Campanha prevê ampliação do tratamento do câncer pelo SUS

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  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 25/06/2015 - Data de atualização: 25/06/2015

A Federação Brasileira das Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) lançou ontem a campanha "Por Mais Tempo”, que discute o acesso de pacientes com câncer de mama com metástases aos tratamentos mais modernos para o controle da doença. Os objetivos da campanha são aumentar o conhecimento da população sobre o assunto e pressionar o governo a incluir esses novos medicamentos no rol de tratamentos distribuídos pelo Sistema Único de Saúde. A campanha é realizada em parceria com o Instituto Oncoguia e com a farmacêutica Roche.

A metástase (quando o câncer se espalha por outras partes do corpo) está intimamente relacionada à demora no diagnóstico no início do tratamento contra a doença. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 50% dos tumores de mama são diagnosticados em estágios mais avançados. Desses, 30% irão evoluir para metástases. O instituto prevê que o Brasil registrará 57 mil novos casos de câncer de mama em todo o ano de 2015.

O evento de lançamento da campanha, realizado no Museu de Arte de São Paulo (Masp), contou com a presença de membros das organizações responsáveis pela campanha, médicos, representantes de ONGs e pacientes com câncer de mama. Uma performance de um grupo de músicos e bailarinas ao som da "Primavera”, de Vivaldi, atraiu a atenção de algumas centenas de pessoas, que passavam pelo local na movimentada avenida Paulista, no horário do almoço. Paralelamente a isso, pessoas assinaram uma petição simbólica em um grande mural, para que medicamentos mais modernos sejam incluídos nos tratamentos do SUS. A petição real pode ser assinada no site da campanha.

Também como parte do lançamento da ação, o relógio da Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro, foi iluminado de rosa na noite de ontem. O Museu Nacional, em Brasília, recebeu a projeção de um relógio em sua fachada. No Facebook, um aplicativo fará uma retrospectiva dos principais acontecimentos do último ano, ou dos últimos dois ou cinco anos da vida do usuário, para que as pessoas tenham a noção de quanto podem fazer com mais tempo de vida.

"Se nos lembrarmos de mulheres que tiveram o infortúnio de ter câncer de mama com metástase na década de 1970, todas elas faleceram em menos de 30 meses. Nesse momento, no Brasil, a possibilidade de uma mulher com câncer metastático viver por 60 meses é de uma em cada três, se tiver acesso à medicação e ao tratamento adequado”, declarou o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Ruffo de Freitas Junior. "Porém, todos nós temos pacientes que já estão fazendo o tratamento há mais de dez anos, e eu acredito que esse número tende a crescer”, acrescentou o oncologista Max Mano, chefe do grupo de câncer de mama do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e professor de oncologia na Universidade de São Paulo.

Contudo, os tratamentos que permitem essa melhora na qualidade de vida, atualmente, só estão disponíveis na rede privada complementar de saúde. "Como médica, o que eu percebo é que a sociedade ainda não conhece a realidade das pacientes em estágios mais avançados. As pessoas acham que, quando chega nesse estágio, a situação já saiu do controle. Mas há novos medicamentos que permitem dar mais qualidade de vida a essas pacientes. Temos formas de controlar o câncer de mama metastático. O que não temos é acesso universal a esses tratamentos”, declarou a oncologista Maira Caleffi, presidente voluntária do Femama.

A oncologista Luciana Holtz, fundadora e presidente do Instituto Oncoguia, também se posicionou a favor da distribuição de medicamentos mais modernos pelo SUS a pacientes com câncer metastático, além ressaltar a importância de um debate amplo sobre esse tema na sociedade. "Hoje, muitas pacientes não contam com as armas necessárias para combater o tumor, e não estou falando só de medicamentos: estou falando de falta de informação, de atenção, de cuidados especializados. Pacientes com um plano de saúde privado têm acesso a tratamentos modernos. Pacientes do SUS não dispõem desses tratamentos. Isso não é justo”.

Celebridades. A campanha contou com a força de um grupo de atores de peso em sua divulgação. Em um vídeo, celebridades como Reynaldo Gianecchini, Marcos Palmeira, Glória Pires e Marília Gabriela, entre outros, respondem à pergunta "O que você faria com mais tempo?” Esse vídeo circulou pela internet nos dias anteriores ao lançamento da campanha, com o objetivo de suscitar a curiosidade do público. Os atores não cobraram cachê para participar do vídeo.

Petição

Assine. A petição que pede ao Ministério da Saúde a incorporação de tratamentos adequados para pacientes com câncer de mama metastático está disponível no site.

Matéria publicada no O Tempo em 18/06/2015.





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