Painel de Políticas Públicas do Câncer

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Março Azul-Marinho: conheça o novo protocolo do Ministério da Saúde e o avanço dos casos de CCR no país

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Em dezembro de 2025, o Ministério da Saúde aprovou o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para o tratamento do adenocarcinoma de cólon e reto, um marco importante para o cuidado oncológico no Sistema Único de Saúde (SUS).


O PCDT é o documento que orienta todo o tratamento ofertado na rede pública, estabelecendo quais exames, terapias e condutas devem ser obrigatoriamente disponibilizados aos pacientes. Diferentemente das antigas Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas (DDTs), que funcionavam como recomendações e permitiam maior variação entre os serviços, o novo protocolo traz padronização nacional do cuidado.


Essa mudança representa um avanço relevante para a equidade no SUS, ao reduzir desigualdades regionais e garantir que pacientes com câncer colorretal tenham acesso a um tratamento mais uniforme em todo o país.


A construção de PCDTs na oncologia é uma demanda histórica da sociedade civil. Reconhecendo a importância desse processo, o Instituto Oncoguia reuniu um grupo de especialistas para contribuir na consulta pública, atuando para o fortalecimento das diretrizes e da assistência aos pacientes.


O documento final está disponível para acesso público no site do Ministério da Saúde.


A relevância do tema também é reforçada por dados recentes divulgados pela Fundação Oncocentro de São Paulo, com base no Registro Hospitalar de Câncer do Estado de São Paulo (RHC/SP). Segundo o boletim mais recente, o câncer colorretal se destaca como o único entre os mais frequentes a apresentar crescimento contínuo ao longo da série histórica analisada.


Entre 2000 e 2023, houve um aumento médio anual de 5,9% nos registros hospitalares desse tipo de câncer. No período, o câncer colorretal representou 9,3% de todos os casos diagnosticados, somando 95.798 registros. Em relação ao perfil dos pacientes, 52,3% dos casos ocorreram em homens e 47,7% em mulheres.


Os dados reforçam a necessidade de avançar em estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e acesso oportuno ao tratamento — agora apoiadas por um protocolo nacional que pode contribuir para melhorar os desfechos dos pacientes em todo o país.


Conteúdo produzido pela equipe do Instituto Oncoguia

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