Painel de Políticas Públicas do Câncer
Voltar[ENTREVISTA] Oncogeriatria: Uma nova abordagem sobre o Câncer no Idoso
Políticas Públicas Relacionadas ao Câncer
Entre os dias 18 e 19 de novembro, o Hospital Albert Einstein promoverá o I Simpósio Internacional de Oncogeriatria. É a primeira vez que um simpósio com este tema é realizado no Brasil. Entre os organizadores do evento está Rafael Kaliks, diretor científico do Instituto Oncoguia (IO).
Para falar um pouco sobre o Simpósio e também sobre a oncogeriatria, a reportagem do IO conversou com Theodora Karnaks, geriatra que também faz parte da organização do evento.
Instituto Oncoguia – Explica um pouco o que será o I Simpósio.
Theodora Karnaks – O Simpósio, que está sendo organizado há mais de seis meses, falará sobre o tema oncogeriatria no país. Além de especialistas nacionais, também estarão presentes médicos internacionais que mostrarão, um pouco, suas experiências. O Simpósio será o abre alas no tema no Brasil, já que nunca tivemos nada parecido até agora.
Instituto Oncoguia – Doutora, oncogeriatria é uma especialidade?
Theodora Karnaks – Não, não é uma especialidade. É o trabalho em conjunto do oncologista com o geriatra. O oncologista entra com toda sua expertise em câncer, prescrever o correto tratamento, e o geriatra com a sua experiência em cuidar do idoso como um todo. A junção das duas especialidades chamamos de oncogeriatria.
Instituto Oncoguia – Sabemos que a avaliação geriátrica padronizada ajuda a permitir estudos clínicos em idosos. Mas a maioria dos pacientes nunca entrará em estudos. Então, como eles se beneficiam disso?
Theodora Karnaks – A avaliação geriátrica, por si só, consegue identificar riscos e fragilidades do paciente que poderiam atrapalhar o tratamento oncológico. Ela é muito importante por conta disso. Para se ter uma ideia, muito paciente deixa de fazer o tratamento do câncer porque caiu e fraturou um osso, por exemplo. Quando a gente avalia esse paciente vemos todas essas fragilidades, os riscos das alterações que os próprios remédios podem trazer, etc. Também vemos o suporte social que ele tem, se ele terá condições de tomar os remédios, se terá esse suporte familiar, etc.
Instituto Oncoguia – Muitos especialistas dizem também que tratar idoso com câncer pode ser extremamente agressivo para este paciente. Isso é verdade ou essa visão tem sido mudada?
Theodora Karnaks – Isso vem sendo mudado. O que é importante é que na avaliação desse idoso nós conseguimos ver a sua funcionalidade. A idade cronológica deixa de ser importante, em alguns casos. Temos pessoas com 80 anos que são bastante saudáveis, que tomam poucos remédios e têm poucas comorbidades e podem sim passar por um tratamento quimioterápico sem problema algum. Agora, temos também outros mais acometidos que não podem fazer o tratamento. Cada caso é um caso. Não há uma regra geral.
Instituto Oncoguia– Atualmente, na residência de geriatria tem alguma formação específica sobre câncer?
Theodora Karnaks – Quando eu fiz a minha residência no Hospital das Clínicas, em São Paulo, rodei, durante um mês, em um hospital oncológico. Agora, sei que serão dois meses dentro de um hospital que cuida de pacientes idosos com câncer. É muito importante essa aproximação, até porque o câncer é uma doença de grande prevalência na população idosa.
Para falar um pouco sobre o Simpósio e também sobre a oncogeriatria, a reportagem do IO conversou com Theodora Karnaks, geriatra que também faz parte da organização do evento.
Instituto Oncoguia – Explica um pouco o que será o I Simpósio.
Theodora Karnaks – O Simpósio, que está sendo organizado há mais de seis meses, falará sobre o tema oncogeriatria no país. Além de especialistas nacionais, também estarão presentes médicos internacionais que mostrarão, um pouco, suas experiências. O Simpósio será o abre alas no tema no Brasil, já que nunca tivemos nada parecido até agora.
Instituto Oncoguia – Doutora, oncogeriatria é uma especialidade?
Theodora Karnaks – Não, não é uma especialidade. É o trabalho em conjunto do oncologista com o geriatra. O oncologista entra com toda sua expertise em câncer, prescrever o correto tratamento, e o geriatra com a sua experiência em cuidar do idoso como um todo. A junção das duas especialidades chamamos de oncogeriatria.
Instituto Oncoguia – Sabemos que a avaliação geriátrica padronizada ajuda a permitir estudos clínicos em idosos. Mas a maioria dos pacientes nunca entrará em estudos. Então, como eles se beneficiam disso?
Theodora Karnaks – A avaliação geriátrica, por si só, consegue identificar riscos e fragilidades do paciente que poderiam atrapalhar o tratamento oncológico. Ela é muito importante por conta disso. Para se ter uma ideia, muito paciente deixa de fazer o tratamento do câncer porque caiu e fraturou um osso, por exemplo. Quando a gente avalia esse paciente vemos todas essas fragilidades, os riscos das alterações que os próprios remédios podem trazer, etc. Também vemos o suporte social que ele tem, se ele terá condições de tomar os remédios, se terá esse suporte familiar, etc.
Instituto Oncoguia – Muitos especialistas dizem também que tratar idoso com câncer pode ser extremamente agressivo para este paciente. Isso é verdade ou essa visão tem sido mudada?
Theodora Karnaks – Isso vem sendo mudado. O que é importante é que na avaliação desse idoso nós conseguimos ver a sua funcionalidade. A idade cronológica deixa de ser importante, em alguns casos. Temos pessoas com 80 anos que são bastante saudáveis, que tomam poucos remédios e têm poucas comorbidades e podem sim passar por um tratamento quimioterápico sem problema algum. Agora, temos também outros mais acometidos que não podem fazer o tratamento. Cada caso é um caso. Não há uma regra geral.
Instituto Oncoguia– Atualmente, na residência de geriatria tem alguma formação específica sobre câncer?
Theodora Karnaks – Quando eu fiz a minha residência no Hospital das Clínicas, em São Paulo, rodei, durante um mês, em um hospital oncológico. Agora, sei que serão dois meses dentro de um hospital que cuida de pacientes idosos com câncer. É muito importante essa aproximação, até porque o câncer é uma doença de grande prevalência na população idosa.


