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Álcool e Risco de Câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 17/07/2015 - Data de atualização: 22/01/2020


O consumo de bebidas alcoólicas pode aumentar o risco de alguns tipos de câncer como o de boca, garganta, esôfago, laringe, fígado e mama. O risco é diretamente proporcional à quantidade de álcool consumida. Esse risco é ainda maior para aquelas pessoas que bebem e fumam concomitantemente.

Para prevenir o câncer, se recomenda não ingerir grandes quantidades de álcool, mas, qual é o limite considerado seguro? Quantas doses de cerveja ou uísque entrariam nesse limite?

Especialistas recomendam que o consumo moderado, ou seja, de até 1 dose diária para mulheres e 2 para os homens. O consumo, em quantidades acima disso, já deve ser considerado excessivo e pode aumentar o risco de várias doenças.

É sugerido que determinadas substâncias do vinho tinto, como o resveratrol, têm propriedades anticancerígenas. No entanto, não existem evidências de que consumir vinho tinto reduz o risco de câncer.

Tipo de bebida

Álcool é o termo comum para etanol ou álcool etílico, uma substância química encontrada em bebidas alcoólicas, como cerveja, cidra, licor de malte, vinhos e bebidas destiladas. O álcool é produzido pela fermentação de açúcares e amidos por leveduras. O álcool também é encontrado em alguns medicamentos, antissépticos bucais e produtos domésticos, como extrato de baunilha e outros aromas.

Essas bebidas contêm diferentes percentuais de etanol, mas, em geral, um drinque padrão equivalente a 350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 45 ml de destilado contém aproximadamente a mesma quantidade de etanol. Certamente, bebidas mais fortes podem conter mais etanol.

Em geral, a quantidade de álcool consumido ao longo do tempo, e não o tipo de bebida alcoólica parece ser o fator mais importante no aumento do risco do câncer sendo o etanol o responsável por esse aumento.

Tipos de câncer relacionados ao consumo de álcool

Existe um forte consenso científico de que o consumo de álcool pode provocar vários tipos de câncer.

As evidências indicam que quanto mais álcool uma pessoa consuma - particularmente quanto mais a pessoa bebe ao longo do tempo de forma regular - maior é o risco de desenvolver um câncer associado ao álcool. Desde os consumidores moderados leves (que ingerem apenas 1 drink por dia) até aqueles considerados compulsivos têm um risco aumentado de alguns tipos de câncer.

  • Câncer de cabeça e pescoço. O consumo de álcool está associado ao aumento do risco de determinados tipos de câncer de cabeça e pescoço. Além disso, beber e fumar concomitantemente aumenta o risco dos cânceres de cabeça e pescoço muito mais do que os efeitos de apenas beber ou fumar isoladamente.
     
  • Câncer de esôfago. O consumo de álcool está associado a um risco aumentado do câncer de esôfago de células escamosas. Os riscos, comparados com o consumo sem álcool, variam de 1,3 vezes mais para bebidas leves a quase 5 vezes mais para bebidas pesadas. Além disso, as pessoas que herdam uma deficiência da enzima que metaboliza o álcool apresentam riscos substancialmente aumentados de carcinoma de células escamosas do esôfago se consumirem álcool.
     
  • Câncer de fígado. O consumo prolongado de álcool está associado a um risco duas vezes maior de dois tipos de câncer no fígado (carcinoma hepatocelular e colangiocarcinoma intra-hepático).
     
  • Câncer de Mama. Mesmo o consumo de poucos drinques por semana está associado a um risco aumentado de câncer de mama em mulheres. Beber menos álcool pode ser uma forma importante para reduzir o risco de câncer de mama.
     
  • Câncer colorretal. Pessoas que consomem quantidades moderadas a grandes de álcool têm um aumento de 1,2 a 1,5 vezes no risco de câncer colorretal em comparação com aquelas pessoas que não bebem.

Vários estudos foram realizados para verificar se existe associação entre o consumo de álcool e o risco de outros tipos de câncer. Há evidências de que o álcool está associado a um risco aumentado de melanoma, câncer de próstata e de pâncreas. No entanto, para os cânceres de ovário, estômago, útero e bexiga não foi encontrada nenhuma associação consistente com o consumo de álcool.

O consumo de álcool também tem sido associado à diminuição dos riscos de câncer de rim e linfoma não Hodgkin em vários estudos. No entanto, quaisquer benefícios potenciais do consumo de álcool para reduzir os riscos de alguns tipos de câncer são provavelmente superados pelos malefícios do consumo de álcool.

De que forma o álcool aumenta o risco de câncer

A forma exata de como o álcool aumenta o risco de câncer não é totalmente conhecida. Na verdade, podem existir várias maneiras diferentes que levam ao aumento do risco, incluindo:

  • Metabolizar bebidas alcoólicas em acetaldeído, que é um produto químico tóxico e provável carcinogênico humano. O acetaldeído pode danificar o DNA e as proteínas
  • Geração de substâncias reativas de oxigênio (moléculas quimicamente reativas que contém oxigênio), que podem danificar o DNA, proteínas e lipídios no corpo através do processo denominado oxidação
  • Prejudicar a capacidade do corpo de quebrar e absorver uma variedade de nutrientes que podem estar associados ao risco de câncer, incluindo vitamina A, nutrientes do complexo da vitamina B, como o folato, vitamina C, vitamina D, vitamina E e carotenoides.
  • Aumentar os níveis sanguíneos de estrogênio, hormônio associado ao risco de câncer de mama.

As bebidas alcoólicas também podem conter uma variedade de contaminantes cancerígenos introduzidos durante sua fermentação e produção, como nitrosaminas, fibras de amianto, fenóis e hidrocarbonetos.

Os mecanismos pelos quais o consumo de álcool pode diminuir os riscos de alguns tipos de câncer não são completamente entendidos e podem ser indiretos.

Como a combinação de álcool e tabaco aumenta o risco de câncer

Pesquisas epidemiológicas mostraram que pessoas que consumem álcool e tabaco concomitantemente têm um risco aumentado de desenvolver câncer de boca, faringe, laringe e esôfago, comparadas com àquelas que fumam ou bebem isoladamente. De fato, para os cânceres de boca e faringe, os riscos associados ao consumo de álcool e tabaco são multiplicativos, isto é, maiores do que seria esperado ao somar o risco individual associado ao álcool e ao tabaco juntos.

Os genes da pessoa podem afetar seu risco de câncer relacionado ao consumo de álcool

O risco de uma pessoa desenvolver câncer relacionado ao consumo de álcool é influenciado por seus genes, especificamente aos genes que codificam as enzimas envolvidas na metabolização do álcool.

Por exemplo, uma forma de metabolizar o álcool é através da atividade da enzima denominada álcool desidrogenase (ADH), que converte o etanol no metabólito carcinogênico acetaldeído, principalmente no fígado. Evidências recentes sugerem que a produção de acetaldeído também ocorre na cavidade oral e pode ser influenciada por fatores como o microbioma oral.

Muitos indivíduos de ascendência do leste asiático carregam uma versão do gene para o ADH que codifica uma forma superativa da enzima. Essa enzima acelera a conversão de álcool (etanol) em acetaldeído tóxico. Os descendentes de japoneses que têm essa forma de ADH apresentam maior risco de câncer de pâncreas do que aquelas com a forma mais comum de ADH.

Outra enzima, denominada aldeído desidrogenase 2 (ALDH2), metaboliza o acetaldeído tóxico em substâncias não tóxicas. Algumas pessoas, particularmente as de ascendência asiática, portam uma variante do gene para ALDH2, que codifica uma forma defeituosa da enzima. Nas pessoas que produzem a enzima defeituosa, o acetaldeído se acumula quando bebem álcool. O acúmulo de acetaldeído apresenta efeitos desagradáveis, como rubor facial e palpitações cardíacas, a maioria das pessoas que herdou a variante ALDH2 é incapaz de consumir grandes quantidades de álcool e, portanto, tem baixo risco de desenvolver cânceres relacionados ao álcool.

Consumir vinho tinto pode prevenir o câncer?

O resveratrol, composto encontrado nas sementes das uvas usadas na fabricação do vinho tinto e em algumas outras plantas, mostrou ter possíveis efeitos benéficos à saúde, incluindo a prevenção do câncer. No entanto, os pesquisadores não encontraram associação entre o consumo moderado de vinho tinto e o risco de desenvolver câncer de próstata ou câncer colorretal.

O que acontece com o risco de câncer depois que uma pessoa para de consumir álcool?

A maioria dos estudos que analisou se o risco de câncer diminui após a pessoa parar de consumir álcool se concentrou nos cânceres de cabeça e pescoço e de esôfago. Em geral, esses estudos mostraram que interromper o consumo de álcool não está associado a reduções imediatas no risco de câncer. Os riscos de câncer podem diminuir, embora possa levar anos para que esses riscos retornem aos níveis de quem nunca consumiu álcool.

Uso de álcool durante a quimioterapia

Muitos estudos têm encontrado uma ligação entre o consumo de álcool e o risco de desenvolver determinados tipos de câncer. Mas, ainda não está claro se o consumo de álcool após o tratamento pode aumentar o risco da recidiva. Em teoria, é possível que o consumo de álcool possa aumentar o risco de recidiva, por exemplo, sua ingestão pode aumentar os níveis de estrogênio no organismo, o que pode aumentar o risco de recidiva do câncer de mama. Mas ainda não existem evidências que comprovem essas teorias.

Entretanto, para pacientes que já terminaram o tratamento, os efeitos do álcool sobre o risco de uma recidiva devem ser discutidos com seu médico. Fatores que podem ser importantes incluem o tipo de câncer, o risco de recidiva, o tipo de tratamento realizado, estado geral de saúde, outros riscos possíveis e os benefícios de consumir bebidas alcoólicas em pequenas quantidades.

Converse com seu médico e a equipe de profissionais que administra seu tratamento quimioterápico, eles poderão lhe orientar se é seguro consumir álcool durante e após do tratamento.

Fonte: Alcohol and Cancer Risk (13/09/2018)

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