesões nervosas, dentre outras.
  • Realiza tanto enxerto de pele em pacientes queimados quanto o transplante microcirúrgico de ossos, músculos e pele para a cobertura de defeitos cutâneos ou para restabelecer o funcionamento de um músculo ou de uma articulação lesada.
  • Repara estruturas complexas da face como o nariz, as pálpebras e a boca.

Além das cirurgias reparadoras, o cirurgião plástico promove também as cirurgias estéticas. Nessas, o cirurgião remodela o corpo visando uma melhor harmonia do conjunto e, desta forma, uma melhora do equilíbrio estético.

De que forma esse especialista atua diante do tratamento contra o câncer?

O cirurgião plástico tem duas funções no tratamento do câncer.

Ele trata as patologias relacionadas a pele, como os Carcinomas Basocelular (CBC), os Carcinomas Espinocelular (CEC), os Melanomas e os Sarcomas, fazendo o diagnóstico, o tratamento e o seguimento destes cânceres.

O plástico também atua na cirurgia plástica reconstrutora oncológica, também chamada Oncoplástica. Essa atuação se dá em conjunto com outros especialistas: Mastologista; Ginecologista; Cirurgião Geral; Cirurgião de Cabeça e Pescoço e eventualmente com outros especialista.

Na Oncoplástica, o cirurgião plástico proporciona condições para que os outros especialistas realizem suas cirurgias com padrões oncológicos curativos; além de restabelecer a forma e a função dos órgãos e tecidos operados.

Qual a importância do trabalho multidisciplinar no tratamento do paciente com câncer? Qual a participação do cirurgião nessa equipe?

Quando o Mastologista, por exemplo, realiza a extirpação de uma mama por tumor, a paciente passa a ter uma sequela física e psicológica, a ausência da mama. O Cirurgião Plástico atua em conjunto com o Mastologista, se possível na mesma cirurgia, reconstruindo a mama da paciente seja com tecidos próprios dela ou com o uso de uma prótese. Desta forma a paciente sai da cirurgia sem as sequelas traumatizantes da mastectomia.

O mesmo se aplica ao Cirurgião de Cabeça e Pescoço que se vê em uma situação em que o tumor atinge a mandíbula, a pele e gânglios do pescoço. As áreas operadas são grandes e importantes. Eventualmente o paciente pode ter meia mandíbula ressecada. O Cirurgião Plástico restabelece então a forma e função transplantando o osso da perna (fíbula) para reconstrução das estruturas da face.

Quais são os tipos de câncer nos quais o cirurgião plástico atua mais frequentemente?

Os cânceres de pele (CBC, CEC e Melanoma) isoladamente ou em conjunto com outros especialistas. O câncer de mama e os cânceres da cabeça e do pescoço em conjunto com o Mastologista e com o Cirurgião de Cabeça e Pescoço, respectivamente.

De que forma a cirurgia estética pode ajudar a minimizar os efeitos cirúrgicos do tratamento?

As cirurgias restabelecem as proporções, simetrizam as mamas, redistribuem o tecido gorduroso, ajustam as sobras de pele. Ou seja, funcionam como uma interface entre a sequela do tratamento do câncer e as formas e contornos naturais do corpo humano.

Assim, os pacientes têm a alto estima fortalecida, uma auto visão otimista do corpo e uma sensação de bem estar, de cura completa.

Sabemos que atualmente um aspecto muito importante do tratamento do paciente com câncer é o que se refere à qualidade de vida. Qual é a participação do cirurgião plástico para alcançar esse objetivo?

Ao corrigir as mutilações do tratamento cirúrgico do câncer, a cirurgia plástica ajuda a minimizar o sofrimento físico e psicológico do paciente. Tratar um defeito (defeito?) na mão ou no pé faz com que o paciente possa recuperar sua independência, se locomover sozinho, executar funções corriqueiras como preparar um café. Ver-se ¨normal¨ diante do espelho é fundamental para o equilíbrio psicológico do paciente durante o tratamento, que as vezes é longo e pode exigir sessões posteriores de quimioterapia e radioterapia.

O paciente que tem ou teve um câncer pode se submeter a uma cirurgia plástica estética?

O paciente que está em vigência de um câncer, seja na fase de investigação, de tratamento cirúrgico ou medicamentoso; bem como na fase de recuperação após o tratamento, não esta apto a realizar uma cirurgia estética. Deverá primeiro completar o seu tratamento. Alterações de coagulação, cicatrização, do sistema imunológico e outras são comuns durante a vigência do câncer ou seu tratamento.

Agora, o paciente que teve câncer e completou seu tratamento deve ser considerado sem estigmas. Não devem ser tratados com preconceito. Caso deseje e possa, estão aptos a realizar procedimentos estéticos como qualquer pessoa.

Do ponto de vista cirúrgico que dicas e orientações você pode dar aos pacientes que estão em tratamento?

Primeiro, conhecer os detalhes do tratamento que serão expostos. Conhecer os riscos, os benefícios e principalmente as fases do tratamento. Ter consciência de que os tratamentos cirúrgicos seguem etapas; que o resultado logo após a cirurgia não é o definitivo; que os tecidos passaram por uma fase de consolidação e cicatrização antes de adquirir sua forma.

Ter sempre a consciência de que, por vezes, serão necessárias mais do que uma cirurgia até o tratamento definitivo.

As cirurgias serão tanto curativas, como estéticas conforme a fase do tratamento.

Marcelo Olivan
Cirurgião Plástico
Colaborador convidado pelo Instituto Oncoguia


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