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Uso de Medicamentos para Reduzir o Risco de Câncer de Mama

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 06/10/2014 - Data de atualização: 20/06/2017


Os medicamentos como tamoxifeno e o raloxifeno podem reduzir o risco de câncer de mama em mulheres que têm um risco médio de desenvolver a doença. Se você pertence a esse grupo de mulheres. Converse com seu médico para saber se esses medicamentos podem ser uma opção para você.

Decidindo se deve (ou não) tomar um medicamento para reduzir o Risco de Câncer de Mama

O uso de medicamentos para ajudar a reduzir o risco de contrair uma doença é denominado quimioprevenção. O primeiro passo para decidir se você deve (ou não) tomar medicamentos para ajudar a diminuir suas chances de desenvolver um câncer de mama é consultar um médico para avaliar seu risco de contrair a doença. Todos os medicamentos têm benefícios e riscos. Para as mulheres com maior risco de câncer de mama, os benefícios da quimioprevenção podem superar esses riscos.

Atualmente, a maioria dos especialistas diz que o risco de câncer de mama deve ser maior do que a média para uma mulher considerar o uso do tamoxifeno ou raloxifeno. Se você tiver um risco de câncer de mama superior à média, você precisa comparar o benefício de reduzir suas chances de contrair câncer de mama com o risco dos efeitos colaterais e outros problemas de tomar um desses medicamentos.

Os fatores de risco de cada mulher precisam ser identificados para descobrir se ela tem um risco superior ao médio de câncer de mama. Um fator de risco é qualquer coisa que afeta o risco de contrair uma doença. Mas tenha em mente que ter fatores de risco que estão ligados a um risco maior não significa que você desenvolverá a doença. Na verdade, a maioria das mulheres que têm um ou mais fatores de risco nunca desenvolverá câncer de mama.

Os fatores de risco para câncer de mama incluem:

  • Ser mulher.
  • Ser mais velha.
  • Ter parentes de primeiro grau que tiveram câncer de mama.
  • Histórico menstrual da mulher.
  • Histórico de gravidez da mulher.
  • Ter tido câncer de mama invasivo ou carcinoma ductal in situ.
  • Ser diagnosticada com carcinoma lobular in situ.
  • Ser diagnosticada com hiperplasia ductal atípica ou hiperplasia lobular atípica.
  • Ter uma mutação genética associada à síndrome do câncer hereditário (como mutação BRCA).

Avaliando o Risco de Câncer de Mama


Os pesquisadores construíram alguns modelos estatísticos para ajudar a prever o risco de uma mulher contra o câncer de mama.

A ferramenta de avaliação do risco de câncer de mama (modelo de Gail) é uma dessas. Essa ferramenta pode estimar o risco de contrair câncer de mama nos próximos 5 anos e ao longo da vida, com base em muitos dos fatores listados acima.

Entretanto, esta ferramenta possui alguns limites. Por exemplo, só avalia o histórico familiar em parentes próximos (como irmãos, pais e filhos). E não estimar o risco se a mulher tem histórico de carcinoma ductal in situ, carcinoma lobular in situ ou se teve câncer de mama. Também não é útil se a mulher tem uma síndrome de câncer hereditária.

Além disso, os dados sobre os quais essa ferramenta se baseia não inclui mulheres hispânicas/latinas, índias americanas ou nativas do Alasca. Portanto, as estimativas para essas mulheres não são precisas.

Outras ferramentas de avaliação de risco estão baseadas em grande parte no histórico familiar, como o modelo Tyrer-Cuzick e o modelo de Claus.

Essas ferramentas podem fornecer estimativas aproximadas do risco, mas nenhuma ferramenta ou teste pode dizer com certeza se uma mulher desenvolverá o câncer de mama.

Existem razões para não tomar esses medicamentos para ajudar a reduzir o risco de câncer de mama?

Todas as drogas têm riscos e efeitos colaterais que devem ser discutidos amplamente com o médico ao se optar pela quimioprevenção. A maioria dos especialistas concorda que apenas as mulheres que estão em maior risco de câncer de mama devem tomar uma droga para ajudar a diminuir seu risco.

Nem o tamoxifeno nem o raloxifeno devem ser utilizados para reduzir o risco de câncer de mama em mulheres que:

  • Tem maior risco de formação de coágulos de sangue*.
  • Estão grávidas ou pretendem engravidar.
  • Estão amamentando.
  • Fazem uso de estrogênio.
  • Fazem uso de inibidores de aromatase.
  • Tem menos de 35 anos.

* As mulheres que apresentam maior risco de formação de coágulos sanguíneos  incluem aquelas que já tiveram coágulos sanguíneos (trombose venosa profunda ou embolia pulmonar). Também incluem  se você já teve um acidente vascular cerebral ou ataque cardíaco. Se você fuma, é obesa ou tem (ou está sendo tratado) para hipertensão ou diabetes.  As mulheres com essas condições devem conversar com seus médicos para verificar se os benefícios da quimioprevenção superam os riscos.

Uma mulher que tenha sido diagnosticada com qualquer tipo de câncer uterino ou hiperplasia atípica do útero (um tipo de pré-câncer) não deve tomar tamoxifeno para reduzir o risco de câncer de mama.

O raloxifeno não foi testado em mulheres na pré-menopausa e só deve ser usado em mulheres que já tiveram a menopausa.

Você deve conversar com seu médico sobre seu estado de saúde geral para fazer a melhor escolha possível.

Fonte: American Cancer Society (18/08/2016)


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