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Ministério da Saúde publica diretriz para rastreamento do câncer de colo do útero

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O Ministério da Saúde publicou nesta segunda-feira (18/08) as “Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero: Parte I – Rastreamento organizado utilizando testes moleculares para detecção de DNA-HPV Oncogênico”. 

A medida representa um novo passo na estratégia nacional de enfrentamento do câncer de colo do útero, um dos tipos de câncer mais incidentes entre mulheres no Brasil.

O HPV é o vírus responsável por 95% dos casos de câncer de colo do útero. Quando a infecção pelo vírus não é tratada, pode provocar alterações nas células do colo do útero que, se não forem detectadas e remediadas a tempo, evoluem para o câncer.

Sendo assim, é essencial identificar a infecção pelo vírus o mais rapidamente possível. Por isso, o rastreamento – que consiste na realização de exames periódicos em pessoas com risco aumentado e sem sintomas – é uma estratégia essencial na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de colo do útero, permitindo identificar riscos e agir antes que a doença se desenvolva. 

Até o momento, o exame padrão para o rastreamento no SUS era o Papanicolau, exame que detecta alterações nas células do colo do útero. Mas em março de 2024, o Ministério incorporou ao SUS a testagem molecular para detecção do HPV, uma tecnologia que consegue identificar a presença do HPV em estágio anterior, possibilitando intervenções ainda mais precoces e reduzindo as chances de evolução para o câncer.

O objetivo do Ministério da Saúde é que, gradualmente, a testagem molecular substitua o Papanicolau como principal método de rastreamento do câncer de colo do útero no Brasil. Isso porque o novo exame é mais sensível e eficaz na detecção precoce da infecção pelo HPV.

Com a publicação desta diretriz, o Ministério avança para a etapa de organização da oferta do exame no SUS, estabelecendo orientações técnicas sobre como o teste deverá ser utilizado nos programas de rastreamento. 

É importante destacar que esta é apenas a primeira parte da diretriz. Uma segunda parte ainda está em elaboração, e deverá trazer novas orientações complementares para fortalecer o rastreamento e a prevenção do câncer de colo do útero.

Para o Instituto Oncoguia, a aprovação da diretriz representa uma conquista relevante no caminho para ampliar o acesso das mulheres brasileiras a métodos mais eficazes de prevenção do câncer de colo do útero. O próximo desafio será garantir a implementação efetiva da tecnologia em todo o país, com equidade e qualidade, assegurando que nenhuma mulher fique para trás.

Conteúdo produzido pela equipe do Instituto Oncoguia.

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