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Mamografia das Mamas

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 05/10/2014 - Data de atualização: 24/07/2020


A mamografia, também denominada mamograma ou mamografia digital, consiste em um raios X das mamas, que procura alterações que podem ser sinais do câncer de mama.

Uso das mamografias

  • Mamografia de rastreamento. A mamografia de rastreamento é feita para procurar sinais de câncer de mama em mulheres assintomáticas. Nessas mamografias são realizadas duas imagens de cada mama de dois ângulos diferentes.
     
  • Mamografia de diagnóstico. Essas mamografias são realizadas para visualizar a mama de mulheres que estão apresentando sintomas ou tiveram alterações na mamografia de rastreamento. A mamografia de diagnóstico pode incluir imagens extras da mama que não fazem parte da mamografia de rastreamento. Algumas vezes as mamografias de diagnóstico são usadas para rastrear mulheres que foram tratadas contra câncer de mama.

Obtenção das imagens mamográficas

A mamografia usa um equipamento projetado para examinar apenas o tecido mamário, que emite radiação em doses mais baixas do que uma radiografia convencional. Como essa radiação não atravessa facilmente o tecido, esse equipamento utiliza um sistema com duas placas para comprimir a mama, de modo que o tecido seja distribuído e se obtenha uma imagem usando menos radiação.

A mamografia digital é como uma mamografia convencional, onde os raios X são usados ​​para criar uma imagem da mama. A diferença está na forma de obtenção e armazenamento da imagem. Na mamografia convencional as imagens são impressas em filmes radiográficos. Enquanto que as imagens digitais, muito mais comuns atualmente, são gravadas e armazenadas em arquivos no computador. Após o exame, o radiologista analisa as imagens direto na tela do computador, onde pode ajustar o tamanho, brilho ou contraste para visualizar com maior nitidez determinadas áreas. As imagens digitais também podem ser enviadas eletronicamente para o médico.

Segurança das mamografias

As mamografias expõem as mamas a pequenas doses de radiação. Mas os benefícios da mamografia superam qualquer dano possível pela exposição às radiações. Os mamógrafos modernos usam baixas doses de radiação para obter imagens da mama de alta qualidade.

Se houver a suspeita de estar grávida, informe seu médico e o técnico de raios X. Embora o risco para o feto seja pequeno e as mamografias geralmente sejam seguras durante a gravidez, as mamografias de rastreamento não são realizadas de forma rotineira em mulheres grávidas que não apresentam risco aumentado de câncer de mama.

O que é diagnosticado na mamografia

As alterações patológicas da mama que podem ser vistas na mamografia são massas, calcificações, áreas com densidades assimétricas ou distorção de arquitetura, ductos proeminentes, espessamento da pele ou mamilo e retração deste último. Uma imagem mamográfica deve ter o contraste ideal entre as diferentes estruturas da mama e a melhor resolução, a fim de se perceber o menor sinal possível de lesão, para que o diagnóstico clínico possa ser muito assertivo ao se encontrar alguma anormalidade.
É muito importante levar os exames anteriores, para que o radiologista possa comparar as imagens obtidas com as anteriores, de modo a confirmar se algum tipo de lesão já existia (ou não) anteriormente.

  • Calcificações. As calcificações são pequenas partículas de cálcio depositadas espontaneamente no tecido mamário, devido ao envelhecimento ou câncer de mama, e que aparecem como pequenas manchas branca na imagem. As calcificações podem ser macrocalcificações ou microcalcificações.
     
  • Macrocalcificações. As macrocalcificações são partículas de cálcio maiores, provavelmente devido a alterações causadas pelo envelhecimento das artérias mamárias, lesões antigas ou inflamação. Essas partículas geralmente estão relacionadas a condições não cancerígenas e não precisam ser investigadas com uma biópsia. Elas tornam-se mais comuns com a idade (especialmente após os 50 anos).
     
  • Microcalcificações. As  microcalcificações são pequenas partículas de cálcio muito comuns na mama. Quando vistas em uma mamografia são preocupantes, mas nem sempre significam que o câncer está presente. Na maioria dos casos, as microcalcificações não precisam ser investigadas com biópsia. Mas se tiverem uma aparência e um padrão suspeito, a biópsia é indicada para verificar a presença (ou não) de câncer.
     
  • Massas. Uma massa é uma área de tecido mamário denso, com uma forma e bordas que a tornam diferente do restante do tecido mamário. Com ou sem calcificações, é outra alteração importante visualizada numa mamografia. As massas podem incluir cistos e tumores sólidos benignos, como fibroadenoma, ou tumores malignos.
     
  • Cistos. O cisto é o acúmulo de líquido dentro de um órgão. São benignos e não precisam ser investigados com uma biópsia.
     
  • Massas sólidas. Podem ser mais preocupantes, mas a maioria das massas mamárias não é câncer.

Densidade da mama

O laudo da mamografia também conterá uma avaliação da densidade da mama. A densidade da mama é baseada na distribuição dos tecidos fibrosos e glandulares da mama, em comparação com a quantidade de mama composta por tecido adiposo.

Mamas densas não são anormais, mas estão ligadas a um maior risco de câncer de mama. O tecido mamário denso também pode dificultar a localização de câncer em uma mamografia. Ainda assim, os especialistas não concordam que outros exames, se houver, devem ser feitos junto com as mamografias em mulheres com mamas densas que, de outra forma, não correm maior risco de câncer de mama, com base em mutações genéticas, câncer de mama na família ou outros fatores.

Entendendo o laudo da mamografia

Os médicos utilizam um sistema padrão para descrever os resultados da mamografia denominado
BI-RADS (Breast Image Reporting and Data System). Esse sistema uniformiza os relatórios através das descrições das lesões e da padronização das conclusões, e ainda  sugere orientações que devem ser tomadas, dependendo da classificação final obtida.

Categorias BI-RADS

Categoria

Interpretação

Recomendação

0

Exame inconclusivo.

Necessita de exames adicionais.

1

Exame normal.

Exame de rotina anual.

2

Alterações benignas

Exame de rotina anual.

3

Exame provavelmente benigno.

Realizar controle precoce (em 6, 12, 24,36 meses).

4

Lesão suspeita de câncer.

Realizar biópsia da mama.

5

Lesão altamente suspeita de câncer.

Realizar biópsia da mama.

6

Lesão já com diagnóstico de câncer.

Tratamento oncológico.

Limitações da mamografia

Atualmente, a mamografia é o melhor exame de rastreamento para o câncer de mama, mas também é limitado. Por exemplo, não é 100% preciso para mostrar se uma mulher tem câncer de mama:

          Resultados falso-negativos

Uma mamografia falso-negativa parece normal mesmo que o câncer de mama esteja presente. Em geral, as mamografias de rastreamento não detectam 1 em cada 5 cânceres de mama:

  • Mulheres com mamas densas têm maior probabilidade de ter resultados falso-negativos.
  • As mamografias falso-negativas podem dar às mulheres uma falsa sensação de segurança, pensando que elas não têm câncer de mama quando na verdade têm.

          Resultados falso-positivos

Uma mamografia falso-positiva parece anormal, embora nenhum câncer esteja realmente presente. Mamografias anormais geralmente exigem exames adicionais (mamografias de diagnóstico, ultrassom e, às vezes, ressonância magnética ou até uma biópsia da mama) para diagnosticar se a alteração é câncer.

  • Resultados falso-positivos são mais comuns em mulheres mais jovens, mamas densas, biópsias mamárias, câncer de mama na família ou que tomam estrogênio.
  • Cerca de metade das mulheres que fazem mamografias anuais por um período de 10 anos terão um resultado falso positivo em algum momento.
  • As chances de falso positivo são mais altas para a primeira mamografia. Mulheres que têm mamografias anteriores disponíveis para comparação reduzem suas chances de um resultado falso positivo em cerca de 50%.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 03/10/2019, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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