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Não existe o tal de “Câncer bonzinho”

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 07/12/2015 - Data de atualização: 07/12/2015


Uma das coisas que mais enganam ao público em geral é acreditar que determinados tipos de câncer são "mais bonzinhos" do que outros.

Em pelo menos duas ocasiões, recebi comentários mencionando que o câncer de testículo é um câncer "bonzinho", devido à alta taxa de cura. Honestamente, não fiquei ofendido por tais comentários porque eu sei que se eles não passaram por isso, é simplesmente impossível saber o que sente quando se é diagnosticado com câncer, nem em tudo o que isso implica!

Independentemente do tipo de câncer, se inicial ou avançado, o fato é que o câncer vira sua vida de cabeça para baixo. Especialmente para nós, adultos jovens, que temos tanto por viver e nos perguntamos se nunca seremos capazes de viver nossas esperanças e sonhos. O câncer coloca uma nuvem negra sobre nós, e é uma adaptação difícil de fazer quando se supõe que devíamos estar repletos de otimismo quanto ao nosso futuro. Nada foi fácil nos últimos 5 meses de tratamentos tóxicos e cirurgias avassaladoras que tive que suportar para superar meu câncer estágio II. Também não foi nada fácil tolerar a dor e a fadiga muscular crônica, junto com a fraqueza que sentia devido à toxicidade dos tratamentos. Eu também sofri a perda da minha fertilidade após a cirurgia que ajudou a me curar, o que também não foi fácil. Combater o câncer deixou meu corpo com cicatrizes permanentes de dezenas de maneiras.

As cicatrizes reais, no entanto, foram as internas. É difícil pensar que você tem a vida inteira pela frente, mas se ainda será uma pessoa livre ou terá uma vida para viver apenas se seus próximos exames estiverem normais. Nós queremos ser livres e queremos saber que nossos corpos também estarão livres do câncer para sempre, mas nunca se sabe. A incerteza pode te comer por dentro e, problemas como depressão, são comuns. A ansiedade sobre o câncer tende a se agravar nos primeiros anos após o tratamento, porque vivemos nossas vidas olhando constantemente por cima dos nossos ombros. Preocupamo-nos com cada pequena dor, porque uma vez que você já teve câncer, cada dor pode significar a possibilidade de que a doença voltou...

Em determinado momento, senti medo de que o câncer voltasse, e então, abriu-se as portas para todas as terríveis emoções que tinha mantido trancadas enquanto lutava contra a doença. Comecei a sofrer de estresse pós-traumático, o que coloca dentro de você um sentimento de pânico, como se sua casa estivesse pegando fogo e você não tivesse para onde ir sem nenhuma rota de fuga. Meu corpo me traiu na mais terrível das maneiras, me levando à morte a uma idade tão jovem. Eu tinha pavor de viver na minha própria pele e corpo. Eu queria fugir de tudo, mas como fugir de seu próprio corpo? Você não pode escapar, ou poderia?

Eu estava sofrendo tanto por dentro que via o suicídio como um meio de fuga. Minha esposa precisava de mim. Meus filhos precisavam de mim. Minha família e amigos precisavam de mim. Eu não fiz isso, mas eu tinha que encontrar uma maneira de acabar com esta dor, e fazer isso também não foi fácil.  Foi preciso o apoio de outros pacientes e grupos de apoio, de alguns amigos maravilhosos que amarei pelo resto da minha vida, o amor incondicional da minha esposa que nunca deixou de estar ao meu lado, minha família e meus dois filhos totalmente incríveis para ajudar a me puxar de tão terrível desgraça.

Não há um único aspecto que eu passei que poderia ser considerado fácil. Tudo tem sido difícil, e eu tive que me reinventar três vezes mais desde que minha luta contra o câncer acabou, tudo a partir de um câncer em estágio inicial, de baixo risco, com uma taxa de cura de 95%. Uma taxa de cura elevada é maravilhosa, mas encontrar meu caminho através destes últimos 5 anos foi o mais difícil de minha vida. Não existe um câncer bonzinho.

Por S. P.


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