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  • Patrícia Rodil - Câncer de Mama
Meu nome é Patrícia Rodil e recentemente perdi minha mãe. Ela tinha apenas 58 anos e foi diagnosticada em maio de 2014 com angiossarcoma de mama metastático para Sistema Nervoso Central e fígado. 

Ela teve apenas 8 meses de vida após o diagnóstico. Se para uma pessoa receber o diagnóstico de câncer já é péssimo, imagine receber a notícia de que você já está no grau mais avançado e no estágio final da doença. 

Pior que isso, saber que você sempre fez todos os exames preventivos e que simplesmente, por erro de interpretação de exame, você deixou de ser diagnosticado na fase inicial do problema e que perdeu todas as chances de cura. 

Pois foi exatamente isso que aconteceu com ela. Minha mãe era da enfermagem e era muito disciplinada com sua saúde. Sempre se cuidou, sempre fez seus exames de rotina, sempre seguiu às orientações médicas, mas nada disso impediu de perder essa batalha de forma tão injusta para o câncer, sem ter chance nenhuma de se curar. Ela bem que tentou, ainda chegou a fazer algumas sessões de quimioterapia e radioterapia, mas sem sucesso. 

Como isso aconteceu? No final do ano de 2010 ela percebeu que estava com nódulo na mama esquerda. Fez biópsia e o resultado era que se tratava de um tumor benigno - hemangioma. Segundo o resultado do anátomo patológico era um tumor benigno, mas o mastologista considerou um tumor de tamanho anormal para hemangioma. 

Ele então indicou ressecção do quadrante da mama. Ela fez a cirurgia em 2011 e continuou acompanhando com o mastologista. Em 2012 o "hemangioma” havia voltado e estava bem maior que a primeira vez. Novamente foi indicado cirurgia, mas desta vez, ressecção total da mama. Neste caso, ela precisaria usar prótese de silicone. Porém, como até então o tumor era "benigno”, o convênio não cobriu o uso da prótese. O que fez minha mãe transferir o tratamento para o SUS, pois aí sim ela ganharia a prótese. 

A cirurgia foi feita e novamente mandaram o tumor para análise de anátomo patológico. O resultado agora feito por outra instituição, também veio constando que se tratava de um tumor benigno, hemangioma. Apesar do estranhamento dos médicos por se tratar de um hemangioma de tamanho anormal, não foram feitas maiores investigações clínicas e a indicação foi que ela continuasse com o acompanhamento com o mastologista. E foi o que ela fez, de 6 em 6 meses ela fazia seus exames regularmente e fazia o acompanhamento conforme indicado. 

Em abril de 2014, ela sentiu uma moleira na cabeça e percebeu que no local começou a crescer uma massa. Resumindo, só descobriu que estava com câncer porque o tumor que se alojou na cabeça começou a exteriorizar, fazendo com que a calota craniana fosse destruída. 

Ao procurar um renomado neurocirurgião, ele com toda sua experiência logo viu que se tratava de um tumor metastático. A internou pela emergência e pediu acompanhamento de um oncologista. A cirurgia para retirada do tumor craniano foi bem sucedida e a peça foi levada para análise. Para nossa surpresa, após se passarem quase 15 dias, o resultado do anátomo patológico do tumor craniano finalmente saiu e junto com ele a revisão do laudo do nódulo retirado em 2011. O resultado indicava que o tumor era um angiossarcoma primário de mama e a revisão da lâmina do nódulo retirado em 2011, dizia que por todo o estado clínico que minha mãe estava apresentando, ao fazer a revisão das lâminas, eles consideraram que já em 2011 o tumor que antes havia sido diagnosticado como benigno, na verdade era maligno. 

Ficamos sem chão! Eu não sabia o que dizer para minha mãe. Como consolar uma pessoa diante de uma situação dessas? A explicação foi que o angiossarcoma é um tumor raro, de difícil diagnóstico. Escondi a revolta dentro de mim para não deixá-la ainda mais triste. Tentei o máximo que pude ser sua parceira, evitamos falar sobre assuntos desgastantes e fizemos tudo que o seu oncologista indicou. 

Ela lutou como uma verdadeira guerreira. Mas no dia 15 de janeiro de 2015 a luta acabou. Ela se foi e a ferida no meu peito abriu. Toda revolta veio à tona. Não quero que ninguém mais passe por isso. Deve existir uma forma de se diagnosticar essa doença mais precocemente. Talvez melhorar a tecnologia brasileira com melhores microscópios, capacitar profissionais nesta área. 

Me pergunto, se houve tanto estranhamento dos médicos por causa do tamanho do tumor, porque não fizeram mais investigação, ainda que o anátomo patológico dissesse que era benigno? Não é possível que nenhum dos mastologistas que cuidaram da minha mãe nunca ouviram falar do angiossarcoma de mama. 

Esse tipo câncer precisa ser mais divulgado, ainda que a incidência seja pequena. Não deixa de ser um tumor de mama. Que adianta fazer mamografias, se os profissionais não são capazes de diagnosticar esse tipo de tumor?


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