Painel de Políticas Públicas do Câncer
VoltarOncoguia realiza lançamento de Diretriz de Câncer e Obesidade ao lado de 12 organizações especialistas
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Na quinta-feira, dia 26 de março, foi realizado na FIESP o lançamento da Diretriz de Câncer e Obesidade, um documento que reúne evidências científicas e recomendações práticas para orientar profissionais de saúde no cuidado de pacientes que convivem com as duas condições.
A diretriz foi desenvolvida no âmbito do Board de Câncer e Obesidade, iniciativa coordenada pelo Instituto Oncoguia e pelo Obesidade Brasil, com a participação do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, Painel Brasileiro de Obesidade, Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde, Sociedade Brasileira de Coloproctologia, Sociedade Brasileira de Mastologia, Sociedade Brasileira de Nutrição Oncológica, Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Sociedade Brasileira de Psico-oncologia e Sociedade Brasileira de Urologia.
A Diretriz de Câncer e Obesidade tem como objetivo principal ampliar a visibilidade entre profissionais de saúde sobre a profunda relação entre câncer e obesidade, orientar o cuidado desses pacientes e apoiar a tomada de decisão clínica baseada em evidências. O foco está em promover um cuidado mais qualificado, integrado e livre de estigmas.
Por que essa diretriz é importante?
A obesidade é hoje uma das principais condições crônicas no mundo e já está diretamente associada ao aumento do risco de diversos tipos de câncer. Estimativas apontam que o excesso de peso pode estar relacionado a cerca de 13% dos novos casos da doença em países desenvolvidos. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer, a obesidade contribui para o aumento da incidência de tumores como mama, colorretal, fígado, ovário e endométrio.
Além de influenciar o risco, a obesidade impacta todo o percurso do cuidado oncológico — do diagnóstico ao tratamento. Entre os principais desafios estão estigma social da obesidade, limitações estruturais dos serviços de saúde e falta de conhecimento sobre adaptações necessárias para o cuidado de pacientes que enfrentam ambas as condições.
O que a diretriz propõe?
O documento reúne orientações práticas para enfrentar esses desafios, incluindo:
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recomendações para o diagnóstico da obesidade
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adaptações técnicas em métodos diagnósticos e exames de imagem
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orientações sobre adaptações necessárias durante o tratamento oncológico
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recomendações para o acompanhamento multidisciplinar dos pacientes
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incorporação de uma abordagem humanizada e livre de estigma
Um dos pontos centrais é justamente o enfrentamento do preconceito relacionado ao peso nos serviços de saúde, reconhecendo seu impacto direto na experiência do paciente e na adesão ao tratamento.
Cuidado multidisciplinar e centrado no paciente
A diretriz reforça a necessidade de uma atuação integrada entre diferentes especialidades — como oncologia, nutrição, psicologia, cirurgia, radiologia e educação física — para garantir um cuidado verdadeiramente integral. A proposta é assegurar uma abordagem que contemple não apenas as complexidades clínicas, mas também os aspectos sociais e emocionais que impactam diretamente a jornada do paciente.
O objetivo central é promover um cuidado mais equitativo, humanizado e livre de estigmas, garantindo que pessoas que convivem com câncer e obesidade tenham acesso a uma assistência adequada às suas necessidades específicas, com qualidade e respeito em todas as etapas do cuidado.
Conteúdo produzido pela equipe do Instituto Oncoguia


