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Terapia Alvo para Câncer de Rim

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 20/11/2014 - Data de atualização: 01/06/2020


As terapias alvo têm se tornado uma opção de tratamento padrão para muitos pacientes com câncer. Estes medicamentos específicos funcionam de forma diferente dos quimioterápicos padrão e têm efeitos colaterais diferentes. As terapias alvo têm demonstrado ser especialmente importantes em doenças, como o câncer de rim, onde a quimioterapia não tem se mostrado muito eficaz.

Todas as terapias alvo abaixo podem ser usadas no tratamento do câncer de rim avançado. Elas geralmente reduzem ou retardam o crescimento do tumor por um tempo, mas parece que nenhum desses medicamentos pode realmente curar o câncer de rim.

Os medicamentos específicos são mais frequentemente usados ​​um de cada vez. Se um não responde, outro pode ser tentado. Ainda não se sabe se qualquer um desses medicamentos é claramente melhor do que o outro, se combiná-los pode ser mais útil do que administrar um de cada vez, ou se uma sequência é melhor do que outra. Estudos estão em andamento para responder todas essas questões.

Terapia adjuvante após a cirurgia

O sunitinibe pode ser usado após a cirurgia, para ajudar a reduzir o risco da recidiva (terapia adjuvante).

Terapias alvo usadas no tratamento do câncer de rim avançado

As terapia alvo usadas no tratamento do câncer de rim avançado agem bloqueando a angiogênese (crescimento dos novos vasos sanguíneos que nutrem câncer) ou proteínas importantes em células cancerígenas (denominadas tirosinaquinases) que as ajudam a crescer e a sobreviver. Alguns medicamentos específicos afetam os dois.

Terapias alvo utilizadas no tratamento do câncer de rim

  • Sunitinibe. O sunitinib age bloqueando a angiogênese e as proteínas estimuladoras do crescimento da própria célula cancerígena. Ele também bloqueia várias tirosinaquinases, importantes para o crescimento e sobrevida das células. Esta droga é administrada por via oral, geralmente por 4 semanas, com 2 semanas de intervalo. O sunitinib pode ser usado em pacientes que têm alto risco de recidiva (terapia adjuvante). Os efeitos colaterais mais comuns são náuseas, diarreia, alterações na cor da pele ou cabelo, feridas na boca, fraqueza e diminuição das taxas sanguíneas. Outros possíveis efeitos incluem cansaço, aumento da pressão arterial, insuficiência cardíaca congestiva, sangramento, síndrome mão-pé, e diminuição dos níveis dos hormônios tireoidianos.
     
  • Sorafenibe. O sorafenibe age bloqueando a angiogênese e moléculas que estimulam o crescimento das células cancerígenas. O sorafenib faz isso bloqueando várias enzimas celulares denominadas tirosinaquinases que são importantes para o crescimento e sobrevivência celular. É administrado por via oral duas vezes ao dia. Os efeitos colaterais mais comuns incluem erupções cutâneas, fadiga, diarreia, aumento da pressão sanguínea, vermelhidão, dor, inchaço ou síndrome mão-pé.
     
  • Pazopanibe. O pazopanibe é outro medicamento que bloqueia várias tirosinaquinases, que estão envolvidas no crescimento das células cancerígenas e na formação de novos vasos sanguíneos. É administrado por via oral, uma vez por dia. Os efeitos colaterais mais comuns incluem pressão alta, náuseas, diarreia, dores de cabeça, diminuição das taxas sanguíneas, e problemas hepáticos. Também podem ocorrer sangramentos, problemas de coagulação e cicatrização. Em casos raros, podem ocorrer alterações cardíacas.
     
  • Cabozantinibe. É outro medicamento que bloqueia várias tirosina quinases, incluindo algumas que ajudam a formar novos vasos sanguíneos. É administrado por via oral uma vez por dia. Os efeitos colaterais comuns incluem diarreia, fadiga, náuseas e vômitos, falta de apetite e perda de peso, aumento da pressão arterial, síndrome do mão-pé e constipação. Os efeitos colaterais menos frequentes, mas importantes podem incluir hemorragias, formação de coágulos sanguíneos, hipertensão arterial, diarreia e perfuração intestinal.
     
  • Lenvatinibe. É outro inibidor de quinase que bloqueia os tumores na formação de novos vasos sanguíneos, e de algumas proteínas nas células cancerígenas que normalmente as ajudam a crescer. É administrado por via oral uma vez por dia. Os efeitos colaterais comuns incluem diarreia, fadiga, dores articulares e musculares, perda de apetite, náuseas e vômitos, feridas na boca, perda de peso, aumento da pressão arterial e edema nos braços ou pernas. Os efeitos colaterais menos frequentes, mas importantes podem incluir hemorragias graves, formação de coágulos sanguíneos, diarreia grave, perfuração intestinal, insuficiência renal, hepática ou cardíaca.
     
  • Bevacizumabe. O bevacizumabe é um medicamento administrado por via intravenosa, que evita o crescimento de novos vasos sanguíneos. Esse medicamento é útil contra o câncer de rim, especialmente quando utilizado junto com o interferon-alfa. Os efeitos colaterais mais comuns incluem aumento da pressão arterial, cansaço e dores de cabeça. Os efeitos colaterais menos comuns, mas importantes, incluem hemorragias, problemas de coagulação do sangue, problemas de cicatrização, perfuração intestinal e problemas cardíacos.
     
  • Axitinibe. Esse medicamento também inibe várias tirosinaquinases, incluindo algumas envolvidas na formação de novos vasos sanguíneos. É administrada por via oral, duas vezes por dia. Os efeitos colaterais comuns incluem pressão alta, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia, falta de apetite, perda de peso, alterações na voz, síndrome mão-pé e constipação. Também podem haver problemas como hemorragia, coagulação e cicatrização. Em alguns pacientes, o resultado dos exames laboratoriais de função hepática pode ser anormal.
     
  • Temsirolimus. O temsirolimus funciona bloqueando uma proteína celular conhecida como mTOR, que normalmente promove o crescimento e divisão celular. Esta droga é útil para tumores de rim avançados. É administrado como infusão intravenosa, uma vez por semana. Os efeitos colaterais mais comuns deste medicamento incluem erupção cutânea, fraqueza, feridas na boca, náuseas, perda de apetite, edema (acúmulo de líquido) no rosto ou nas pernas e aumento de açúcar no sangue e nos níveis de colesterol.
     
  • Everolimus. Esse medicamento também bloqueia a proteína mTOR. É usado no tratamento do câncer de rim avançado depois que outros medicamentos, como sorafenibe ou sunitinibe, não responderam. É administrada via oral, uma vez por dia. Os efeitos colaterais comuns desta droga incluem feridas na boca, aumento do risco de infecções, náuseas, perda de apetite, diarreia, erupções cutâneas, sensação de cansaço, edema de membros inferiores, aumento da glicemia e aumento nos níveis de colesterol. Um efeito colateral menos comum é a lesão pulmonar, que pode causar falta de ar ou outros problemas.

Para saber se o medicamento que você está usando está aprovado pela ANVISA acesse nosso conteúdo sobre Medicamentos ANVISA.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 03/02/2020, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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