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  • Valeska Ávila - Câncer de Ovário
    "Não negligencie a sua saúde"

Em 2022, eu comecei a me sentir exausta de um jeito que não combinava comigo. Procurei médicos por dois anos, fiz exames, fiz ultrassom e aparecia sempre “um cisco no ovário”, algo “sem importância”. Meu hemograma trazia alterações que ninguém explicava direito. Eu dizia que estava cansada, muito cansada, e a resposta era sempre a mesma: “deve ser rotina, deve ser estresse”.

O tempo passou, meu corpo gritava e eu seguia sem respostas. Foi só em setembro de 2023 que a verdade finalmente apareceu: um câncer de ovário metastático, agressivo, espalhado pelo peritônio, bexiga, intestino e linfonodos pélvicos. Tudo aquilo que já dava sinais no meu corpo há tanto tempo.

Comecei o tratamento imediatamente. Fiz seis quimioterapias e enfrentei cada ciclo com fé e determinação. Em março de 2024, fiz a cirurgia. Meus exames estavam zerados, e eu saí acreditando que tinha vencido.

Mas quando o resultado da peça cirúrgica chegou, veio o choque: o peritônio ainda tinha células malignas. Ali, o correto era iniciar imunoterapia como manutenção. Mas não foi o que aconteceu. A médica do plano não indicou, porque o protocolo da operadora não contemplava esse tratamento. Eu fui para casa achando que estava segura, mas não estava.

Agora, em fevereiro de 2025, um ano e três meses depois, descobri que meu tratamento não foi completo. Que naquele ponto crucial, faltou o que poderia ter me protegido. Eu não considero isso uma recidiva. Eu considero um retratamento daquilo que nunca foi encerrado corretamente.

Retomei a quimioterapia. Fiz a primeira, passei muito mal e me preparei para mais seis aplicações. Só que, desta vez, eu lutei. Procurei informação, questionei, pressionei o convênio e consegui a imunoterapia que deveria ter sido minha lá atrás.

Hoje, revisitando toda a minha história, eu vejo com clareza: meu corpo avisou lá em 2022. Dois anos pedindo socorro. Meu espírito me sustentou em 2023. Minha mente me manteve firme em 2024. E agora, em 2025, eu renasço com mais consciência e mais verdade.

Eu sigo tratando. Sigo vivendo. Sigo acreditando. Porque minha força vem da fé que sustenta o espírito, da mente treinada a recalcular a rota e de um corpo que eu aprendi, finalmente, a escutar.

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