Painel de Políticas Públicas do Câncer
VoltarOMS alerta: 15 milhões de adolescentes são usuários de cigarro eletrônico mundialmente
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No dia 06 de outubro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório sobre as tendências globais do uso de tabaco, destacando tanto os progressos quanto os desafios contínuos no enfrentamento dessa epidemia.
Segundo dados divulgados pela Organização, 1 em cada 5 adultos continuam viciados em tabaco, o que resulta em milhões de mortes, que poderiam ser evitáveis, principalmente em razão de doenças relacionadas ao uso de tabaco, como o câncer de pulmão.
Embora o consumo de tabaco tenha diminuído significativamente ao longo das últimas décadas, o vício ainda afeta uma parcela significativa da população mundial. Em 2000, havia aproximadamente 1,38 bilhão de usuários de tabaco, e esse número caiu para 1,2 bilhão em 2024, representando uma redução de 27% desde 2010. Esse declínio reflete os esforços de controle do tabaco, como políticas públicas e campanhas de conscientização, que contribuíram para uma queda de 120 milhões de usuários nesse período.
O relatório da OMS também trouxe à tona dados alarmantes sobre o crescente uso de cigarros eletrônicos. Pela primeira vez, a organização divulgou estimativa de número de usuários de cigarros eletrônicos, afirmando que são mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo. Desses, estima-se que 86 milhões são de adultos e 15 milhões de adolescentes.
Esse aumento é particularmente preocupante, pois os cigarros eletrônicos, muitas vezes promovidos como uma alternativa menos prejudicial aos cigarros convencionais, têm se mostrado mais viciantes e atrativos para as novas gerações, comprometendo décadas de progresso na luta contra o tabagismo.
Além disso, a prevalência do tabagismo apresenta grandes variações regionais. Embora algumas áreas, como o Sudeste Asiático, tenham experimentado uma redução significativa no uso de tabaco, outras regiões, como a Europa, ainda apresentam altas taxas de consumo, o que demonstra a necessidade de esforços contínuos e regionais adaptados às realidades locais.
A OMS enfatiza que, embora os avanços sejam notáveis, o trabalho de controle do tabaco precisa ser intensificado. A organização sugere a implementação mais rigorosa de políticas como o aumento de impostos sobre o tabaco, a proibição de publicidade e o fortalecimento dos programas de cessação.
É fundamental compreender que o uso de tabaco, incluindo os cigarros eletrônicos, está diretamente relacionado a diversas doenças graves, entre elas o câncer de pulmão. Este é o câncer que mais mata no mundo, e o tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer pulmonar, sendo responsável por cerca de 85% dos casos. Mesmo com os avanços nas terapias, o tratamento do câncer de pulmão continua desafiador, e a prevenção ainda é a melhor forma de enfrentá-lo.
No Brasil, a sanção da Lei nº 15.207, de 12 de setembro de 2025, que oficializou o “Agosto Branco” como mês dedicado à conscientização sobre o câncer de pulmão, foi resultado de uma iniciativa conjunta do Oncoguia e da deputada Flávia Morais. Essa parceria evidencia o compromisso com a promoção da saúde e a luta contra o 4° tipo de câncer mais incidente e o que mais mata no Brasil. A nova legislação representa um marco para o fortalecimento de campanhas educativas em nível nacional, permitindo que o tema seja trabalhado de forma mais estruturada, com maior visibilidade e impacto social.
Leia o relatório da OMS na íntegra.
Conteúdo produzido pela equipe do Instituto Oncoguia.


