Painel de Políticas Públicas do Câncer

Voltar

[MATÉRIA] Incorporação de Tecnologias no SUS: CONITEC trará agilidade?

Políticas Públicas Relacionadas ao Câncer

O potencial de contribuição da Conitec com a agilidade na criação dos PCDTs. Esse foi o tema central do debate sobre Incorporação de Tecnologias no SUS.

Rafael Kaliks, coordenador da mesa, abriu a rodada lembrando que nos últimos 2 anos apenas 8 PCDTs foram criadas e que, ainda hoje, não foi publicado o Protocolo do câncer de mama, neoplasia que mais atinge mulheres no Brasil.

A Diretora da Conitec, Clarisse Petramale, disse aos debatedores que o PCDT do câncer de mama será redigido em breve e que, com isso, será necessária a criação de uma APAC para o trastuzumabe; afirmou que a Comissão, abrindo a oportunidade de diálogo com sociedades médicas, otimizará e qualificará as incorporações e pontuou desafios:

"Nós estamos tentando cuidar de uma doença que não conhecemos a fisiopatologia e que exige um intercâmbio de serviços. Sem contar um outro ponto crítico, que é a manutenção da equidade. São Paulo pode arcar com seus custos, via APAC Paulista, mas os estados mais pobres não conseguem”.

O Presidente da SBOC, Anderson Silvestrini, questionou Petramale sobre as divergências na análise para incorporações nos sistemas público e privado de saúde.

"Não entendo como uma droga aprovada há 5 anos no sistema privado tem que passar por nova análise no sistema público”.

E a diretora pontou que existe muito mais responsabilidade do governo "por algo que aprova”, já que precisará prestar todo o auxílio ao paciente. "O custo efetividade tem que estar muito claro, por isso nos apoiamos não apenas em estudos pivotais, mas sim nos acadêmicos que têm maior amostragem e tempo de análise e trazem outros desfechos clínicos. O gestor é pragmático quanto a isso”. Finalizou.

Precisa de ajuda? Fale com o Oncoguia aqui!