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Quimioterapia para Câncer de Mama

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 06/10/2014 - Data de atualização: 25/07/2020


Quimioterapia é o tratamento com medicamentos para destruir o câncer, que podem ser administrados por via intravenosa (injeção numa veia) ou por via oral. A quimioterapia sistêmica é administrada na corrente sanguínea para poder atingir as células cancerígenas em todo o corpo. Ocasionalmente, pode ser administrada diretamente no líquido espinhal que envolve o cérebro e a medula espinhal.

Existem várias situações em que a quimioterapia pode ser indicada:

  • Quimioterapia adjuvante. É administrada após a cirurgia para destruir as células cancerígenas remanescentes do procedimento cirúrgico ou mesmo disseminadas, que não podem ser visualizadas pelos exames de imagem. A químio adjuvante pode reduzir o risco da recidiva.
     
  • Quimioterapia neoadjuvante. É administrada antes da cirurgia para tentar reduzir o tamanho do tumor de modo que ele possa ser retirado com um procedimento menos extenso. Em função disso, a químio neoadjuvante é frequentemente usada para tratar cânceres localmente avançados. Além disso, administrar a químio antes do tumor ser removido, dá para prever como o tumor responde ao tratamento. Se o primeiro esquema de medicamentos quimioterápicos não reduzir o tumor, o médico saberá que outras drogas serão necessárias.
     
  • Quimioterapia para câncer de mama avançado. A químio pode ser usada como tratamento principal para a doença disseminada.

Administração da quimioterapia

Na maioria dos casos, em especial no tratamento adjuvante e neoadjuvante, a quimioterapia é mais eficaz quando combinações de dois ou mais medicamentos são utilizados. Muitas combinações estão em uso no momento, mas, ainda não está clara qual combinação é a melhor.

Os medicamentos frequentemente usados para a quimioterapia adjuvante e neoadjuvante incluem:

  • Antraciclinas, como doxorrubicina e epirrubicina.
  • Taxanos, como paclitaxel e docetaxel.
  • 5-fluorouracil ou capecitabina.
  • Ciclofosfamida.
  • Carboplatina.

Na maioria das vezes, são usadas combinações de dois ou três desses medicamentos.

Quimioterapia para câncer de mama avançado

Os medicamentos quimioterápicos frequentemente usados no tratamento do câncer de mama avançado incluem:

  • Taxanos (paclitaxel, docetaxel e paclitaxel).
  • Antraciclinas (doxorrubicina, doxorrubicina lipossômica peguilada e epirrubicina).
  • Agentes da platina (cisplatina, carboplatina).
  • Vinorelbina.
  • Capecitabina.
  • Gemcitabina.
  • Ixabepilona.
  • Eribulin.

Embora as combinações de medicamentos sejam muitas vezes usadas para tratar o câncer de mama inicial, o câncer de mama avançado é mais frequentemente tratado com quimioterapia isoladamente. Ainda assim, algumas combinações, como paclitaxel e gencitabina, são frequentemente usadas no tratamento do câncer de mama avançado.

Para os tumores HER2+, um ou mais medicamentos específicos que tenham como alvo a proteína HER2 podem ser administrados junto com a quimioterapia.

Os medicamentos quimioterápicos para câncer de mama são geralmente administrados via intravenosa, o que pode ser feito em consultório médico, clínica ou em ambiente hospitalar.

A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada período de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas semanas.

Possíveis efeitos colaterais

Os medicamentos quimioterápicos podem provocar efeitos colaterais, que dependem do tipo e da dose dos medicamentos administrados e do tempo de tratamento. Esses efeitos colaterais podem incluir:

  • Perda de cabelo.
  • Alterações nas unhas.
  • Feridas na boca.
  • Perda ou aumento da apetite.
  • Náuseas e vômitos.
  • Diarreia.
  • Infecção, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
  • Hematomas ou hemorragias, devido a diminuição das plaquetas.
  • Fadiga, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

Esses efeitos colaterais geralmente desaparecem após o término do tratamento. No entanto, existem maneiras de diminuir esses efeitos colaterais. Por exemplo, podem ser administrados medicamentos para prevenir ou reduzir as náuseas e vômitos.

Entretanto, alguns medicamentos também podem provocar outros efeitos colaterais. Converse com seu médico para saber como gerenciar os efeitos possíveis devidos aos medicamentos específicos que você está recebendo.

Alterações menstruais e problemas de fertilidade. Para as mulheres mais jovens, as alterações menstruais são um efeito colateral comum da quimioterapia. A menopausa precoce e a infertilidade podem ocorrer e podem ser permanentes. Quanto mais velha for a mulher, no momento da químio, mais provável que ela chegará à menopausa ou se tornará infértil. Mesmo que a menstruação tenha parado durante a químio, você ainda pode engravidar. Ficar grávida durante a quimioterapia pode levar a defeitos congênitos e interferir no tratamento. Se você está na pré-menopausa antes do tratamento e é sexualmente ativa, é importante discutir o controle da natalidade com seu médico. Para as mulheres com câncer de mama receptor de hormônio positivo, alguns tipos de controle de natalidade hormonal não são uma boa opção, por isso é importante conversar com o oncologista ou ginecologista para saber as melhores opções. Se você pensa em engravidar após o tratamento do câncer de mama, é muito importante que converse com seu médico antes de iniciar o tratamento.

Problemas cardíacos. A doxorrubicina, epirrubicina e alguns outros medicamentos quimioterápicos podem provocar problemas cardíacos o que se denomina cardiomiopatia. O risco é maior se o medicamento for usado por um longo período de tempo ou em altas doses. A maioria dos médicos acompanhará a função cardíaca com um ecocardiograma antes de iniciar o uso desses medicamentos. Eles também controlam as doses, observam os sintomas dos problemas cardíacos e podem repetir regularmente os exames cardíacos durante o tratamento. Se a função cardíaca se altera, o tratamento com esses medicamentos é interrompido temporária ou permanentemente. Entretanto, em algumas mulheres, os sinais podem não aparecer até meses ou anos após o tratamento terminar.

Neuropatia. Muitos medicamentos usados no tratamento do câncer de mama, incluindo os taxanos, agentes de platina, vinorelbina, erubulina e ixabepilona, ​​podem danificar nervos das mãos, braços, pés e pernas. Às vezes, isso pode provocar sintomas como formigamento, sensibilidade ao frio ou ao calor ou fraqueza principalmente nas mãos e nos pés. Na maioria dos casos, isso desaparece com o término do tratamento.

Síndrome mão-pé. Certos medicamentos quimioterápicos, como a capecitabina e a doxorrubicina podem provocar irritação nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Isso é denominado síndrome mão-pé. Os primeiros sintomas incluem dormência, formigamento e vermelhidão. Se piorar, as mãos e os pés podem inchar, provocando desconforto ​​ou até dor. Não existe um tratamento específico, embora alguns cremes possam ajudar. A melhor maneira de prevenir essa síndrome é informar o médico assim que os sintomas iniciais aparecem, para que a dose de medicamento possa ser alterada.

Chemo brain ou nevoeiro quimioterápico. Muitas mulheres tratadas contra o câncer de mama relatam problemas de concentração e memória, que podem durar muito tempo. Embora muitas mulheres associem isso à quimioterapia, observou-se esse efeito também em mulheres que não fizeram químio como parte do tratamento. Alguns estudos mostraram que o nevoeiro quimioterápico é um efeito colateral do tratamento, e seus sintomas geralmente duram alguns anos.

Aumento do risco de leucemia. Muito raramente, determinados medicamentos quimioterápicos podem provocar doenças como a síndrome mielodisplásica ou a leucemia mieloide aguda. Quando isso acontece, geralmente é cerca de 10 anos após o tratamento. Para a maioria das mulheres, os benefícios da quimioterapia superam os riscos desta complicação rara.

Fadiga. A fadiga é outro efeito colateral comum da quimioterapia, que pode durar alguns anos. Muitas vezes, pode ser controlada, por isso é importante avisar o médico assim que os sintomas aparecerem para que ele possa prescrever medicamentos que ajudem a gerenciar os efeitos provocados pela fadiga.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Quimioterapia.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 18/09/2019, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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