Painel de Políticas Públicas do Câncer
Voltar[ENTREVISTA] A Nutricionista Tatiana Oliveira fala sobre a Criação do Site Nutrionco
Políticas Públicas Relacionadas ao Câncer
O Oncoguia conversou com a Nutricionista colunista do portal, Dra.Tatiana Oliveira sobre o lançamento do site Nutrionco.
Instituto Oncoguia - Como surgiu a idéia de criar um site voltado à nutrição oncológica?
Tatiana Oliveira - O site surgiu com o objetivo de trazer informações sobre alimentação adequada durante e após o tratamento e contribuir para prevenir a desnutrição e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Nos dias de hoje existe uma busca ativa por informações e orientações através da internet, daí a necessidade de informações de fácil acesso e com qualidade.
Instituto Oncoguia - O que o paciente poderá encontrar no portal Nutrionco?
Tatiana Oliveira - Irá encontrar informações atualizadas sobre nutrição, dicas durante o tratamento, exemplos de dietas, além de: cadastro de nutricionistas, para que o paciente localize um profissional próximo a sua região; pergunte à nutricionista, onde o paciente poderá tirar dúvidas relacionadas à sua alimentação durante o tratamento; notícias sempre atualizadas; e artigos e entrevistas que possam sempre informar e orientar pacientes e/ou seus familiares;
Instituto Oncoguia - Quais são os principais temas de relevância ao paciente oncológico que o nutrionco dará maior destaque?
Tatiana Oliveira - O site tem como objetivo levar informação de forma simples e rápida ao paciente para ser aplicada ao dia a dia. Dessa forma abordaremos temas relacionados à suplementação nutricional, atualidades na área de nutrição em oncologia, qualidade de vida.
Instituto Oncoguia - Em sua opinião, como a nutrição oncológica pode ajudar o paciente que está em tratamento?
Tatiana Oliveira - Mais de 50% dos pacientes com câncer têm desnutrição, quadro que influencia diretamente na capacidade dos pacientes tolerarem os tratamentos da doença e aumenta o tempo de internação nos hospitais.
O tratamento do câncer e a própria doença podem causar diversas reações aos pacientes, entre elas:
• Falta de apetite.
• Diminuição do nível de energia.
• Cansaço.
• Vômitos.
• Ansiedade.
• Depressão.
• Diarréia / Intestino preso.
• Alterações de paladar / olfato
A desnutrição pode gerar uma redução da resposta ao plano de tratamento, aumentar o risco de toxicidade induzida pela quimioterapia, aumentar o risco de complicações pós-operatórias, entre outras. Estima-se que pacientes com 15% de redução de peso desenvolvem mais complicações infecciosas depois da cirurgia, além disso, toleram menos as quimioterapias e radioterapias do que aqueles pacientes que não perderam peso.
Dessa forma a orientação nutricional é uma ferramenta importante para que o paciente possa ser submetido aos tratamentos de uma forma mais adequada.
Instituto Oncoguia - De que forma a alimentação saudável pode minimizar os efeitos colaterais do tratamento?
Tatiana Oliveira - Obter uma visão geral do que é importante comer em todas as fases do tratamento irá ajudar o paciente a se sentir melhor e mais forte, melhorar a imunidade, além de manter ou recuperar o peso, e a tolerar melhor os tratamentos e os efeitos colaterais.
Isto não quer dizer que é preciso comer muito, mas consumir alimentos que ofereçam os diversos nutrientes de que um organismo precisa para estar equilibrado.
Instituto Oncoguia - Do ponto de vista nutricional, que orientações você daria para o paciente oncológico que está em tratamento? E para aquele que já passou por todas as etapas do tratamento?
Tatiana Oliveira - Um organismo bem nutrido reage melhor e mais rápido ao tratamento e seus prováveis efeitos colaterais. Quando estamos num processo de tratamento, a relação que estabelecemos com os alimentos pode ser um bom termômetro para saber como anda o nosso organismo. Se o paciente está com muita dificuldade para se alimentar, procure orientação especializada o quanto antes. A abordagem no ínicio é importante para que o paciente tenha um desempenho mais adequado e possa se beneficiar do tratamento da doença. Com certeza, sempre haverá formas de driblar esse problema – o importante é não deixar de se alimentar.
Para quem já passou pelo tratamento é a hora de rever os valores, recuperar ou perder peso se necessário, procurar ter bons hábitos de alimentação e praticar uma atividade física de acordo com a orientação médica.
Instituto Oncoguia - Como surgiu a idéia de criar um site voltado à nutrição oncológica?
Tatiana Oliveira - O site surgiu com o objetivo de trazer informações sobre alimentação adequada durante e após o tratamento e contribuir para prevenir a desnutrição e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Nos dias de hoje existe uma busca ativa por informações e orientações através da internet, daí a necessidade de informações de fácil acesso e com qualidade.
Instituto Oncoguia - O que o paciente poderá encontrar no portal Nutrionco?
Tatiana Oliveira - Irá encontrar informações atualizadas sobre nutrição, dicas durante o tratamento, exemplos de dietas, além de: cadastro de nutricionistas, para que o paciente localize um profissional próximo a sua região; pergunte à nutricionista, onde o paciente poderá tirar dúvidas relacionadas à sua alimentação durante o tratamento; notícias sempre atualizadas; e artigos e entrevistas que possam sempre informar e orientar pacientes e/ou seus familiares;
Instituto Oncoguia - Quais são os principais temas de relevância ao paciente oncológico que o nutrionco dará maior destaque?
Tatiana Oliveira - O site tem como objetivo levar informação de forma simples e rápida ao paciente para ser aplicada ao dia a dia. Dessa forma abordaremos temas relacionados à suplementação nutricional, atualidades na área de nutrição em oncologia, qualidade de vida.
Instituto Oncoguia - Em sua opinião, como a nutrição oncológica pode ajudar o paciente que está em tratamento?
Tatiana Oliveira - Mais de 50% dos pacientes com câncer têm desnutrição, quadro que influencia diretamente na capacidade dos pacientes tolerarem os tratamentos da doença e aumenta o tempo de internação nos hospitais.
O tratamento do câncer e a própria doença podem causar diversas reações aos pacientes, entre elas:
• Falta de apetite.
• Diminuição do nível de energia.
• Cansaço.
• Vômitos.
• Ansiedade.
• Depressão.
• Diarréia / Intestino preso.
• Alterações de paladar / olfato
A desnutrição pode gerar uma redução da resposta ao plano de tratamento, aumentar o risco de toxicidade induzida pela quimioterapia, aumentar o risco de complicações pós-operatórias, entre outras. Estima-se que pacientes com 15% de redução de peso desenvolvem mais complicações infecciosas depois da cirurgia, além disso, toleram menos as quimioterapias e radioterapias do que aqueles pacientes que não perderam peso.
Dessa forma a orientação nutricional é uma ferramenta importante para que o paciente possa ser submetido aos tratamentos de uma forma mais adequada.
Instituto Oncoguia - De que forma a alimentação saudável pode minimizar os efeitos colaterais do tratamento?
Tatiana Oliveira - Obter uma visão geral do que é importante comer em todas as fases do tratamento irá ajudar o paciente a se sentir melhor e mais forte, melhorar a imunidade, além de manter ou recuperar o peso, e a tolerar melhor os tratamentos e os efeitos colaterais.
Isto não quer dizer que é preciso comer muito, mas consumir alimentos que ofereçam os diversos nutrientes de que um organismo precisa para estar equilibrado.
Instituto Oncoguia - Do ponto de vista nutricional, que orientações você daria para o paciente oncológico que está em tratamento? E para aquele que já passou por todas as etapas do tratamento?
Tatiana Oliveira - Um organismo bem nutrido reage melhor e mais rápido ao tratamento e seus prováveis efeitos colaterais. Quando estamos num processo de tratamento, a relação que estabelecemos com os alimentos pode ser um bom termômetro para saber como anda o nosso organismo. Se o paciente está com muita dificuldade para se alimentar, procure orientação especializada o quanto antes. A abordagem no ínicio é importante para que o paciente tenha um desempenho mais adequado e possa se beneficiar do tratamento da doença. Com certeza, sempre haverá formas de driblar esse problema – o importante é não deixar de se alimentar.
Para quem já passou pelo tratamento é a hora de rever os valores, recuperar ou perder peso se necessário, procurar ter bons hábitos de alimentação e praticar uma atividade física de acordo com a orientação médica.


