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  • Vet. - Câncer de Tireoide
    "Câncer de tireóide estágio avançado."

Comecei a sentir muito cansaço, queda de cabelo e, com o tempo, passei a ter episódios de vertigem enquanto dirigia. Em outubro do ano passado, busquei uma endocrinologista para me acompanhar, e ela solicitou exames da tireoide, devido à suspeita de hipotireoidismo.

Durante a consulta, comentei com a doutora que sentia minha tireoide irregular. Ela avaliou e solicitou um ultrassom. O exame trouxe a suspeita de que poderia se tratar de um tumor maligno. Foi então solicitada uma punção, que indicou uma alta possibilidade de ser realmente um tumor. A partir disso, segui para a consulta com um cirurgião.

Nessa consulta, ele avaliou tudo e, a princípio, acreditava que fosse um tumor papilífero primário. Comentei com o médico que eu tinha um linfonodo aumentado havia alguns anos. Ele me tranquilizou dizendo que não era nada. Como meu último ultrassom não tinha boa qualidade, ele solicitou um novo. No dia do exame, o médico me perguntou se havia algum linfonodo aumentado e há quanto tempo. Informei que sim, há cerca de 15 anos. Ele me respondeu que seria impossível ser metástase.

Porém, ao iniciar o exame, foi constatado que era, sim, uma metástase. Voltei ao cirurgião, que ainda relutava em acreditar que fosse metástase. Ele então solicitou uma nova punção, e o resultado confirmou: metástase em linfonodo cervical.

Agendamos a cirurgia, que envolveu esvaziamento cervical radical e remoção dos linfonodos paratraqueais e mediastinais. Para surpresa do médico, o tumor já havia saído da tireoide e envolvido o nervo laríngeo recorrente, sendo necessário removê-lo.

Acordei da cirurgia rouca, com a voz muito diferente da minha. Faço fonoterapia para tentar recuperar a voz e também o fôlego, que ficou comprometido. Desenvolvi dor neuropática e alodinia, que também estão sendo tratadas. Faço fisioterapia duas vezes por semana para melhorar a mobilidade do pescoço e do ombro.

Amanhã realizo um novo ultrassom para verificar se está tudo certo para que possamos iniciar o tratamento com iodoterapia.

Não tem sido fácil descobrir um câncer aos 38 anos, em estágio avançado e com alto risco de recidiva. Ainda vamos investigar se há metástases em outros órgãos, já que houve invasão vascular, perineural e linfonodal.

O chão se abriu quando minha médica me disse que era um caso de alto risco, que talvez eu precisasse passar por uma nova cirurgia, e que o acompanhamento será intenso por pelo menos cinco anos. Se tudo correr bem, só então poderemos começar a ficar mais tranquilos.

O medo das sequelas, das dores piorarem ainda mais... o medo de não ter mais qualidade de vida. O medo de não ter mais a minha vida.

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