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Rose. - Câncer de Pulmão
"Descobri um câncer de mama em 2024 e, durante o tratamento, recebi também o diagnóstico de câncer de pulmão."
Tenho 42 anos, sou formada em Pedagogia e cursava Fonoaudiologia quando fui diagnosticada com câncer de mama. Na época, meu bebê tinha apenas seis meses.
As leis parecem não servir de nada. Fui diagnosticada em maio de 2024, mas iniciei o tratamento somente em novembro. Além disso, não tive nenhum acolhimento no hospital de referência.
Já nos primeiros exames foram identificados nódulos no pulmão. O mastologista disse que poderia ser por causa do tabagismo. Fiz quatro sessões de quimioterapia vermelha e quatro da branca. Depois disso, fui encaminhada para os exames pré-operatórios.
Na consulta seguinte, fui informada de que a cirurgia não seria realizada naquele momento. Disseram que iriam discutir meu caso na semana seguinte, pois os nódulos no pulmão haviam diminuído — o que indicava que também se tratava de câncer.
Me sinto totalmente desamparada. Desamparada por todos ao meu redor, que dizem que sou forte, que “vai dar tudo certo”, como se isso bastasse. Desamparada pelo hospital, que sequer oferece imunoterapia. Ninguém conversa comigo sobre os próximos passos. Parece que só pensam um dia por vez.
Mas eu tenho uma filha de 17, outra de 15, e um bebê de 1 ano. Preciso me organizar. O que estão fazendo comigo é desumano. Não tenho acesso a atendimento psicológico. Fica difícil ser otimista.
Também não posso mudar de hospital. As consultas e exames demoram mais de 30 dias para acontecer. Tem horas em que dá vontade de desistir. Mas então eu lembro que tenho um pequeno com suspeita de paralisia cerebral e epilepsia, que depende completamente de mim. E duas adolescentes que estão vivendo crises de ansiedade diante desse futuro tão incerto.