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Cirurgia Oncológica

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 13/08/2015 - Data de atualização: 18/05/2021


A cirurgia é planejada e realizada para prevenir, diagnosticar, estadiar e tratar o câncer. Também pode aliviar o desconforto ou problemas relacionados com a doença. Às vezes, ela é realizada para atender mais de um desses objetivos. Em outros casos, mais cirurgias podem ser necessárias ao longo do tempo.

  • Cirurgia para o diagnóstico do câncer. Na maioria dos casos, a única maneira de saber se uma pessoa tem câncer e o tipo de câncer é retirando uma amostra de tecido (biópsia) durante uma cirurgia e enviando-a para análise. O diagnóstico é feito analisando as células da amostra com um microscópio ou fazendo outros testes de laboratório. As biópsias realizadas durante a cirurgia são denominadas biópsias cirúrgicas.
  • Cirurgia para estadiamento do câncer. É realizada para diagnosticar o tipo de câncer e se existe disseminação da doença. Durante o procedimento, a área em torno do tumor, incluindo os linfonodos e órgãos adjacentes, é examinada minuciosamente. Isso é importante porque fornece informações para orientar as decisões sobre o tratamento e prognóstico do paciente.
  • Cirurgia curativa. Geralmente é realizada quando o tumor está localizado em apenas uma parte do corpo e provavelmente toda a doença pode ser retirada. É chamada curativa porque o objetivo da cirurgia é remover completamente o tumor. Nesses casos, a cirurgia é o tratamento principal. Ela pode ser realizada de forma isolada ou em combinação com outras opções terapêuticas, como quimioterapia ou radioterapia, tratamentos que podem ser administrados antes ou após o procedimento cirúrgico.
  • Cirurgia para remover parte do tumor. Este tipo de cirurgia é realizado para remover parte, mas não toda a doença. Às vezes, isso ocorre porque retirar todo o tumor causaria muito dano a órgãos ou tecidos próximos. Por exemplo, pode ser usada para cânceres avançados do ovário e alguns linfomas. Nesses casos, o cirurgião pode remover o máximo possível do tumor e tratar o que restou com radioterapia, quimioterapia ou outros tratamentos.
  • Cirurgia paliativa. É realizada para tratar problemas provocados ​​pela doença avançada. Pode ser feita para aliviar sintomas que provocam desconforto ou incapacidade. Por exemplo, alguns tipos de câncer na região abdominal podem obstruir o intestino. Se isso acontecer, a cirurgia pode ser realizada para remover esse bloqueio. Também pode ser realizada para tratar a dor de difícil controle utilizando outras terapias. A cirurgia paliativa ajuda a aliviar os problemas provocados ​​pelo câncer e oferece melhor qualidade de vida aos pacientes, mas não trata ou cura o tumor.
  • Cirurgia de suporte. É uma cirurgia realizada para os pacientes terem acesso a outras opções terapêuticas. Por exemplo, a inserção de cateter para a administração da quimioterapia.
  • Cirurgia de reconstrução. É realizada para melhorar a aparência após uma cirurgia de grande porte ou mutiladora. Também serve para restaurar a função de um órgão ou parte do corpo após a cirurgia. Alguns exemplos incluem a reconstrução mamária após uma mastectomia ou o uso de retalhos teciduais, enxertos ósseos ou materiais protéticos (metal ou plástico) após a cirurgia para câncer de cabeça e pescoço.
  • Cirurgia profilática (preventiva). É realizada para remover um tecido com alto potencial de se tornar câncer, mesmo que não exista sinais da doença no momento da cirurgia. Às vezes, um órgão inteiro é removido quando o paciente tem uma condição que aumenta o risco de câncer. Nesses casos, é realizada uma cirurgia preventiva para reduzir esse risco e prevenir a possibilidade do aparecimento do tumor, mas isso não garante que a doença não se manifeste. Por exemplo, mulheres com histórico familiar de câncer de mama e que têm uma mutação no gene BRCA1 ou BRCA2, podem considerar realizar mastectomia profilática.

Preparação e recuperação da cirurgia oncológica

A cirurgia pode ser uma experiência devastadora, o que dependerá de muitos fatores, incluindo: a doença que está sendo tratada, o local, tipo de cirurgia e técnica cirúrgica a ser realizada e, principalmente, o estado geral de saúde do paciente. Saber o que esperar ajuda o paciente a se sentir mais confortável e confiante e reduz o estresse sobre sua cirurgia. Na maioria dos casos, o paciente terá tempo para:

  • Entender um pouco sobre seu tipo de câncer e suas opções de tratamento.
  • Conversar com outras pessoas que tiveram câncer.
  • Organizar suas ideias e pensamentos.
  • Entender que a situação de cada pessoa é diferente.
  • Escolher um médico que se adapte às suas necessidades.

Antes da cirurgia, se informe sobre os benefícios, riscos e efeitos colaterais do procedimento que será realizado. Listamos algumas perguntas que você pode fazer ao seu médico:

  • Qual é o objetivo da cirurgia? É só uma biópsia? É para aliviar um sintoma provocado pelo tumor? É para remoção total do tumor?
  • Quais as chances de sucesso da cirurgia?
  • Existe alguma outra forma de tratar meu câncer?
  • Precisarei de outros tratamentos, como quimioterapia ou radioterapia, antes ou após a cirurgia?
  • Meu estado de saúde geral está bom o suficiente para a cirurgia e para enfrentar o tratamento com medicamentos que serão necessários como anestesia e no pós-cirúrgico?
  • Qual será a técnica cirúrgica utilizada no meu caso? O que será retirado? Por quê?
  • Quanto tempo vai durar a cirurgia?
  • Quem dará notícias sobre a cirurgia para minha família?
  • Será necessário realizar transfusões de sangue?
  • Como devo me preparar para a cirurgia?
  • O que posso esperar depois da cirurgia? Sentirei muita dor? Serão colocados drenos?
  • Qual será o tempo de internação?
  • Como meu corpo será afetado pela cirurgia? Algo parecerá diferente? Alguma das mudanças será permanente?
  • Quanto tempo levará para que eu possa voltar às minhas atividades rotineiras?
  • Quais os possíveis riscos e efeitos colaterais da cirurgia? Existe risco de morte ou deficiência?
  • O que poderá acontecer se eu não fizer a cirurgia?
  • Em caso da cirurgia não responder, existem outros tratamentos que eu possa fazer?
  • Quais serão os cuidados pós-cirúrgicos?

Algumas dicas para ajudar você a não esquecer as respostas do seu médico:

  • Anote tudo o que seu médico falar. Se não entender alguma coisa, pergunte novamente.
  • Se puder, grave sua consulta. Mas antes pergunte ao seu médico se não há problema em gravar as respostas.
  • Considere levar um familiar ou amigo com você na consulta para ajudá-lo a entender o que seu médico falar.

Exames pré-operatórios

Nos dias ou semanas que antecedem a cirurgia, provavelmente o médico solicitará vários exames para verificar o estado geral de saúde do paciente e assim planejar melhor o procedimento cirúrgico. Os exames mais frequentes podem ​​incluir:

  • Exames de sangue. Para verificar as taxas sanguíneas, nível de açúcar no sangue, coagulação, função hepática e renal.
  • Exame de urina. Para verificar o funcionamento dos rins e se existe alguma infecção.
  • Radiografia de tórax. Para verificar os pulmões.
  • Eletrocardiograma. Para verificar se não existem alterações cardíacas.
  • Outros exames. Tomografia computadorizada, ressonância magnética ou tomografia por emissão de pósitrons (PET scan) para avaliar o tamanho e a localização do tumor e verificar se a doença se espalhou para os tecidos adjacentes ou a distância.

Preparação para a cirurgia

Dependendo do tipo de cirurgia, pode ser necessário o cumprimento de algumas exigências, conforme orientações recebidas pelo cirurgião.

É normal ficar ansioso antes da anestesia e do procedimento cirúrgico. Converse com seu médico sobre sua preocupação para que ele possa prescrever uma medicação para ajudá-lo a relaxar antes da cirurgia.

Anestesia

A anestesia impede que o paciente sinta dor por um determinado período de tempo. Dependendo do tipo e da extensão da cirurgia, também podem ser usados outros medicamentos. Em alguns casos, é possível escolher o tipo de anestesia a ser administrado.

  • Anestesia local. É usada em cirurgias menores, como biópsias em áreas próximas à superfície do corpo. O paciente fica acordado durante o procedimento e, geralmente, sente apenas uma pressão durante a realização da biópsia.
  • Anestesia tópica. Nesse procedimento a anestesia é friccionada ou pulverizada sobre a superfície do corpo em vez de ser injetada por via intravenosa. Por exemplo, um spray é usado às vezes para anestesiar a garganta antes que um endoscópio seja introduzido até o estômago ou brônquios.
  • Anestesia regional (raquidiana ou peridural). É um tipo de anestesia usado em cirurgias mais simples, onde o paciente pode permanecer acordado. A anestesia bloqueia a dor em apenas uma determinada área do corpo, como um braço, uma perna ou toda região inferior do corpo (abaixo da cintura).
  • Anestesia crepuscular. Neste procedimento é administrado uma dose leve de medicamento por via intravenosa para relaxar o paciente. Isso não o torna inconsciente, apenas o mantém sedado e adormecido. O paciente não lembrará do procedimento na hora que retornar da anestesia.
  • Anestesia geral. Este tipo de anestesia é indicado para cirurgias mais complexas e de grande porte. O paciente entra em sono profundo, muitas vezes o procedimento é iniciado injetando um medicamento por via intravenosa. Na anestesia geral, o paciente é, geralmente, intubado e respira com ajuda de aparelhos enquanto tem sua frequência cardíaca, frequência respiratória e pressão arterial monitoradas durante toda a cirurgia até acordar.

Recuperação cirúrgica

A recuperação pós-cirúrgica depende do tipo de procedimento realizado e do estado de saúde geral do paciente. Antes da cirurgia, é importante pedir orientações ao médico sobre os cuidados que se deve ter no pós-operatório. Especialmente quando a recuperação é feita em casa, é importante saber exatamente como e quando fazer os curativos, como deve ser a alimentação, o repouso, o retorno ao trabalho e os exercícios físicos, pois, geralmente, esses cuidados variam de acordo com o tipo de cirurgia realizada.

  • Cateteres e tubos. A garganta pode ficar dolorida por um tempo se você foi entubado (tubo endotraqueal). Também pode ser inserido um cateter (cateter de Foley) na bexiga para drenar a urina que é coletada numa bolsa.
  • Drenos cirúrgicos. O paciente poderá ter drenos cirúrgicos saindo da ferida cirúrgica através da pele. Esses drenos permitem a eliminação do excesso de líquido que se acumula no local da cirurgia. Eles serão retirados assim que pararem de coletar o líquido, geralmente alguns dias após a cirurgia. A retirada dos drenos pode ser feita ainda durante a internação hospitalar ou, posteriormente, no consultório médico.
  • Alimentação. Você pode não sentir fome ou sede, mas essa é uma parte importante do processo de recuperação. Siga as orientações do seu médico sobre a melhor forma de se alimentar nos primeiros dias após a cirurgia.
  • Exercícios físicos. Sua recuperação após a cirurgia depende de muitos fatores, incluindo seu estado de saúde geral antes do procedimento e a extensão da cirurgia. Seu médico, provavelmente, tentará fazer com que você se mova o mais rápido possível após a cirurgia. Ele pode incentivar você a levantar da cama no mesmo dia da cirurgia, embora isso possa ser difícil no início, ajuda a acelerar a recuperação e faz com que seu aparelho digestivo funcione. Também ajuda a circulação e previne a formação de coágulos nas pernas. Mas, se estiver sentindo dores, comunique ao médico para que ele possa prescrever uma medicação adequada para controlar a dor e trabalhar seus movimentos de acordo com o que você está sentindo. Sua equipe médica o incentivará a fazer exercícios respiratórios,  reduzindo também o risco de uma infecção (pneumonia).

Alta hospitalar

Se você já está se alimentando e caminhando, poderá começar a fazer planos para a alta hospitalar. Entretanto, isso depende de outros fatores, como os resultados da cirurgia e dos exames realizados no período pós-cirúrgico.  No momento da alta, seu médico prescreverá alguns medicamentos para tomar caso você sinta dor.

Antes de sair, certifique-se:

  • Como você vai fazer o curativo em casa.
  • Sobre o que precisa estar atento e comunicar ao médico imediatamente.
  • Quais são os limites de suas atividades, como dirigir, trabalhar, levantar, etc.
  • Se existem restrições como dieta, medicações para controle da dor, etc.
  • Que medicamentos tomar e a periodicidade.
  • Para quem ligar se surgir algum problema.
  • Se será preciso fazer algum programa de reabilitação (atividade física ou fisioterapia).
  • Quando será sua próxima consulta de retorno.

É importante entender que o resultado completo de sua cirurgia depende de sua total recuperação cirúrgica. Portanto, procure ajustar sua rotina nos primeiros dias em casa às suas novas necessidades e às alterações em seu corpo. Certifique-se de que todos seus questionamentos foram respondidos antes de sair do hospital e, em caso de dúvida, não hesite em entrar em contato com seu médico.

Quando ligar para o médico após a cirurgia

Neste momento, você provavelmente estará mais atento ao seu corpo do que jamais esteve, sentindo todas as mudanças físicas. Verifique se você sabe como entrar em contato com seu médico após o horário comercial, nos finais de semana e feriados.

Alguns efeitos colaterais da cirurgia são temporários, mas outros podem ser um sinal de problemas sérios. Informe seu médico, imediatamente, caso ocorra qualquer um dos sintomas abaixo após a cirurgia:

  • Febre maior que 38o C.
  • Calafrios intensos.
  • Hemorragia.
  • Dor intensa, que não passa.
  • Falta de ar ou problemas para respirar.
  • Problemas para urinar.
  • Quaisquer outros sinais mencionados pelo seu médico.

Não hesite em informar o médico sobre quaisquer novos problemas ou preocupações que você venha a ter, para que ele possa identificar a causa e, se necessário, iniciar o tratamento imediatamente.

Possíveis riscos e efeitos colaterais

Antes de decidir fazer uma cirurgia ou qualquer outro procedimento, é importante que você entenda os riscos e efeitos colaterais que podem ocorrer. Converse sobre os detalhes do seu caso com o oncologista e com o cirurgião. É importante que os benefícios esperados da cirurgia superem os possíveis riscos.

Prevenindo os efeitos colaterais da cirurgia oncológica

Sua equipe cirúrgica tomará várias medidas para reduzir o risco de efeitos colaterais e complicações, como limpar a área cirúrgica para evitar infecções, uso de anticoagulantes de baixa dose para evitar coágulos sanguíneos e tratamentos respiratórios para prevenir pneumonia. Converse com seu médico sobre as possíveis complicações que podem ocorrer na sua cirurgia e o que pode ser feito para preveni-las.

Possíveis efeitos colaterais

As possíveis complicações cirúrgicas podem ser provocadas pela própria cirurgia, pelos medicamentos administrados ou pelo estado de saúde do paciente. De um modo geral, quanto mais complexa a cirurgia, maior o risco de surgirem efeitos colaterais.

As cirurgias de menor porte e as biópsias, geralmente, têm menos risco do que uma cirurgia de grande porte. Sentir dor no local operado é o problema mais frequente. Infecções no local e reações aos medicamentos administrados durante a anestesia também são efeitos que podem ocorrer.

Outros efeitos colaterais possíveis durante e após a cirurgia, incluem:

  • Hemorragia. A hemorragia faz parte de qualquer cirurgia e geralmente é controlada. Ela pode ocorrer dentro do corpo (internamente) ou fora do corpo (externamente). A hemorragia pode ocorrer se um vaso sanguíneo não foi fechado durante o procedimento ou se uma ferida abriu.
  • Coágulos sanguíneos. Eles podem se formar nas veias profundas das pernas após a cirurgia, especialmente se o paciente permanecer na cama por um longo período de tempo. O coágulo pode se tornar um problema se ele se soltar e for para outra parte do corpo, como, por exemplo, o pulmão. É por essa razão que se incentiva ao paciente, para, o mais rápido possível após a cirurgia, sair da cama para sentar, ficar de pé ou caminhar.
  • Danos aos tecidos próximos. Os órgãos internos e os vasos sanguíneos podem sofrer lesões durante a cirurgia. Mais uma vez, os cirurgiões procuram causar o mínimo de dano possível.
  • Reações aos medicamentos. Alguns pacientes têm reações às medicações administradas durante a anestesia ou outros medicamentos necessários durante a cirurgia. Embora raras, podem ser importantes porque podem causar queda na pressão arterial. Por essa razão a frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial e outros sinais são acompanhados durante todo o procedimento cirúrgico.
  • Danos a outros órgãos. A cirurgia pode provocar problemas a outros órgãos, como pulmões, coração ou rins. Esses problemas são raros, mas podem ser fatais. Eles são mais propensos a ocorrerem com pacientes que já têm problemas nesses órgãos. Por essa razão, o cirurgião estuda o histórico médico completo e solicita exames para verificar possíveis riscos antes da cirurgia.
  • Dor. Sentir dor é normal após um procedimento cirúrgico. Mas não deve ser a ponto de retardar a recuperação do paciente. Existem muitas maneiras de lidar com a dor pós-operatória.
  • Infecções. A infecção no local da incisão é um problema que pode acontecer, embora todo o cuidado para evitar que isso ocorra seja tomado. A maioria das infecções são tratadas com antibióticos administrados por via oral ou por via intravenosa. Uma pneumonia também pode ocorrer, especialmente em pacientes com função pulmonar diminuída, como os fumantes. Fazer exercícios respiratórios após a cirurgia ajuda a diminuir esse risco. Outras infecções podem aparecer, especialmente nas cirurgias de estômago ou intestinos. Os cirurgiões são cuidadosos nesses procedimentos, mas se isso acontecer, será necessária a administração de antibióticos.
  • Recuperação lenta das funções do corpo. Algumas funções corporais, como o trânsito intestinal, podem ser de recuperação lenta e, às vezes, podem se tornar uma manifestação importante do que não está funcionando adequadamente. Levantar e caminhar após a cirurgia ajuda a diminuir esse risco.

Possíveis efeitos colaterais de longo prazo

Os efeitos colaterais de longo prazo variam de acordo com o tipo de cirurgia. Se a cirurgia envolve os órgãos reprodutores, converse com o médico sobre os efeitos colaterais na fertilidade. Os pacientes que serão submetidos a cirurgia para câncer colorretal devem conversar com o cirurgião sobre a possibilidade de precisarem de uma colostomia. Os homens que tiveram a próstata removida (prostatectomia radical) correm o risco de apresentar incontinência urinária ou ficarem impotentes. É importante conversar com o médico antes do procedimento para conhecer claramente quais os possíveis efeitos colaterais de longo prazo para o seu caso.

Técnicas cirúrgicas menos invasivas

A cirurgia convencional consiste de grandes incisões na pele, músculo e outras camadas do corpo. Quando a maioria dos pacientes pensa em cirurgia, geralmente já imagina o cirurgião usando um bisturi e outros instrumentos cirúrgicos para remover, reparar ou substituir áreas do corpo afetadas pela doença.

Entretanto, as técnicas cirúrgicas mais recentes são menos invasivas, o que significa que utilizam diferentes tipos de instrumentos cirúrgicos, além de serem necessárias incisões menores e terem um tempo de recuperação também menor. A seguir descrevemos algumas dessas técnicas.

  • Cirurgia a laser. O laser é um feixe de energia altamente concentrado que pode ser usado para destruir as células anormais num procedimento cirúrgico ou retirar uma amostra de tecido para análise durante uma biópsia. Também pode ser usado para destruir tumores ou lesões pré-cancerígenas e tratar o câncer de colo do útero, pênis, vagina, vulva, pulmão e pele. Algumas cirurgias a laser são menos invasivas do que as cirurgias convencionais. Por exemplo, o laser pode ser direcionado para o interior de uma abertura natural do corpo sem a necessidade de uma grande incisão, destruindo o tumor com precisão. Os lasers também são usados ​​em cirurgias tipo fotoablação ou fotocoagulação para destruir tecidos ou selar tecidos e vasos sanguíneos. Esse tipo de procedimento é frequentemente usado para aliviar sintomas, como, por exemplo, quando grandes tumores que obstruem a traqueia ou o esôfago provocam problemas respiratórios ou de deglutição.
  • Criocirurgia. Nesta técnica uma sonda de metal resfriada com nitrogênio líquido é inserida diretamente no tumor para destruir as células anormais por congelamento. Às vezes, é usada para tratar condições pré-cancerígenas como as que afetam a pele, o colo do útero e o pênis. A criocirurgia também pode ser usada para tratar alguns tipos de câncer, como de fígado e próstata. Exames de imagem, como ultrassom ou tomografia computadorizada, são realizados para guiar a inserção da sonda até o tumor e observar, assim, se as células congelaram. Isso limita os danos aos tecidos saudáveis adjacentes.
  • Eletrocirurgia. Consiste no uso de uma corrente elétrica de alta frequência para destruir as células. Esse procedimento pode ser feito para alguns tipos de câncer de pele e de boca.
  • Ablação por radiofrequência. A ablação por radiofrequência utiliza ondas de rádio de alta energia para aquecer e destruir as células cancerígenas. Essa técnica pode ser usada para tratar tumores no fígado, pulmões, rins e outros órgãos.
  • Cirurgia de Mohs. A técnica de Mohs é utilizada para remover certos tipos de câncer de pele. Nessa técnica, o cirurgião retira a camada de pele que o tumor possa ter invadido e verifica a amostra sob um microscópio de imediato. Se contiver doença na amostra, outra camada é retirada e examinada. Esse processo é repetido até que as amostras de pele estejam livres de células cancerígenas. A cirurgia de Mohs é utilizada quando a extensão da doença não é conhecida ou quando é necessário salvar o máximo possível de tecido saudável, como, por exemplo, no tratamento do câncer de pele próximo ao olho.
  • Cirurgia laparoscópica. Nesse procedimento, um laparoscópio, tubo fino e flexível, é inserido no paciente através de uma pequena abertura cirúrgica para visualizar o interior do corpo. Às vezes, é utilizada para a realização de biópsias. O laparoscópio tem uma pequena câmera na extremidade, que permite o envio de imagens do interior do corpo para um monitor de televisão, permitindo ao médico a avaliação dos órgãos e linfonodos próximos. Às vezes, a laparoscopia é combinada com ultrassom o que proporciona uma melhor imagem do tumor. A cirurgia laparoscópica é usada com segurança e eficácia para alguns tipos de câncer, como cólon, reto, fígado, próstata, útero e rim.
  • Cirurgia toracoscópica. Nessa técnica, um toracoscópio, tubo fino com uma pequena câmera de vídeo acoplada na extremidade para auxiliar na observação e exame do interior do tórax, é inserido através de um pequeno orifício na parede torácica. Durante o procedimento são coletadas amostras de tecido das áreas consideradas anormais da parede torácica e encaminhadas para estudo anatomopatológico. Estudos mostraram que, para câncer de pulmão em estágio inicial, os resultados dessa abordagem são semelhantes aos da retirada de parte do pulmão por meio de uma incisão na parte lateral do tórax.
  • Cirurgia robótica. É um tipo de cirurgia laparoscópica (ou toracoscópica) em que o médico controla todo o procedimento a partir de um painel de controle com o auxílio de braços robóticos precisos. As vantagens desse tipo de cirurgia são basicamente as mesmas da cirurgia laparoscópica e toracoscópica, ou seja, pode reduzir a hemorragia durante a cirurgia e a dor pós-cirúrgica. Também pode reduzir o tempo de internação hospitalar. A cirurgia robótica já é utilizada para tratar o câncer de cólon, próstata e útero.
  • Radioterapia estereotáxica. É uma técnica de radioterapia também conhecida como radiocirurgia estereotáxica, que libera a dose de radiação em diferentes ângulos de forma precisa para uma pequena área do tumor. Os locais mais frequentemente tratados com essa técnica são os tumores de cabeça, pescoço, pulmão e coluna vertebral.

Texto originalmente publicado nos sites American Cancer Society (02/10/2019), livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.

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