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Taís. - Câncer Colorretal
"Façam exames, insistam, se cuidem."
Em novembro de 2024, descobri que estava grávida e, a partir da gestação, começaram alguns sintomas. Até então, minha médica acreditava que poderia ser algo relacionado à gravidez.
Em janeiro, infelizmente, por meio de uma ultrassonografia, descobri que meu bebê estava sem vida. Passei pelo processo do aborto e, após 30 dias, precisei realizar uma curetagem.
A partir de março, comecei a investigar com mais atenção, porque eu seguia apresentando sintomas. Minha gastroenterologista solicitou uma bateria de exames e todos vieram normais, sem nenhuma indicação de câncer. Mesmo assim, eu continuava sentindo que algo não estava certo.
Em julho, depois de muita insistência, ela solicitou a colonoscopia. No dia 15/07/2025, através do exame, apareceu um tumor de quase 6 cm no cólon. Na hora, parece que o chão se abre. Vêm as dúvidas, o medo, e principalmente a insegurança sobre tudo o que vamos ter que enfrentar.
Mas, ao consultar com um cirurgião maravilhoso, eu recebi uma força que me guiou em todo o processo. Ele me disse: “Vou te pedir duas coisas: pensamento positivo sempre e confiança na equipe médica.” Eu cheguei a cogitar fazer a cirurgia com ele no particular, mas não tinha condições, o valor era muito acima do que eu poderia pagar. Ainda assim, saí daquela consulta grata e com o coração muito mais confiante.
Me apeguei ainda mais a Deus e, todos os dias, eu dizia para mim mesma que aquele câncer não me pertencia, que era apenas um problema que surgiu e que nós resolveríamos logo.
E foi assim. Dei entrada no SUS com todos os exames prontos: colonoscopia, biópsia, CEA, tomografia de tórax e abdômen total. No dia 02/08, eu já estava em consulta com a equipe médica de um dos melhores hospitais de Porto Alegre, referência no tratamento do câncer. No dia 12/08, eu estava sendo operada.
Com a graça de Deus, a cirurgia foi um sucesso. Eles retiraram tudo, e o material foi analisado. Nenhuma das ínguas retiradas estava acometida pela doença. O tumor estava apenas ali.
Hoje sigo em acompanhamento no hospital. Sei que o acompanhamento oncológico dura cinco anos, mas está tudo bem. Por um lado, isso é ótimo: vamos seguir fazendo exames e sendo bem amparados.
Sou grata demais a Deus pela graça na minha vida. Tenho certeza de que ter encarado tudo com fé e pensamento positivo me ajudou a atravessar essa fase. Eu sempre dizia: “Esse momento é de travessia, não de permanência.”
Façam exames, insistam, se cuidem.