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  • Monisi Cavalcanti - Câncer de Pâncreas
    Estamos com muitas saudades vovó, te amamos muito e obrigada por tudo que nos fez em vida
Primeiramente, quero agradecer a esse site que me proporcionou informações muito importantes e lendo os depoimentos consegui aos poucos entender o que estaria para acontecer na vida da minha vó e nas nossas (familiares).
 
Minha querida vó, que tinha 66 anos, estava emagrecendo muito já fazia uns 4 meses. Apesar da perda de peso repentina, ela ainda continuava feliz, alegre, indo aos seus bailinhos da terceira idade, mas no final do quarto mês estranhamos a magreza que não parava e a barriga grande, inchada e dura... ficou algo desproporcional e ela estava começando a ficar fraca, com dores nas costas, só ficava deitada, dormia bastante, não estava mais tendo vontade de comer.
 
Foi ai que resolvemos levá-la ao médico. Solicitaram a internação para fazer todos os devidos exames para a descoberta e então veio a notícia: câncer no pâncreas com metástase no figado, e o pior, sem cura!
 
O tumor já estava tão grande e invadindo os outros órgãos que a cirurgia para retirada já não era mais possível, quimioterapia não daria, enfim, o único jeito foi iniciar o tratamento paliativo no qual o paciente não é curado, mas fica em tratamento para ter boa qualidade de vida até a hora de sua morte.
 
Minha avó ficou no quadro de câncer terminal e os sintomas apareciam muito rápido: a magreza que por pouco não a deixou totalmente esquelética, o inchaço da barriga que a deixava parecendo uma grávida de 9 meses, os vômitos em grande volume de cor verde escura, os refluxos durante todo o dia, a falta de apetite junto com a dificuldade de comer e beber um pouco de água, e por último, a fraqueza que ficou em alta porque não conseguia se levantar da cama sozinha.
 
Tínhamos que dar banho nela sentada em uma cadeira e começou a dar umas crises que começavam com ela sentindo muito frio, e logo em seguida, começava a tremer e sentir muita dor, chegando a sentir frio, tremer e gemer ao mesmo tempo. Dizia que não estava aguentando e as palavras não saiam mais completas, o olhar de medo nos deixavam mais angustiados ainda.
 
Nas quatro crises que teve pensávamos que iria morrer ali mesmo. A crise só sessava quando a levávamos ao hospital e a medicavam. Na quarta e última crise, o médico solicitou a internação e nos disse que ela não sairia mais dali, que não a levaríamos para casa e que poderíamos levar para visitação todos os parentes e pessoas que ela quisesse ver.
 
A internação aconteceu no domingo à noite. Na quarta de manhã ela começou a delirar, não falava coisa com coisa, com o olhar longe... Não olhava mais para a gente, só falava olhando pontos isolados e ficava sempre falando a mesma coisa: "quero ir embora, me tira daqui, quero ir embora, eu vou ir embora sozinha".
 
Ela ficou um dia e uma noite inteirinha sem dormir, só falando a mesma coisa, até que o médico decidiu medicá-la  para que dormisse e não acordasse mais.
 
Como os órgãos estavam parando, ficaria dormindo até parar de respirar e foi assim que passou quinta e sexta, sem se mexer, nem sequer um dedinho, sem abrir os olhos, parada com a boca aberta dormindo. Tínhamos sempre que estar molhando a boca dela com algodão e água para não secar e machucar.
 
Na sexta à noite, mesmo medicada abriu os olhos, somente abriu os olhos, e meu tio que estava passando a noite com ela tentou fechá-los, mas percebeu que também estava parando de respirar; chamou a enfermeira do andar no quarto e a enfermeira, que já sabia do caso e do que estava para acontecer, apenas tirou o meu tio do quarto. Minutos depois informou a morte.
 
Foram apenas 20 dias, mas foram os 20 dias mais sofridos e agoniantes que passamos. No começo de nossas orações sempre pedíamos à Deus para curá-la, mas depois só conseguíamos orar para que Deus não a deixasse sofrer, e foi isso que Deus fez, não a deixou sofrer por muito tempo.
 
Estamos confortados porque em uma de suas visitas no hospital vovó aceitou Jesus e entregou todo o seu corpo, alma e coração.
 
Ela está bem, está com Deus e sem dor nenhuma. Estamos com muitas saudades vovó, te amamos muito e obrigada por tudo que nos fez em vida.
 
Te amo muito minha gata, muito muito muito!
 
Ass: Monisi Cavalcanti (sua neta), 22 anos.


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