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Detecção Precoce do Câncer de Próstata

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/06/2014 - Data de atualização: 25/06/2020


Para alguns tipos de câncer, o rastreamentos pode diagnosticar o câncer em um estágio inicial, quando é mais fácil de ser tratado.

O câncer de próstata pode ser diagnosticado antes de quaisquer sintomas apenas pela quantidade do antígeno prostático específico (PSA) presente no sangue do homem. Outra maneira de diagnosticar o câncer de próstata é o exame de toque retal, no qual o médico introduz um dedo, com luva lubrificada no reto do paciente para examinar a glândula prostática.

Se o resultado de um desses testes for anormal, é feito um exame adicional para verificar se o homem tem câncer. Se for diagnosticado câncer de próstata, provavelmente estará em um estágio inicial para ser tratado mais efetivamente do que se não fosse feito o rastreamento.

Possíveis resultados imprecisos ou pouco claros

Nem o exame PSA nem o toque retal são 100% precisos. Esses exames podem mostrar resultados anormais, mesmo quando um homem não tem câncer (isto é um resultado falso-positivo) ou resultados normais, mesmo quando um homem tem câncer (isto é um resultado falso-negativo). Resultados pouco claros dos exames podem gerar confusão e ansiedade. Resultados falso-positivos podem levar alguns homens a realizar biópsias de próstata, com riscos de dor, infecção e sangramento, quando efetivamente não têm câncer. E os resultados falso-negativos podem dar a alguns homens uma falsa sensação de segurança, embora possam realmente ter câncer.

Sobrediagnóstico e sobretratamento

Outra questão importante é que, mesmo que se confirme um diagnóstico do câncer de próstata através do rastreamento, os médicos, às vezes, não conseguem afirmar se o tumor é realmente agressivo e, portanto, o tratamento precise ser iniciado imediatamente. Diagnosticar e tratar todos os cânceres de próstata precocemente pode fazer todo sentido, mas alguns tipos de câncer de próstata crescem tão lentamente que nunca causariam problemas a um homem durante toda sua vida.

Em função do rastreamento, alguns homens podem ser diagnosticados com um câncer de próstata que eles nunca saberiam, ou seja, eles nunca teriam qualquer sintoma e possivelmente não morreriam devido a esse câncer. Diagnosticar uma doença que nunca causaria problemas é definida como sobrediagnóstico.

Um problema com o sobrediagnóstico no câncer de próstata é que muitos desses homens ainda podem ser tratados com cirurgia ou radioterapia, porque o médico não pode ter certeza da rapidez com que o tumor se desenvolverá e/ou se disseminará, ou também porque o homem se sentirá desconfortável ao saber que tem um tumor e não está sendo realizado nenhum tratamento. O tratamento de um tumor que nunca causaria problema é denominado como sobretratamento. A principal desvantagem é que, mesmo não sendo necessário, tratamentos como cirurgia e radioterapia podem ter efeitos colaterais, por exemplo, urinários, intestinais e/ou sexuais que podem afetar seriamente a qualidade de vida do homem.

Os homens e seus médicos devem decidir se o tratamento imediato é necessário ou se podem optar por uma conduta expectante ou de vigilância ativa. Mesmo quando o tratamento não é iniciado imediatamente, o homem deve fazer exames regulares de PSA no sangue e biópsias da próstata para determinar a necessidade de tratamento no futuro. Mas esses exames estão relacionados ao aumento de ansiedade, aumento do risco de dor, infecção e sangramento.

Benefícios do rastreamento

Não há dúvida de que o rastreamento pode ajudar a diagnosticar muitos cânceres de próstata precocemente, mas ainda existem dúvidas sobre se os benefícios do rastreamento superam os riscos para a maioria dos homens. Atualmente, existem prós e contras aos exames de rastreamento utilizados para o câncer de próstata.

  • Os primeiros resultados de um grande estudo realizado nos Estados Unidos mostraram que o rastreamento anual com PSA e toque retal detectaram mais cânceres de próstata do que em homens que não fizeram o rastreamento, mas esse rastreamento, não diminuiu a taxa de mortalidade por câncer de próstata. No entanto, foram levantadas questões sobre esse estudo, porque alguns homens do grupo que não faziam rastreamento na verdade realizaram o mesmo durante o estudo, o que pode ter afetado os resultados.
  • Um estudo europeu mostrou um menor risco de morte por câncer de próstata com o rastreamento de PSA (realizada cerca de uma vez a cada 4 anos), mas os pesquisadores estimaram que 781 homens precisariam ser rastreados (e 27 cânceres diagnosticados) para evitar uma morte por câncer de próstata.
  • Nenhum desses estudos mostrou que o rastreamento com PSA ajuda os homens de forma geral a viver mais tempo (ou seja, diminui a taxa de mortalidade geral).

O câncer de próstata geralmente cresce lentamente, portanto os efeitos do rastreamento nesses estudos podem se tornar mais claros nos próximos anos. Ambos os estudos estão sendo continuados para ver se um acompanhamento mais longo dará resultados mais claros. O rastreamento do câncer de próstata também está sendo estudado em vários outros grandes estudos.

Recomenda-se que os homens que realizam exames para diagnóstico de câncer de próstata tomem decisões com base nas informações disponíveis e discutam com seus médicos os possíveis benefícios, riscos e limites dos exames de rastreamento para o câncer de próstata.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 01/08/2019, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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