Painel de Políticas Públicas do Câncer
VoltarOncoguia participa de Consultas Públicas sobre testagem genética e PET-CT no SUS
Em fevereiro de 2026, o Oncoguia apresentou contribuições a duas consultas públicas estratégicas para o cuidado em câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS): a incorporação do Sequenciamento de Nova Geração (NGS) para detecção de variantes patogênicas nos genes BRCA1/2 e a ampliação do uso do PET-CT no diagnóstico de doença metastática. Ambas as manifestações contaram com respaldo do Comitê Científico da instituição.
No caso do teste de BRCA 1/2, o Oncoguia endossou os pareceres da Rede Brasileira de Câncer Hereditário (ReBraCH) e da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), destacando que a testagem genética, acompanhada de aconselhamento especializado, é essencial para o adequado planejamento terapêutico das pacientes.
A identificação de mutações hereditárias impacta diretamente a definição do tratamento, o seguimento clínico e a adoção de estratégias de redução de risco. Por isso, defendemos que a eventual incorporação do teste venha acompanhada de diretrizes claras para o manejo do risco hereditário elevado, incluindo testagem de familiares (teste em cascata) e medidas preventivas, como cirurgias redutoras de risco e uso de terapias específicas.
Além disso, ressaltamos que a ampliação do acesso ao exame é fundamental também para outros grupos, como pacientes com câncer de ovário e próstata. No caso do câncer de ovário, por exemplo, já há medicamento incorporado ao SUS cujo uso depende da confirmação da mutação em BRCA, o que torna a ausência da testagem uma barreira concreta ao tratamento. Considerando que cerca de 10% dos casos de câncer têm origem hereditária, a incorporação do teste deve ser o ponto de partida para a construção de uma linha de cuidado estruturada para câncer hereditário no SUS.
Leia na íntegra a contribuição do Oncoguia.
Já em relação ao PET-CT para diagnóstico de metástases em câncer de mama, o Oncoguia endossou o parecer favorável da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SBMN). A experiência com pacientes mostra que, diante de achados suspeitos em exames convencionais, muitas mulheres enfrentam longos períodos de incerteza, passando por múltiplas investigações inconclusivas até obterem um diagnóstico definitivo.
A demora na confirmação da recidiva ou progressão da doença gera sofrimento emocional intenso, impacto financeiro e atraso no início do tratamento adequado. A incorporação do PET-CT em cenários bem definidos pode reduzir exames repetitivos e procedimentos desnecessários, além de racionalizar recursos do sistema de saúde.
A literatura científica demonstra que o exame apresenta maior sensibilidade e especificidade em comparação a métodos convencionais e pode modificar a conduta clínica em parcela significativa dos casos. Sua indicação é fundamental para estadiamento, reestadiamento/recidiva e avaliação de resposta terapêutica, contribuindo para decisões mais precisas e oportunas.
Leia na íntegra a contribuição do Oncoguia.
Com essas contribuições, o Oncoguia reforça seu compromisso com a defesa do acesso a tecnologias baseadas em evidência científica, que promovam diagnóstico adequado, tratamento oportuno e cuidado integral às pessoas que vivem com câncer no Brasil.


