Painel de Políticas Públicas do Câncer

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[PERFIL] Apoio durante tratamento fortalece relação com namorado

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A advogada Adriana dos Santos, 42, resistiu quando o namorado sugeriu que ela fizesse os exames periódicos em uma campanha de saúde da mulher, no ano passado. Mas ele, com tato, a fez mudar de ideia – e ela descobriu um câncer de colo de útero em estágio inicial. Abaixo, ela conta como a parceria foi importante no tratamento.

"Em 2014, eu não tinha feito o exame periódico. Mas participei da campanha de saúde da mulher da OAB em outubro porque meu namorado pegou no meu pé, falando da importância de fazer os exames. Foi quando descobri o câncer de colo do útero.

Senti medo desde o início, do dia em que eu vi o resultado pela internet até o dia em que o médico confirmou o diagnóstico. O pior é não saber o estágio em que a doença estava e o tipo de tratamento a ser feito. Meu oncologista falou que o câncer estava no início, que iria operar.

Estava programado que eu faria radioterapia depois da cirurgia. Mas não foi preciso porque descobrimos o câncer cedo. Não precisei nem de radio nem de quimioterapia.

Meu namorado foi comigo ao médico e, depois daquele dia, nunca deixou de ir às consultas. Não me deixou sozinha nem um minuto sequer. Era quem me dava força.

Às vezes, ele ficava bastante preocupado. Mas procurava não transparecer, para me passar mais tranquilidade. Foi importantíssimo para mim. Com certeza, a relação saiu fortalecida.

O apoio é fundamental – pode ser parente, amigo, marido, namorado. Como o tratamento é um pouco incerto, você fica com um vazio. É importante ter uma pessoa que tem uma autoestima melhor para te incentivar e desabafar.

Consegui ter atividade profissional regular porque o Judiciário está trabalhando muito de forma eletrônica. De casa, é possível trabalhar sem problemas.

Em momento nenhum perdi a esperança ou tive pensamento negativo. Não sabia de que forma seria o tratamento, mas sempre acreditei que estaria curada.”

Por QSocial

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