Tipos de Câncer

Câncer de Mama

Mastectomia para Câncer de Mama

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 06/10/2014 - Data de atualização: 25/07/2020

A mastectomia é uma forma de tratar o câncer de mama e consiste na retirada cirúrgica de toda a mama.

A mastectomia pode ser realizada:

  • Quando uma mulher não pode ser tratada com cirurgia conservadora que poupa a maior parte da mama.
  • Se uma mulher preferir a mastectomia à cirurgia conservadora da mama por motivos pessoais.
  • Para mulheres com alto risco de desenvolver um segundo câncer de mama, que às vezes optam pela mastectomia dupla (remoção de ambas as mamas).

Tipos de mastectomia

Existem vários tipos de mastectomia, com base na forma como a cirurgia é realizada e na quantidade de tecido removido:

  • Mastectomia simples. Nesse procedimento, o cirurgião remove toda a mama, incluindo o mamilo, aréola e pele. Dependendo da situação alguns linfonodos axilares podem ser retirados. A maioria das mulheres, recebem alta hospitalar ao dia seguinte ao procedimento.
     
  • Mastectomia poupadora da pele. Neste procedimento, a maior parte da pele da mama é preservada. Apenas o tecido mamário, mamilo e aréola são removidos. A quantidade de tecido mamário removido geralmente é a mesma que numa mastectomia simples. Nestes casos, implantes ou tecido de outras partes do corpo são usados ​​para reconstruir a mama. Muitas mulheres preferem este tipo de mastectomia porque tem a vantagem do tecido cicatricial ser menor e a mama reconstruída parecer mais natural. Este tipo de mastectomia pode não ser adequado para tumores maiores ou aqueles que estão próximos da superfície da pele. O risco de recidiva local com este tipo de mastectomia é o mesmo que com outros tipos de mastectomia.
     
  • Mastectomia poupadora do mamilo. Este procedimento é uma variação da mastectomia poupadora de pele. É uma opção para mulheres que têm um tumor pequeno em estágio inicial próximo à parte externa da mama, sem sinais de doença na pele ou perto do mamilo. Neste procedimento, o tecido mamário é removido, mas a pele da mama e o mamilo são preservados. Este procedimento é seguido pela reconstrução mamária. Muitas vezes, o cirurgião remove o tecido mamário sob o mamilo e a aréola durante a cirurgia, para verificar se existem células cancerígenas. Se for diagnosticado câncer neste tecido, o mamilo deve ser removido. Ainda existem alguns problemas com esse tipo de cirurgia poupadora de mamilo, por exemplo, o mamilo não tem um bom suprimento de sangue, por isso às vezes pode murchar ou ficar deformado. Como os nervos também são seccionados, há pouca ou nenhuma sensibilidade na mama. Para as mulheres com mamas maiores, o mamilo pode parecer fora do lugar após a reconstrução. Como resultado estético, essa cirurgia parece ser melhor em mulheres com mamas de pequeno a médio porte.
  • Mastectomia radical modificada. A mastectomia radical modificada combina a mastectomia simples com a remoção dos linfonodos axilares.
     
  • Mastectomia radical. Neste procedimento, o cirurgião remove toda a mama, os linfonodos axilares e os músculos peitorais (parede torácica) que se encontram atrás da glândula mamária. Atualmente, essa cirurgia é raramente realizada. Essa cirurgia ainda pode ser feita para tumores grandes que estão invadindo os músculos peitorais.
     
  • Mastectomia dupla. Se a mastectomia é feita em ambas as mamas é denominada mastectomia dupla ou bilateral. Esse procedimento é muitas vezes considerado como uma cirurgia preventiva para mulheres com alto risco de desenvolver câncer na outra mama, como àquelas que têm uma mutação no gene BRCA.

Indicação de mastectomia

Muitas mulheres com câncer de mama em estágio inicial podem escolher entre cirurgia conservadora da mama e mastectomia. Em princípio, a preferência inicial é pela mastectomia como uma maneira de "tirar tudo o mais rápido possível". Mas o fato é que, na maioria dos casos, a mastectomia não oferece melhores possibilidades de sobrevida a longo prazo ou um melhor resultado do tratamento. Estudos que acompanham mulheres há mais de 20 anos mostram que, quando a cirurgia conservadora da mama é realizada junto com a radioterapia, o resultado é o mesmo de uma mastectomia.

A mastectomia da mama pode ser uma boa opção se você:

  • Não consegue fazer radioterapia.
  • Prefere uma cirurgia mais extensa para não fazer radioterapia.
  • Já fez radioterapia prévia na mama.
  • Já fez cirurgia conservadora da mama e a doença não foi completamente removida.
  • Têm duas ou mais áreas de câncer na mesma mama que não estão próximas o suficiente para serem removidas sem alterar a aparência da mama.
  • Tem um tumor maior que 5 cm ou um tumor grande em relação ao tamanho de sua mama.
  • Está grávida e precisa fazer radioterapia durante a gravidez, com risco para o feto.
  • Tem um fator genético, como uma mutação BRCA, que pode aumentar sua chance de um segundo câncer
  • Tem uma doença importante do tecido conjuntivo, como esclerodermia ou lúpus, que pode torná-la sensível aos efeitos colaterais da radioterapia
  • Tem câncer de mama inflamatório.

Para as mulheres preocupadas com a recidiva da doença, é importante entender que fazer uma mastectomia em vez da cirurgia conservadora da mama mais radioterapia reduz o risco de desenvolver um segundo câncer de mama na mesma mama. Mas, não diminui a chance de metástases para outros órgãos.

Reconstrução mamária após a mastectomia

Após a mastectomia, a mulher pode querer considerar uma cirurgia para restaurar a aparência da mama, o que se denomina reconstrução mamária. Embora cada caso seja diferente, a maioria das pacientes que fazem mastectomia pode fazer a reconstrução, ao mesmo tempo que a mastectomia (reconstrução imediata) ou num momento posterior (reconstrução tardia).

Se você está pensando em fazer a reconstrução mamária, converse com o cirurgião e, com o cirurgião plástico antes da mastectomia. Isso permitirá que a equipe cirúrgica planeje o tratamento mais adequado para você, mesmo que você espere e faça a cirurgia de reconstrução posteriormente.

Algumas mulheres optam por não fazer a cirurgia de reconstrução. Usar uma prótese de mama é uma opção para aquelas que querem usar apenas um contorno de uma mama sob suas roupas sem fazer a cirurgia de reconstrução. Algumas  mulheres se sentem confortáveis ​sem usar prótese mamária alguma.

Recuperação da mastectomia

A maioria das mulheres pode retornar às suas atividades rotineiras dentro de 4 semanas. Mas, se também for realizada a reconstrução da mama pode demorar alguns meses para a mulher retornar completamente a todas as suas atividades. Normalmente, você, seus familiares e cuidadores receberão instruções escritas sobre os cuidados após a cirurgia. Essas instruções devem incluir:

  • Como cuidar do local da cirurgia e do curativo.
  • Como cuidar do dreno, caso esteja com dreno.
  • Como reconhecer sinais de infecção.
  • Orientações sobre como tomar banho após a cirurgia.
  • Quando ligar para o médico.
  • Quando começar a usar o braço do lado operado novamente e como fazer os exercícios para evitar rigidez.
  • Quando começar a usar um sutiã novamente.
  • Quando começar a usar uma prótese e que tipo usar
  • Uso de medicamentos, incluindo medicamentos para dor e, possivelmente, antibióticos.
  • Qualquer restrição de atividades.
  • O que esperar sobre falta de sensibilidade, dormência na mama e no braço.
  • Que sentimentos esperar sobre a sua imagem corporal.
  • Quando agendar uma consulta de acompanhamento.
  • Programas de apoio.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos colaterais da mastectomia podem incluir:

  • Dor.
  • Inchaço na parte superior do braço.
  • Hematoma.
  • Seroma.
  • Limitação nos movimentos do braços ou do ombro.
  • Dormência na mama ou no braço.
  • Dor neuropática na parede torácica, axila e/ou braço.
  • Se os linfonodos axilares forem removidos, também pode ocorrer outros efeitos colaterais, como o linfedema.

Assim como em todas cirurgias, podem ocorrer hemorragia e infecção.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 18/09/2019, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.






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