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Cirurgia para Tumor de Wilms

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 21/01/2014 - Data de atualização: 26/09/2017


A cirurgia é o principal tratamento para a maioria das crianças com tumor de Wilms. O objetivo da cirurgia é remover o tumor. Uma das principais preocupações durante o procedimento é tentar remover todo o tumor em uma única peça para evitar uma possível disseminação de células cancerígenas dentro do abdome.

As principais técnicas cirúrgicas para o tumor de Wilms são:

  • Nefrectomia Radical. Esta é a cirurgia mais comum para o tumor de Wilms. Na nefrectomia radical são removidos o rim, a glândula adrenal, o ureter e o tecido adiposo ao redor do rim. A maioria das crianças vive normalmente com apenas um rim.

  • Nefrectomia Parcial. Na nefrectomia parcial é removida apenas a parte do rim contendo a doença. Esta abordagem é utilizada apenas quando não existe uma razão para remover todo o rim, o que inclui crianças com tumores em ambos os rins.

Às vezes, ambos os rins precisam ser completamente removidos. A criança precisa de diálise várias vezes por semana. Neste procedimento, um equipamento faz o trabalho dos rins, filtrando os produtos residuais do sangue fora do corpo. Quando a criança estiver saudável o suficiente, um transplante de rim pode ser uma opção se um rim compatível estiver disponível.

Avaliação da Extensão da Doença


Outro objetivo da cirurgia para retirada do tumor (nefrectomia radical ou parcial) é determinar a extensão da doença. Os linfonodos próximos ao rim, também serão removidos para verificar se existem células cancerígenas. A remoção dos linfonodos é conhecida como linfadenectomia regional.

Durante a cirurgia, o outro rim e órgãos próximos, como fígado também são avaliados e se existirem áreas suspeitas são colhidas amostras de biópsia para análise. É importante verificar se o tumor se disseminou para o outro rim, gânglios linfáticos ou outros órgãos próximos para determinar seu estágio e as opções de tratamento.

Colocação de Cateter

Muitas vezes, se a criança vai fazer quimioterapia, é necessária a inserção de um cateter em um vaso sanguíneo, geralmente sob a clavícula. O cateter é uma linha venosa de acesso. A extremidade do tubo se encontra sob a pele. Está via de acesso pode ser deixada no local durante vários meses, para obter amostras de sangue para exames e administração das drogas intravenosas como quimioterápicos e para transfusões de sangue.

Possíveis Riscos e Efeitos Colaterais

Complicações durante a cirurgia, como hemorragia, lesões de grandes vasos sanguíneos ou outros órgãos ou reações à anestesia são raros, mas podem acontecer.

Quase todas as crianças terão um pouco de dor por um tempo após a cirurgia, embora isso normalmente possa ser controlado, se necessário, com medicamentos. Outros problemas após a cirurgia são incomuns, mas podem incluir hemorragias internas, infecções ou problemas com a alimentação que se deslocam através dos intestinos.

Se existem tumores em ambos os rins, outra preocupação é a perda da função renal. Nestes casos, o médico deve se certificar que os tumores foram completamente removidos e retirada apenas a quantidade de tecido renal necessária. As crianças que têm a totalidade ou parte de ambos os rins removidos podem precisar de diálise e podem, eventualmente, precisar de um transplante renal.

Fonte: American Cancer Society (16/02/2016)


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