Painel de Políticas Públicas do Câncer

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Ministério cria grupo para atuar no combate ao câncer de mama

Políticas Públicas Relacionadas ao Câncer

No dia 27 de junho, o Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS Nº 7.294, que institui o Grupo de Trabalho para o Enfrentamento do Câncer de Mama (GT-MAMA/MS). O principal objetivo do grupo é desenvolver, revisar e avaliar diretrizes e ações estratégicas voltadas à prevenção, diagnóstico e controle do câncer de mama no Brasil.

Além disso, o GT terá a responsabilidade de oferecer suporte técnico-científico para a formulação e o aprimoramento das políticas públicas relacionadas à doença. Composto por representantes de diversas áreas do Ministério da Saúde, o grupo terá reuniões mensais ao longo de 24 meses. Nesse período, serão elaborados relatórios anuais e um relatório final com recomendações e registros das discussões, que serão encaminhados à Secretaria de Atenção Especializada à Saúde.

A criação do GT é um avanço importante diante dos desafios históricos enfrentados pelo câncer de mama no país. Um dos exemplos é a baixa cobertura mamográfica no SUS, mesmo entre mulheres a partir de 50 anos, público-alvo do exame, a taxa de realização de exames nunca superou 30%. A ampliação da faixa etária para rastreamento poderá ser um dos temas discutidos pelo grupo, como estratégia para aumentar a adesão e melhorar o diagnóstico precoce.

Outro ponto crítico é o acesso a terapias inovadoras. Em dezembro de 2024, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Câncer de Mama foi atualizado, incorporando medicamentos essenciais, como os inibidores de ciclina e o trastuzumabe conjugado. No entanto, passados mais de seis meses da atualização, muitas pacientes ainda não conseguem acesso a esses tratamentos. A principal barreira tem sido a indefinição sobre o modelo de aquisição e financiamento, o que impede a implementação plena do novo protocolo.

Nesse contexto, o GT pode ter um papel decisivo. Ao atuar de forma coordenada e com respaldo técnico-científico, o grupo poderá acelerar a superação de entraves burocráticos e financeiros, garantindo que as novas terapias cheguem de forma mais rápida às pacientes. 

Com isso, será possível transformar em realidade a esperança gerada pela atualização do PCDT, ampliando o acesso ao tratamento e melhorando a qualidade de vida de milhares de mulheres em todo o Brasil.

Conteúdo produzido pela equipe do Instituto Oncoguia.

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