Tipos de Câncer

Câncer de Bexiga

Categorias


Cadastro rápido

Receba nosso conteúdo por
e-mail

Tudo sobre o câncer

 
Mais Tipos de câncer

Curta nossa página

Financiadores

Roche Novartis Varian Bristol MerckSerono Lilly Amgen Pfizer AstraZeneca Bayer Janssen MSD Mundipharma Takeda Astellas UICC GBT Abbvie Ipsen Danone Nutricia Sanofi Grunenthal Sirtex Servier Oncologia


  • tamanho da letra
  • A-
  • A+

Cirurgia para Câncer de Bexiga

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 07/05/2015 - Data de atualização: 01/07/2020


A cirurgia é parte do tratamento da maioria dos cânceres de bexiga. O tipo de cirurgia para câncer de bexiga depende do estágio da doença.

Cirurgia transuretral

A ressecção transuretral é geralmente realizada para tumores superficiais e em estágio inicial. O objetivo é remover as células cancerígenas e os tecidos adjacentes até a camada muscular da parede da bexiga.

Nesse procedimento, um tipo de cistoscópio, denominado ressectoscópio é inserido na bexiga, via uretra para remover quaisquer tecidos anormais ou tumores. O tecido removido é enviado para análise anatomopatológica. O procedimento é realizado tanto com anestesia geral como com anestesia local.

Após a cirurgia, para ter certeza que o tumor foi completamente removido, as células cancerígenas remanescentes são tratadas por fulguração (queima-se a base do tumor), ou ainda podem ser destruídas com o auxílio do cistoscópio e um laser de alta energia.

Os efeitos colaterais dessa técnica são geralmente leves e normalmente desaparecem em um curto período de tempo. Logo após o procedimento pode haver algum sangramento e dor durante a micção. Alguns pacientes podem ter efeitos colaterais, como micção frequente ou mesmo incontinência.

Em pacientes com histórico de tumores recidivantes e não invasivos de baixo grau, o cirurgião, às vezes, pode usar fulguração para queimar tumores pequenos que são visualizados durante a cistoscopia, em vez de removê-los. Isso muitas vezes pode ser feito com anestesia local no próprio consultório do médico. É seguro, mas pode ser levemente desconfortável.

Cistectomia

A cistectomia parcial ou total é realizada para tumores de bexiga invasivos:

  • Cistectomia parcial. Se o tumor invadiu a camada muscular, mas não é muito grande e está bem localizado, pode ser removido sem retirar toda a bexiga. Nesse procedimento os linfonodos regionais também são retirados e enviados para análise. A principal vantagem dessa cirurgia é a conservação da bexiga e o fato de não ser necessária uma cirurgia de reconstrução. Mas a bexiga restante pode não ser capaz de conter muita urina, o que implica numa micção mais frequente.
     
  • Cistectomia radical. Se o tumor é grande ou está localizado em várias áreas da bexiga é realizada a cistectomia radical, que consiste na remoção de toda a bexiga e dos linfonodos. Nos homens, a próstata e as vesículas seminais também são removidas. Nas mulheres, os ovários, trompas de Falópio, útero, colo do útero e uma pequena parte da vagina são frequentemente removidos junto com a bexiga.

As cistectomias são realizadas por meio de uma incisão no abdome, com o paciente sob anestesia geral.

Em alguns casos, a cirurgia pode ser feita através de várias incisões pequenas utilizando instrumentos com uma pequena câmara na extremidade para visualizar o interior da pelve, essa técnica é conhecida como cirurgia laparoscópica.

Cirurgia de reconstrução

Se a bexiga inteira for removida, será necessária a reconstrução da mesma para o armazenamento e eliminação da urina. Existem diversos tipos de cirurgia de reconstrução que podem ser escolhidos dependendo da sua situação clínica e preferências pessoais.

  • Desvio incontinente. Uma opção é remover uma porção pequena do intestino e conectá-lo aos ureteres, criando o que se denomina conduto ileal, para que a urina passe dos rins para fora do corpo. O conduto está ligado à pele na parte anterior do abdome por uma abertura denominada estoma ou urostomia. Após o procedimento, uma pequena bolsinha é colocada sobre o estoma para coletar a urina, que sai continuamente em pequenas quantidades.
     
  • Desvio continente. Outra técnica para drenar a urina é o chamado desvio urinário. Nela é criada uma válvula na bolsa feita no intestino. A válvula permite que a urina seja armazenada em um reservatório urinário continente. O reservatório é esvaziado várias vezes ao dia através de um cateter para o estoma. Alguns pacientes preferem esse método para não ficar com uma bolsinha externa.
     
  • Neobexiga. Outra técnica é fazer com que a urina retorne à uretra, restaurando a micção. Uma maneira de fazer isto é criar uma neobexiga, um reservatório urinário feito de uma porção do intestino. Assim como no conduto ileal e o desvio urinário, os ureteres são ligados à neobexiga. A diferença é que a neobexiga é ligada à uretra, permitindo ao paciente urinar normalmente.

Se a doença se disseminou ou não pode ser removida cirurgicamente, pode ser criado um desvio sem a remoção da bexiga. Nesse caso, o objetivo da cirurgia é prevenir ou aliviar o bloqueio do fluxo da urina, em vez de curar a doença.

Efeitos colaterais da cistectomia

A cistectomia é uma cirurgia de grande porte, com riscos a curto prazo, que incluem reações à anestesia, dor, sangramento, formação de coágulos sanguíneos, e infecções.

A maioria das pessoas terá pelo menos alguma dor após a cirurgia, que poderá ser controlada com medicamentos.

A cistectomia radical pode também causar efeitos colaterais, como:

  • Efeitos da cistectomia na micção. A cirurgia da bexiga pode afetar a forma como a urina é eliminada. Se você fez uma cistectomia parcial, isso pode ser limitado a ter que ir com mais frequência porque a bexiga passará a armazenar menos urina. Se a cistectomia for radical, será necessária uma cirurgia de reconstrução para criar uma nova maneira de eliminar a urina. Dependendo do tipo de reconstrução, pode ser necessário aprender a esvaziar a bolsa de urostomia ou colocar um cateter no estoma. Além de mudanças na forma como a urina é excretada os possíveis efeitos colaterais do desvio urinário e da urostomia podem incluir infecção na abertura, incontinência urinária, cálculos na bolsinha, obstrução do fluxo da urina e problemas de absorção.
     
  • Efeitos na sexualidade da cistectomia radical em homens. Nos homens, a cirurgia radical de bexiga remove a glândula prostática e as vesículas seminais. Como essas glândulas produzem a maior parte do líquido seminal, removê-las significa que um homem não vai mais produzir sêmen. Os testículos ainda produzem espermatozoides, mas ao invés de sair do corpo no sêmen, são reabsorvidos. Após a cirurgia radical da bexiga, o orgasmo ainda pode ocorrer, mas será seco, isto é, sem sêmen. Muitos homens podem ter lesões nos nervos da região o que os impede de ter uma ereção. Em alguns homens isso pode melhorar com o tempo. Geralmente, essa recuperação é mais provável em homens jovens. Se essa questão é importante para você, discuta o assunto com seu médico antes da cirurgia. Novas técnicas cirúrgicas podem diminuir a chance de impotência.
     
  • Efeitos na sexualidade da cistectomia radical em mulheres. Essa cirurgia geralmente remove a metade da vagina, o que pode tornar o sexo menos confortável para algumas mulheres. Os orgasmos e a lubrificação também podem ser afetados. Você deve conversar com o cirurgião para entender o quanto a cirurgia pode afetar sua vida sexual. Uma opção é reconstruir a vagina. Existem várias técnicas de reconstrução vaginal, converse com o médico para saber os prós e contras de cada uma delas. Se a vagina não for reconstruída, ela será menor, mas ainda assim é possível ter relações sexuais. Independente de a paciente fazer (ou não) a reconstrução existe muitas maneiras de tornar a relação sexual confortável. A cistectomia radical pode também afetar a capacidade de uma mulher ter um orgasmo. Durante a cistectomia, os ramos nervosos que correm ao longo de cada lado da vagina podem ser lesionados quando parte dela é removida. Outro problema possível é a remoção da extremidade da uretra, o que pode fazer com que o clitóris perca parte do seu suprimento de sangue, afetando a excitação sexual.
     
  • Efeitos na sexualidade da urostomia. Tanto para os homens como para as mulheres, é normal se preocupar com a vida sexual após uma urostomia. Mas, o ajuste correto da bolsinha de ostomia e o esvaziamento antes do sexo reduz as chances de um vazamento.

Para saber mais, consulte nosso conteúdo sobre Estadiamento do Câncer.

Para saber mais sobre alguns dos efeitos colaterais listados aqui e como gerenciá-los, consulte nosso conteúdo Efeitos Colaterais do Tratamento.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 30/01/2019, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



Este conteúdo ajudou você?

Sim Não


A informação contida neste portal está disponível com objetivo estritamente educacional. Em hipótese alguma pretende substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. O acesso a Informação é um direito seu: Fique informado.

O conteúdo editorial do Portal Oncoguia não apresenta nenhuma relação comercial com os patrocinadores do Portal, assim como com a publicidade veiculada no site.

© 2003 - 2020 Instituto Oncoguia . Todos direitos reservados
Desenvolvido por Lookmysite Interactive