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Terapia Alvo para Câncer de Rim

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 20/11/2014 - Data de atualização: 15/02/2018


As terapias alvo têm se tornado uma opção de tratamento padrão para muitos pacientes com câncer. Estes medicamentos específicos funcionam de forma diferente dos quimioterápicos padrão e têm efeitos colaterais diferentes. As terapias alvo têm demonstrado ser especialmente importantes em doenças, como o câncer de rim, onde a quimioterapia não tem se mostrado muito eficaz.

Todas as terapias alvo abaixo podem ser usadas no tratamento do câncer de rim avançado. Elas geralmente reduzem ou retardam o crescimento do tumor por um tempo, mas parece que nenhum desses medicamentos pode realmente curar o câncer de rim.

Os medicamentos específicos são mais frequentemente usados ​​um de cada vez. Se um não responde, outro pode ser tentado. Ainda não se sabe se qualquer um desses medicamentos é claramente melhor do que o outro, se combiná-los pode ser mais útil do que administrar um de cada vez, ou se uma sequência é melhor do que outra. Estudos estão em andamento para responder todas essas questões.

Terapia Adjuvante após a Cirurgia


O sunitinibe também pode ser usado após a cirurgia, para ajudar a reduzir o risco da recidiva.

Terapias Alvo usadas no Tratamento do Câncer de Rim


As terapia alvo usadas no tratamento do câncer de rim avançado agem bloqueando a angiogênese (crescimento dos novos vasos sanguíneos que nutrem câncer) ou proteínas importantes em células cancerígenas (denominadas tirosinaquinases) que as ajudam a crescer e a sobreviver. Alguns medicamentos específicos afetam os dois.

As terapias alvo utilizadas no tratamento do câncer de rim são:

  • Sorafenibe. O sorafenibe age bloqueando a angiogênese e moléculas que estimulam o crescimento das células cancerígenas. O sorafenib faz isso bloqueando várias enzimas celulares denominadas tirosinaquinases que são importantes para o crescimento e sobrevivência celular. É administrado por via oral duas vezes ao dia. Os efeitos colaterais mais comuns incluem erupções cutâneas, fadiga, diarreia, aumento da pressão sanguínea, vermelhidão, dor, inchaço ou síndrome mão-pé.

  • Sunitinibe. O sunitinib também bloqueia várias tirosinaquinases, mas não as mesmas que o sorafenib. Esta droga é administrada por via oral. O sunitinib age tanto no crescimento dos vasos sanguíneos, como em outros alvos que estimulam o crescimento de células cancerígenas. Os efeitos colaterais mais comuns são náuseas, diarreia, alterações na cor da pele ou cabelo, feridas na boca, fraqueza e diminuição das taxas sanguíneas. Outros possíveis efeitos incluem cansaço, aumento da pressão arterial, insuficiência cardíaca congestiva, sangramento, síndrome mão-pé, e diminuição dos níveis dos hormônios tireoidianos.

  • Temsirolimus. O temsirolimus funciona bloqueando uma proteína celular conhecida como mTOR, que normalmente promove o crescimento e divisão celular. Esta droga é útil para tumores de rim avançados. É administrado como infusão intravenosa, uma vez por semana. Os efeitos colaterais mais comuns deste medicamento incluem erupção cutânea, fraqueza, feridas na boca, náuseas, perda de apetite, edema (acúmulo de líquido) no rosto ou nas pernas, e aumento de açúcar no sangue e nos níveis de colesterol.

  • Everolimus. Este medicamento também bloqueia a proteína mTOR. É usado no tratamento do câncer de rim avançado depois que outros medicamento, como sorafenibe ou sunitinibe, não responderem. É administrada via oral, uma vez por dia. Os efeitos colaterais comuns desta droga incluem feridas na boca, aumento do risco de infecções, náuseas, perda de apetite, diarreia, erupções cutâneas, sensação de cansaço, acúmulo de líquido nas pernas, e aumento do açúcar no sangue e nos níveis de colesterol. Um efeito colateral menos comum é a lesão pulmonar, que pode causar falta de ar ou outros problemas.

  • Bevacizumabe. O bevacizumabe é um medicamento administrado por via intravenosa, que evita o crescimento de novos vasos sanguíneos. Este medicamento é útil contra o câncer de rim, especialmente quando utilizado junto com o interferon-alfa. Os efeitos colaterais mais comuns incluem aumento da pressão arterial, cansaço e dores de cabeça. Os efeitos colaterais menos comuns, mas importantes, incluem, sangramento, problemas de coagulação do sangue, problemas de cicatrização, perfuração intestinal e problemas cardíacos.

  • Pazopanibe. O pazopanibe é outro medicamento que bloqueia várias tirosinaquinases, que estão envolvidas no crescimento das células cancerígenas e a formação de novos vasos sanguíneos. É administrado por via oral, uma vez por dia. Os efeitos colaterais mais comuns incluem pressão alta, náuseas, diarreia, dores de cabeça, diminuição das taxas sanguíneas, e problemas hepáticos. Também podem ocorrer problemas de sangramentos, coagulação e cicatrização. Raramente apresenta problemas no coração.

  • Axitinibe. Esta droga também inibe várias tirosinaquinases, incluindo algumas envolvidas na formação de novos vasos sanguíneos. É administrada por via oral, duas vezes por dia. Os efeitos colaterais comuns incluem pressão alta, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia, falta de apetite, perda de peso, alterações na voz, síndrome mão-pé e constipação. Também podem haver problemas como hemorragia, coagulação e cicatrização. Em alguns pacientes, o resultado dos exames laboratoriais da função hepática pode ser anormal.

  • Cabozantinibe. É outro medicamento que bloqueia várias tirosina quinases, incluindo algumas que ajudam a formar novos vasos sanguíneos. É administrado por via oral uma vez por dia. Os efeitos colaterais comuns incluem diarreia, fadiga, náuseas e vômitos, falta de apetite e perda de peso, pressão arterial alta, síndrome do pé-mão e constipação. Os efeitos menos frequentes, mas importantes podem incluir hemorragias, formação de coágulos sanguíneos, pressão arterial alta, diarreia e perfuração intestinal.

  • Lenvatinibe. É outro inibidor de quinase que bloqueia os tumores na formação de novos vasos sanguíneos, e de algumas proteínas nas células cancerígenas que normalmente as ajudam a crescer. É administrado por via oral uma vez por dia. Os efeitos colaterais comuns incluem diarreia, fadiga, dor nas articulações ou musculares, perda de apetite, náuseas e vômitos, feridas na boca, perda de peso, pressão arterial alta e inchaço nos braços ou pernas. Os efeitos colaterais menos comuns, mas importantes, podem incluir hemorragias graves, formação de coágulos sanguíneos, diarreia grave, perfuração intestinal e insuficiência renal, hepática ou cardíaca.

Fonte: American Cancer Society (04/01/2018)


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