O caminho do acesso ao tratamento oncológico
Nesta etapa da programação do 16º Fórum Nacional Oncoguia, as discussões adotaram um formato diferenciado, reunindo todos os participantes em uma mesa redonda para debater, de forma conjunta, as diferentes etapas da jornada de acesso ao tratamento oncológico. O objetivo foi refletir sobre como as políticas públicas podem ser estruturadas para reduzir barreiras e garantir maior fluidez no acesso ao cuidado. Eixo 1: Prescrição A primeira parte do debate foi dedicada ao processo de prescrição e incorporação de medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS), abordando os desafios entre a recomendação terapêutica e a efetiva disponibilização das tecnologias para os pacientes. Para conduzir essa discussão inicial, participaram: Andre Sasse, médico oncologista e diretor da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) Renato Tavares, médico hematologista, diretor de Educação e coordenador do Comitê de Acesso a Novas Tecnologias ABHH Natali Minoia, coordenadora-geral de Estratégias Inovadoras e Colaborativas de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde Durante o debate, foram discutidas as discrepâncias ainda existentes entre a disponibilidade de tratamentos na saúde suplementar e no SUS, evidenciando desigualdades importantes no acesso à inovação em oncologia. Foi também frisada a importância de garantir uma padronização e qualificação do cuidado recebido no SUS Eixo 2 – Incorporação Neste eixo, foram debatidos os principais entraves no processo de incorporação de medicamentos no sistema de saúde, com foco nos desafios para garantir acesso oportuno às novas tecnologias. Para o debate, foram convidados: Andre Sasse, médico oncologista e diretor da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) Renato Tavares, médico hematologista, diretor de Educação e coordenador do Comitê de Acesso a Novas Tecnologias da ABHH Tiago Farina, advogado sanitarista, ativista em políticas públicas e conselheiro estratégico de advocacy Natali Pimentel Minoia, coordenadora-geral de Estratégias Inovadoras e Colaborativas de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde Fernando Korkes, médico uro-oncologista e membro do Comitê Científico Oncoguia Ao longo da discussão, foi destacado o papel das sociedades médicas no apoio à definição de tecnologias prioritárias para incorporação, contribuindo para decisões mais alinhadas às necessidades dos pacientes, sem perder de vista a sustentabilidade do sistema. Também foram discutidos os principais gargalos nos processos de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), incluindo desafios relacionados ao tempo de análise, à implementação das decisões e à previsibilidade dos fluxos. Nesse contexto, foram apontados possíveis caminhos para aprimorar esses processos e garantir maior agilidade no acesso dos pacientes a tratamentos inovadores.