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Acompanhamento após Tratamento do Câncer de Mama

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 04/10/2014 - Data de atualização: 23/06/2017


Para algumas mulheres com câncer de mama, o tratamento pode remover ou destruir o câncer, mas chegar ao fim dele pode ser estressante. Ao mesmo tempo em que a mulher se sente aliviada com o término do tratamento, fica a preocupação de uma recidiva ou metástase. Este é um sentimento muito comum para a maioria das mulheres que tiveram câncer de mama.

Quando o tratamento termina, os médicos irão acompanhá-la de perto por alguns anos. Por isso é muito importante comparecer a todas as consultas de acompanhamento. Nestas consultas o médico sempre a examinará, conversará com você sobre qualquer sintoma que tenha apresentado, poderá pedir alguns exames de laboratório ou de imagens para acompanhamento e reestadiamento da doença.

Quase todos os tratamentos contra o câncer podem ter efeitos colaterais. Alguns podem ser temporários, mas outros podem durar muito tempo. Alguns efeitos colaterais podem até não surgir até anos após o término do tratamento. As consultas periódicas ao seu médico são um bom momento para você fazer perguntas e falar sobre quaisquer alterações ou problemas que você apresentar após o tratamento.

Cuidados durante o Acompanhamento

  • Consultas de Acompanhamento. Essas consultas serão programadas em intervalos regulares. Com o passar do tempo a frequência dessas consultas vai diminuindo, até que após 5 anos, serão anuais.

  • Mamografias. As mulheres que fizeram cirurgia da mama devem fazer mamografia anualmente. Se a cirurgia foi conservadora deve ser iniciada uns 6 meses após a cirurgia, desde que já tenha terminado a radioterapia.

  • Exames Ginecológicos. As mulheres que estão usando medicamentos hormonais, como  tamoxifeno ou toremifeno, e ainda tem útero, devem realizar exames ginecológicos anualmente uma vez que essas drogas podem aumentar o risco de câncer uterino. Este risco é maior para mulheres na pós menopausa.

  • Densidade Óssea. As mulheres que usam inibidores de aromatase, como anastrozol, letrozol ou exemestano, para câncer de mama em estágio inicial, ou se entraram na menopausa devido ao tratamento, serão monitoradas para uma possível perda óssea.

  • Outros Exames. Outros testes, como exames de sangue e exames de imagem não são uma parte padrão do acompanhamento porque não aumentam a sobrevida de uma mulher tratada para câncer de mama. Mas eles podem ser realizados caso a mulher apresente determinados sintomas ou outros achados possam sugerir uma recidiva da doença.

Se os sintomas ou exames sugerirem uma possível recidiva da doença, exames de imagem, como raios X, tomografia computadorizada, PET scan, ressonância magnética, cintilografia óssea e/ou biópsia podem ser realizadas. O médico também pode procurar células tumorais circulantes no sangue ou medir os níveis dos marcadores tumorais, como CA 15.3, CA 27.29 ou CEA.

Recidiva


Se a doença recidivar, as opções de tratamento dependerão do local da recidiva, dos tratamentos realizados anteriormente, estado de saúde geral da paciente e preferências pessoais da paciente.

Fonte: American Cancer Society (18/08/2016)


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