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Medicamentos opioides contra dor oncológica

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 22/06/2015 - Data de atualização: 18/03/2020


Os opioides são utilizados individualmente ou associados com medicamentos não-opioides para o tratamento da dor moderada a severa. Os opioides são muito parecidos com substâncias naturais (endorfinas) produzidas pelo organismo para controlar a dor. Esses medicamentos já foram produzidos a partir da papoula, mas hoje a maioria é sintética.

Uso seguro dos opioides

Os médicos podem prescrever medicamentos opioides para pacientes oncológicos com dor crescente ou intensa devido ao câncer ou seu tratamento. Os opióides devem ser prescritos e usados com muito cuidado por várias razões:

  • Alguns analgésicos podem interferir com outros medicamentos.
  • Os medicamentos para dor podem afetar as pessoas de diferentes maneiras. Por esse motivo, alguns não podem ser administrados em pessoas idosas, crianças ou em determinadas pessoas em tratamento para outras condições clínicas.
  • Existe hoje uma crescente preocupação do que se chama de "epidemia dos opioides". É importante lembrar que os opióides podem ser prescritos e usados ​​com segurança ​para controlar a dor oncológica.

Seu médico compreenderá quaisquer preocupações de segurança que você e seus familiares possam ter sobre o uso dos opioides, é dele  a responsabilidade de tratar a sua dor oncológica da maneira mais eficaz possível e uma das opções é o uso de medicamentos opioides como parte de um esquema de tratamento para o alívio da dor oncológica.

Por questões de segurança, você sempre precisará de uma prescrição médica escrita, assinada e com retenção de receita especial para dispensação de medicamentos opioides (não é enviada por fax, e-mail ou telefone). Por esse motivo, é importante que apenas um médico prescreva seus medicamentos contra a dor. Se você tiver 2 ou mais médicos, certifique-se de que um não prescreva opioides para você sem falar com os outros sobre o assunto.

Seu médico examinará você cuidadosamente e ajustará a dose dos medicamentos o suficiente para você não tomar doses excessivas. Ao tomar opióides, pode ser necessário realizar exames regulares de urina ou sangue para verificar os níveis dos medicamentos.

Se você consome bebidas alcoólicas ou toma tranquilizantes, pílulas para dormir, antidepressivos, anti-histamínicos ou quaisquer outros medicamentos que provoquem sonolência, informe ao seu médico a quantidade e a frequência de uso. A combinação de opioides com álcool ou tranquilizantes pode ser perigosa. Mesmo pequenas doses podem provocar problemas. Tomar essas combinações pode levar a overdoses e sintomas como fraqueza, dificuldade para respirar, confusão, ansiedade, sonolência ou tontura.

Se você estiver tomando opioides para aliviar a dor oncológica, veja algumas dicas importantes:

  • Armazene seus medicamentos com segurança.
  • Tome o medicamento apenas conforme as instruções.
  • Não compartilhe sua medicação com ninguém.

Opioides mais frequentemente usados contra a dor oncológica

Os opioides mais comumente usados ​​no tratamento da dor oncológica são:

  • Tramadol.
  • Hidromorfona.
  • Metadona.
  • Morfina.
  • Oxicodona.
  • Hidrocodona.
  • Oximorfona.
  • Fentanil.
  • Tapentadol.

Combinações comuns de opioides e acetaminofeno ou AINEs*

*AINEs - anti-inflamatórios não esteroides (como aspirina e ibuprofeno)

          Oxicodona

A oxicodona pode ser adicionada à aspirina, acetaminofeno ou ibuprofeno. Por exemplo:

  • Percodan contém aspirina.
  • Percocet, roxicet, roxilox, oxycet e tylox contém acetaminofeno.
  • Combunox contém ibuprofeno.

          Hidrocodona

A hidrocodona pode ser adicionada ao acetaminofeno ou ibuprofeno. Por exemplo:

  • Vicodin, zydone, norco e lortab contêm acetaminofeno.
  • Vicoprofeno e reprexain têm ibuprofeno.

Obtendo alívio da dor com opioides

Quando um medicamento não alivia a dor suficientemente, o médico pode prescrever uma dose maior ou aumentar a frequência de uso. Quando a equipe médica trabalha junto com o paciente as doses dos opioides podem ser aumentadas de forma segura. No entanto, não aumente a dose do seu medicamento por conta própria! Se as mudanças de dose não funcionam, o médico pode prescrever outro medicamento ou associa-lo a outro fármaco.

Se o alívio da dor não está durando muito tempo, pergunte ao seu médico sobre os medicamentos de ação prolongada. Eles podem controlar a sua dor por um período de tempo maior.

Se sua dor está controlada a maior parte do tempo, mas às vezes você apresenta picos de dor intensa, o médico pode prescrever um medicamento de ação rápida ou um opioide de ação imediata. Isto lhe proporcionará alívio da dor mais rapidamente quando for necessário.

Tolerância aos opioides

As pessoas que tomam opioides contra dor, às vezes, descobrem que ao longo do tempo precisam tomar doses maiores. Isso pode ser devido a um aumento da dor ou ao desenvolvimento de tolerância ao medicamento. A tolerância acontece quando seu organismo se acostuma com o opioide e é preciso mais medicamento para aliviar a dor. No entanto, a maioria dos pacientes não desenvolve tolerância aos opioides. Mas, em caso de desenvolvê-la, geralmente um pequeno aumento na dose ou uma alteração no tipo de medicamento ajudará no alívio da dor.

Aumentar as doses de opioides para aliviar o aumento da dor ou em casos de tolerância não significa que o paciente se tornou dependente do medicamento.

Efeitos colaterais dos opioides

Nem todo mundo apresenta efeitos colaterais aos opioides. Os efeitos colaterais mais comuns são geralmente sonolência, constipação, náuseas e vômitos. Alguns pacientes também podem apresentar tontura, prurido, alterações mentais (como pesadelos, confusão e alucinações), respiração lenta ou superficial ou dificuldade para urinar.

Muitos efeitos colaterais dos medicamentos opioides contra a dor podem ser evitados. Alguns mais leves, como náusea, coceira ou sonolência, geralmente desaparecem sem tratamento após alguns dias, conforme o corpo se ajusta ao medicamento. Os efeitos colaterais mais comuns são:

          Sonolência

Os medicamentos opioides podem causar sonolência, mas isso geralmente desaparece após alguns dias. Se a sua dor o impede de dormir, você pode dormir melhor alguns dias após o início do tratamento com opioides, recuperando seu sono. A sonolência também irá diminuir à medida que seu corpo se adapta ao medicamento. Entre em contato com seu médico se ainda sente muito sono durante suas atividades rotineiras após uma semana de iniciado o tratamento com opioides.

Não é seguro dirigir ou mesmo subir e descer escadas sozinho. Não execute atividades que exijam que você esteja alerta até saber como o medicamento o afeta.

Algumas formas de lidar com a sonolência:

  • Aguarde alguns dias para ver se melhora.
  • Verifique se os outros medicamentos que está tomando também podem ou não provocar sonolência.
  • Pergunte ao médico se você pode tomar uma dose menor ou com maior frequência ou um opioide de ação prolongada.
  • Se o opioide não alivia a dor, a dor em si pode ser desgastante. Nesse caso, o alivio da dor pode resultar em menos sonolência. Pergunte ao seu médico o que você pode fazer para melhorar o controle da dor.
  • Às vezes, a diminuição da dose do opioide ainda alivia a dor sem causar sonolência. Se a sonolência persiste talvez você esteja tomando uma dose maior da que você precisa. Converse com seu médico sobre a possibilidade de diminuir a dose prescrita.
  • Pergunte ao seu médico também sobre a mudança para um medicamento diferente.
  • Questione se você pode tomar um estimulante suave como a cafeína durante o dia.
  • Se a sonolência começar a ser um problema depois que você começou a tomar opioides, entre em contato com o seu médico imediatamente.

          Constipação

Os opioides causam constipação na maioria dos pacientes, mas muitas vezes pode ser prevenida ou controlada. Os opioides retardam o trânsito intestinal permitindo que a água seja absorvida pelo organismo. As fezes, portanto, ficam mais duras e dificulta a evacuação. Por isso, é importante comunicar ao seu médico se isto está acontecendo com você, para assim, eventualmente, serem prescritos laxantes para manter o intestino em funcionamento.

          Náuseas e vômitos

Náuseas e vômitos causados ​​por opioides geralmente se autolimitam a alguns dias após o início do uso do medicamento.

Alguns pacientes são alérgicos e têm náuseas após tomar um opioide. Náuseas e vômitos isolados geralmente não são reações alérgicas. Mas uma erupção cutânea ou prurido, juntamente com náuseas e vômitos, pode ser uma reação alérgica. Se isso acontecer, pare imediatamente de tomar o medicamento e entre em contato com seu médico. Se você sentir a garganta fechar, apresentar urticária ou dificuldade para respirar, procure assistência médica imediatamente.

Quando você não precisa mais de opioides

Você não deve parar de tomar opioides por conta própria e de forma repentina. Os pacientes que vão suspender o uso de opioides geralmente devem fazê-lo de forma paulatina para que seus organismos tenham tempo para se adaptar à ausência do medicamento. Se você parar de tomar opioides repentinamente pode apresentar sintomas de abstinência que incluem transpiração excessiva, diarreia, dor muscular, cãibras ou qualquer outra reação não usual, devendo entrar em contato com seu médico imediatamente. Esses sintomas podem ser tratados e tendem a desaparecer entre alguns dias e algumas semanas. Mais uma vez, a dose deve ser diminuída lentamente. Pergunte ao seu médico sobre o melhor esquema de redução de dose para seu caso.

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