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Tratamento Funcional dos Tumores Pituitários Funcionais

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 22/01/2014 - Data de atualização: 04/06/2017


O tratamento dos tumores pituitários funcionais depende de qual tipo de hormônio que eles produzem:

  • Adenomas Secretores de Prolactina

Diferentemente da maioria dos outros tumores, a cirurgia geralmente não é o primeiro tratamento para estes tumores. Em vez disso, são utilizados medicamentos que bloqueiam a produção da prolactina. Eles funcionam tão bem que a cirurgia geralmente não é necessária. Embora os medicamentos sejam eficazes, a cabergolina tem menos efeitos colaterais, além de ter efeito mais durador que a bromocriptina.

A maioria dos pacientes é capaz de controlar seus níveis de prolactina com medicamentos. As drogas também são eficazes na redução do tamanho dos macrotumores secretores de prolactina. Mesmo quando os tumores não diminuem, os medicamentos evitam seu crescimento.

Após 3 meses do início do tratamento, é verificado o nível da prolactina no sangue e realizada uma ressonância magnética da hipófise para verificar se o tratamento está funcionando. Se a resposta ao tratamento for boa, o tratamento segue durante o resto da vida do paciente. Entretanto, se após 6 meses de tratamento, a resposta não é boa ou se ocorrerem efeitos colaterais importantes, a cirurgia é considerada.

A radioterapia pode ser realizada se o tratamento com medicamentos e a cirurgia não forem bem sucedidos.

  • Adenomas Secretores do Hormônio do Crescimento

Adultos com esses tumores geralmente têm acromegalia, enquanto as crianças tem gigantismo.

A cirurgia é geralmente o primeiro tratamento para esses adenomas, embora, muitas vezes, não seja possível remover todo o tumor. Se o hormônio do crescimento e IGF-1 permanecem elevados após a cirurgia, medicamentos ou radioterapia podem ser realizados. A radioterapia é usada com mais frequência quando o tratamento com medicamentos não der resultado, porque a resposta à radiação é mais lenta e pode levar à redução dos níveis de outros hormônios pituitários.

O octreotide, lanreotide e o pasireotide são formas sintéticas do hormônio somatostatina que faz com que o fator de crescimento similar à insulina-1 (IGF-1) volte aos níveis normais em cerca de dois terços dos pacientes. Eles são administrados como injeções, geralmente uma vez por mês.

Às vezes, o tratamento com medicamentos pode ser feito por um curto período de tempo antes da cirurgia. Isso pode fazer com que o tumor reduza seu tamanho, o que poderia melhorar a chance de que todo o tumor seja removido durante a cirurgia, mas isso não é uma certeza.

O pegvisomanto e outro medicamento que bloqueia a ação do hormônio do crescimento. Pode ser usado se os análogos da somatostatina (octreotido, lanreotide, ou pasireotido) não estiverem bloqueando suficientemente a produção do hormônio do crescimento.

Os medicamentos como cabergolina ou bromocriptina podem reduzir os níveis do hormônio do crescimento em cerca de 20% dos pacientes. Infelizmente, alguns pacientes têm dificuldade em tolerar as altas doses necessárias para que estes medicamentos sejam eficazes. A principal vantagem destes medicamentos é que são administrados via oral.

Se a cirurgia e os tratamentos com medicamentos não responderem, pode ser administrada a radioterapia.

  • Adenomas Secretores de Corticotropina (ACTH)

Estes tumores fazem com que as glândulas suprarrenais produzam excesso de cortisol, que podem provocar a doença de Cushing.

A cirurgia é geralmente o principal tratamento. Se a cirurgia não responder completamente ou se o tumor recidivar, as duas opções principais são uma segunda cirurgia ou a radioterapia. A radioterapia muitas vezes pode levar meses ou anos para dar resultado, então podem ser administrados medicamentos para ajudar a controlar os níveis de cortisol no mesmo período.

Se a cirurgia e a radioterapia não controlarem a produção de cortisol, as opções de tratamento podem incluir a retirada das glândulas suprarrenais ou o uso de medicamentos para tentar controlar os níveis de cortisol.

Vários tipos de medicamentos podem ser usados para controlar os níveis de cortisol ou limitar os efeitos deste hormônio no organismo. Infelizmente, os medicamentos nem sempre são tão eficazes nos tumores secretores de ACTH como em alguns outros tipos de tumores pituitários, e alguns destes medicamentos podem ter efeitos colaterais importantes que os tornam difíceis de tomar por longos períodos de tempo.

Se os medicamentos não conseguem controlar o nível de cortisol ou se o paciente não pode tomar os medicamentos por causa dos efeitos colaterais, ambas as glândulas suprarrenais podem ser removidas num procedimento denominado adrenalectomia bilateral, que pode ser realizada por laparoscopia.

Se as glândulas suprarrenais forem removidas, a glândula pituitária será tratada primeiramente com radioterapia. Caso contrário, a remoção das suprarrenais pode provocar um aumento no tumor e que ele cresça nas estruturas próximas da hipófise. Isso é conhecido como síndrome de Nelson. Isso pode danificar as partes normais da glândula pituitária provocando problemas de deficiência hormonal. Também pode levar a níveis elevados de ACTH. Porque o ACTH é similar ao hormônio que provoca o bronzeamento da pele, os altos níveis de ACTH tornarão a pele mais escura.

  • Adenomas Secretores de Tireotropina (TSH)

O tratamento para estes tumores normalmente é a cirurgia, muitas vezes juntamente com a radioterapia. Entretanto, a radioterapia nem sempre é útil, e medicamentos podem ser necessários para controlar a produção dos hormônios do tumor. Alguns dos medicamentos que podem ser úteis incluem octreotide, lanreotide, bromocriptina e cabergolina. Estes só devem ser usados ​​após outros tratamentos terem falhado no controle do tumor.

É importante tratar o tumor da hipófise para evitar danos às estruturas vizinhas. Os medicamentos que impedem a glândula tireoide de produzir o hormônio tireoidiano podem realmente piorar as coisas, porque a redução da produção desse hormônio pode levar ao crescimento do tumor.

  • Adenomas Secretores de Gonadotropina (FSH/LH)

Os hormônios produzidos por estes tumores raramente provocam sintomas, de modo que estes tumores, muitas vezes não são diagnosticados até que estejam grandes (macroadenomas) e ameaçando estruturas vitais.

O tratamento destes tumores é geralmente similar ao utilizado para o adenoma não funcional. A cirurgia é muitas vezes a melhor opção. A radioterapia pode ser administrada após a cirurgia.

O acompanhamento com exames de ressonância magnética mostrará se o tumor recidivou. Se isso acontecer, as opções incluem radioterapia (se não tiver sido realizada) ou medicamentos, como agonistas dopaminérgicos (bromocriptina, cabergolina) ou análogos de somatostatina (octreotide, lanreotide).

Fonte: American Cancer Society (17/12/2014)


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