Painel de Políticas Públicas do Câncer
VoltarINCA lança nova estimativa de casos para o triênio 2026-2028
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No Dia Mundial do Câncer, 04 de fevereiro, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) divulgou as projeções oficiais para o cenário da oncologia no Brasil no triênio 2026-2028. Esta estimativa é calculada a cada três anos pelo INCA, com base nos dados do Registro de Câncer de Base Populacional.
Estas previsões são fundamentais para estruturar estratégias eficazes de prevenção e controle do câncer no país. Dados e estimativas precisas são a base para a construção de políticas públicas mais justas e efetivas.
A divulgação no Dia Mundial do Câncer vai ao encontro da missão da data comemorativa. O dia é uma iniciativa da União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) com apoio da OMS que busca mobilizar governos e sociedade civil para a conscientização e o controle da doença.
A nova estimativa do INCA
A nova estimativa aponta um crescimento significativo em comparação ao período anterior. Para os anos de 2023-2025, a projeção era de 704 mil casos anuais. Agora, o novo levantamento prevê 781 mil novos casos por ano, totalizando cerca de 2,3 milhões de novos casos até 2028. Isso representa um aumento de aproximadamente 10,9% de novos casos em relação ao triênio passado.
Os tipos de câncer mais incidentes seguem os mesmos. Para mulheres, os mais frequentes são: mama, cólon e reto, colo de útero e pulmão. Já entre os homens, os mais incidentes são: próstata, cólon e reto, pulmão e estômago.
Confira todas as estimativas no relatório completo do INCA.
Vale destacar que o aumento da estimativa de novos casos de câncer não é por acaso. Um dos principais responsáveis é o envelhecimento da população brasileira. Populações mais idosas têm uma incidência maior de câncer.
Além disso, fatores ambientais e de hábitos de vida também impactam a incidência de câncer na população. Fatores como sedentarismo, má alimentação, tabagismo e exposição a poluentes também são determinantes importantes para o aumento de casos de câncer no país.
Diante deste cenário, é ainda mais urgente investir em estratégias de prevenção, tratamento e controle do câncer. Apenas uma rede de saúde robusta, com políticas estruturadas de rastreamento, diagnóstico e tratamento poderá acolher os 2,3 milhões de novos pacientes previstos para o triênio 2026-2028.


